Capítulo 3

1044 Words
Vou cortando os outros carros em uma velocidade absurdamente acima da permitida e sim, meu carro estava com placas frias, ou eu não daria conta da quantidade de multas que eu receberia. Sim, eu venho me mantendo preparada para este momento a anos. Olhei para Theo e ele estava sorrindo igual a uma criança, quando ele viu que o observava me encarou por poucos segundos, pisquei para ele e voltei minha atenção para a pista. Próximo ao clube eu desacelerei o carro e o estaciono perfeitamente em um cavalo de p*u. - Chegamos! - disse a ele. Descemos do carro e entramos no clube em que a fachada se parecia com o de uma residência normal. Theo continuava em silêncio mas não estava me sentindo incomodada por isso. Cumprimentei a todos por quem passava, frequento esse lugar a anos e conheço todo mundo, fomos ao meu armário peguei óculos e protetores auriculares para nós dois, minha Glock 25 automática e a Winchester 44. Entreguei o equipamento para Theo e coloquei o meu. Seguimos para o stand de tiro, me posicionei e descarreguei minha arma com a precisão de sempre, honestamente, modéstia à parte eu sou muito boa, treinei pesado para isso, ser boa nunca me foi suficiente, eu treinei para ser a melhor. Deixei minha glock de lado e peguei minha Winchester 44 e descarreguei da mesma forma. - Muito boa pontaria. - Theo me disse formalmente. - Obrigada Theo, quer tentar? - disse apontando para ele o rifle que estava acabando de recarregar, ele pegou a arma e se posicionou corretamente, aproveitei para recarregar a glock, disparou primeiro com a winchester e após com a glock. - Nada m*l, vejo que tem familiaridade com armas. - É quando se tem uma certa posição social tem que saber algumas coisas. - Ele disse me devolvendo as armas. - Estou com fome vamos comer alguma coisa? Aproveitamos para conversar sobre o seu contrato e depois você me deixa na empresa. Assenti e fui guardar as armas e os equipamentos e fomos para o estacionamento. - Ei gatinho? Pensa rápido. - disse jogando a chave do meu corvette para Theo. – Você dirige, para afetar menos a sua masculinidade, mas cuidado com o meu bebê, principalmente agora que você está começando a ter ideia do que sou capaz, acho melhor não ralar o meu carro. Ele pegou a chave no ar, me deu um sorriso torto e me disse: - Estou tendo ideia de que também sabe fazer ameaças - disse com um sorriso ladino - e é senhor para você a partir de agora. - Só tive tempo de responder um sim senhor, entramos no carro e ele parou em um restaurante modesto não muito longe dali. - Obrigada por vir aqui, não estou vestida para ir ao tipo de restaurante que o senhor costuma frequentar - disse assim que descemos do carro e na palavra senhor dei uma entonação carregada de cinismo . Ele ficou em silêncio, ignorando minha insubordinação e partimos rumo a entrada do restaurante. - Menino Theo, bom te ver. - diz uma senhora grisalha, baixinha e gordinha na entrada. - Venha sua mesa está disponível e por coincidência hoje tem seu prato predileto - Olhei abismada a Theo, não acreditando que ele vem sempre aqui, não combina muito com a certa posição social que ele disse ainda a pouco. - Obrigada dona Lia, pode por favor nos trazer o meu predileto. - disse Theo enquanto sentávamos. - Agora foi você quem me surpreendeu. - Digo fingindo uma surpresa maior do que a real. - Ficará surpresa com a quantidade de coisas em mim que você não esperava. - Ele me imita. - Ei, não use minhas palavras contra mim. - Demos risada da situação e nos acomodamos aguardando a comida chegar. Logo chega a comida: arroz, purê de batatas, carne grelhada e ervilhas gratinadas, de acompanhamento uma salada deliciosamente colorida e suco de uva integral. - Mas uma vez, não combina… - Quanto ao trabalho, preciso que esteja comigo das seis da manhã até às nove da noite mais ou menos, melhor dizendo até a hora em que eu encerre meus afazeres e volte para casa. Preciso que me acompanhe a viagens e festas tanto na semana quanto aos finais dela. No final de semana que eu não tiver compromisso você estará liberada. Roupas e acessórios são por minha conta, até um carro ofereceria mas duvido que aceitaria então combustível e manutenção do seu são por minha conta. - Ok – é somente o que digo pois percebo que ele ainda tem o que dizer. Independente das condições, é claro que eu aceitaria, tudo que eu mais queria, era uma oportunidade de trabalhar para ele. - Vez ou outra você exercerá função de secretária, principalmente quando alguém estiver por perto, somente para disfarçar. Você estará sempre armada e usará um colete a prova de balas feito sob medida, quem está atrás de mim não é boa pessoa e o perigo é iminente. Pode ter certeza, o salário recompensará, vai receber este fixo mensal - disse anotando um valor no guardanapos e me mostrando - e receberá também quando sairmos em viagem. Alguma dúvida? - Não senhor. Começo amanhã então? - Caramba, o salário é realmente bem alto. - Sim, agora vamos para a empresa e aproveito para te mostrar tudo. Ele pagou a conta e quando estávamos no carro pedi para ele passar em meu apartamento antes, pois não seria adequado chegar à empresa vestida daquele jeito. Ele concordou. Chegando na frente ao meu portão desci do carro e pedi que ele me esperasse no volante pois não sabia o caminho para a empresa. Subi, tomei uma ducha muito rápida e coloquei uma camisa social branca e uma calça social preta o que eram as únicas roupas sociais do meu guarda-roupas, prendi o cabelo em um coque meio bagunçado fiz uma maquiagem natural que não cobriu praticamente em nada as minhas escoriações, um sapato social preto salto fino e fui para o carro. Entrei no lugar do passageiro e ele me disse. - Você é realmente rápida, vamos então. - Não se enrola ou se brinca quando o assunto é o trabalho senhor, este é meu jeito profissional de ser.
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