CAPÍTULO 38 — CECÍLIA NARRANDO Eu ainda segurava a mão de Gregório quando ele virou o rosto para mim. Por alguns segundos, nenhum dos dois falou. Eu conseguia sentir meu coração batendo forte, como se estivesse tentando escapar do meu peito. A mão dele estava quente, firme, mas não apertava a minha. Era como se ele estivesse esperando que eu decidisse se queria continuar ali ou se queria soltar. E, pela primeira vez na minha vida, aquela decisão era realmente minha. Ninguém estava me dizendo o que fazer. Ninguém estava ameaçando. Ninguém estava escolhendo por mim. Eu podia simplesmente soltar a mão dele e entrar em casa. Podia dizer que estava confusa. Podia pedir distância. Mas não queria. Eu queria ficar. Gregório olhou para nossas mãos. — O que tu quer? A pergunta pareceu simples, m

