Eloá Narrando Fui andando ao lado da Mariazinha em silêncio, tentando acompanhar o ritmo dela, mesmo com as pernas ainda tremendo e a cabeça cheia de coisa. O medo, o peso daquilo que eu tinha acabado de descobrir, tudo deixava cada passo mais difícil. O som dos nossos pés nas folhas, dos galhos quebrando, era a única coisa que quebrava o silêncio entre a gente. Até que, depois de um tempo, eu reconheci. A trilha. Meu coração apertou. — Eu já sei onde a gente tá. — Falei baixo, olhando em volta. — Daqui eu sei ir sozinha. Ela continuou andando, como se não tivesse ouvido. Aproximei mais um pouco, insistindo. — A senhora pode voltar, não precisa ir mais comigo. Ela virou o rosto de leve, me olhando de canto. — Não quero que o Ceifador machuque a senhora por minha causa. Minha

