Eloá Narrando Acordei, e o Ceifador disse que íamos na escola, o Coração até palpitou, Escola coisa que eu achei que nunca mais ia acontecer. Me arrumei simples, como sempre, uma roupa confortável, cabelo alinhado, nada demais. Mas por dentro, eu tava a mil. Quando desci, ele já tava lá fora. Na moto. Encostado, daquele jeito dele. — Bora? — ele perguntou. Assenti, tentando disfarçar o nervosismo. Subi na garupa e segurei nele. Quando a moto arrancou, o vento bateu no meu rosto e eu fechei os olhos por um segundo, parecia liberdade. Mas o que mais me chamou atenção foi o caminho. Por onde a gente passava, as pessoas paravam. Olhavam, eu sentia os olhares nas minhas costas, nas nossas costas. E não era qualquer olhar. Era respeito. Era curiosidade. Era medo também. E, de algu

