CAPÍTULO 25 — GREGÓRIO NARRANDO Eu já tinha perdido a conta de quantas vezes tinha olhado na direção de Cecília naquela noite. O pior era que eu sabia exatamente o que estava fazendo e, mesmo assim, não conseguia parar. Tinha ido ao baile para resolver algumas coisas do comando, conferir a movimentação e conversar com alguns homens, nada além disso. Pelo menos era essa a desculpa que eu repetia para mim mesmo. Só que, desde o momento em que cheguei e vi Cecília dançando, minha atenção tinha ido inteira para ela. Ela parecia completamente diferente daquela garota que eu conheci escondida no quarto da minha casa. Estava sorrindo, dançando, conversando e, principalmente, não parecia estar pensando no pai, no casamento ou no medo de ser encontrada. Parecia livre. E eu gostava de vê-la assim.

