CAPÍTULO 15 — GREGÓRIO NARRANDO Assim que Cecília apontou para o carro, eu soube que aquela história tinha acabado de ficar mais séria. Eu não precisava conhecer o veículo para entender o que aquilo significava. Bastava olhar para o rosto dela. A garota estava pálida, com os olhos presos naquele carro estacionado à distância, como se tivesse acabado de enxergar um fantasma. Kaio já estava com o celular na mão, fazendo algumas ligações, enquanto eu permanecia diante da janela, observando o veículo sem demonstrar qualquer reação. Por dentro, minha cabeça trabalhava rápido. Eu precisava saber quem estava ali, quem tinha mandado aquele homem e, principalmente, se ele estava apenas observando ou se pretendia se aproximar da minha casa. Não gostava de agir no impulso. Homem que manda no grito g

