CAPÍTULO 47 — GREGÓRIO NARRANDO Eu estava no escritório quando João apareceu. Bastou olhar para a cara dele para saber que alguma coisa tinha acontecido. João não era do tipo que chegava quieto, muito menos quando o assunto envolvia trabalho. Normalmente entrava fazendo piada, reclamando de alguma coisa ou soltando alguma provocação. Naquele dia, porém, fechou a porta atrás de si e ficou parado diante da minha mesa. Eu levantei os olhos dos documentos. — Fala. Ele respirou fundo. — Recebi uma mensagem. — De quem? — Número desconhecido. — E? Ele colocou o celular sobre a mesa. — O cara perguntou sobre a rotina da casa. Peguei o aparelho e li. “Precisamos conversar sobre a rotina da casa.” Depois veio outra mensagem. “Sabemos que a garota está lá. Queremos saber os horários e qu

