CAPÍTULO 31 — GABI NARRANDO Eu conhecia Cecília o suficiente para saber quando ela estava tentando fingir que estava bem. Ela podia sorrir, conversar, andar pela casa e até brincar comigo, mas os olhos entregavam tudo. Desde que descobrimos que o pai dela estava no Rio, alguma coisa tinha mudado. Ela estava mais quieta, pegava o celular várias vezes para conferir se a mãe tinha mandado alguma mensagem e, quando não recebia nada, ficava olhando para a tela como se pudesse encontrar uma resposta ali. Eu sabia que não podia resolver o problema da família dela, mas podia pelo menos ajudá-la a falar com a mãe sem colocar nenhuma das duas em perigo. E, para isso, eu precisava da ajuda de alguém em quem confiava. João. Esperei até encontrar um momento em que Grego estivesse ocupado no escritóri

