Capítulo 03 - MARIANA

1200 Words
Relutantemente, subi as escadas em direção ao meu quarto, mas a curiosidade e a inquietação me mantinham ancorada no último degrau. Meu coração batia descompassado, e uma sensação de perigo iminente pairava no ar, como se o ambiente estivesse carregado com a eletricidade estática de uma tempestade prestes a desabar. No silêncio da escada, esgueirei-me sorrateiramente para um canto, meu corpo tenso enquanto observava a cena se desdobrar diante de mim. Pedro exalava uma aura enigmática, sua presença sinistra preenchendo a sala com uma tensão palpável que fazia os pelos da minha nuca se arrepiarem. Os murmúrios da conversa entre meu pai e Pedro ecoavam no corredor, como o sussurro sinistro de uma tempestade se aproximando. Eu me sentia como uma intrusa em minha própria casa, presa entre a necessidade de descobrir a verdade e o medo do que eu poderia encontrar. — Você sabe que isso não é certo, Pedro. Não podemos continuar assim... — a voz do meu pai soou carregada de preocupação e hesitação, enquanto ele tentava manter uma fachada de controle diante da presença ameaçadora do homem à sua frente. — Você sabia no que estava se metendo desde o início, meu caro amigo. Não há como voltar atrás agora. — a resposta de Pedro foi impregnada com um tom sombrio e enigmático, como se ele soubesse algo que meu pai não estava disposto a admitir. Eu me encolhi no último degrau da escada, os músculos tensos e os olhos fixos na porta entreaberta. Cada palavra trocada entre os dois homens parecia carregar um peso obscuro, e eu temia o que isso significava para o futuro incerto da nossa família. Cada segundo que passava parecia uma eternidade, e eu m*l conseguia conter a respiração enquanto aguardava, os músculos tensos e os sentidos aguçados. Uma sensação de desconforto crescente se instalou no meu peito, como se eu estivesse prestes a descobrir segredos que mudariam tudo que eu achava que sabia. Meu coração martelava descompassado dentro do meu peito enquanto eu ouvia as palavras que selariam nosso destino. Consumido pelo desespero, meu pai concordava em um acordo arriscado, sem perceber as consequências terríveis que aguardavam no horizonte. Em troca de Pedro pagar suas dívidas, ele prometia entregar algo de valor inestimável - sua própria filha, eu, Mariana. — Pai, você não pode estar falando sério... — minha voz saiu trêmula e embargada de incredulidade, enquanto eu lutava para processar a magnitude da revelação. Meu pai desviou o olhar, uma expressão de dor e desespero se formando em seus olhos cansados. — Eu sinto muito, Mariana. Eu não queria chegar a esse ponto, mas... não vejo outra saída. — ele murmurou, sua voz carregada de angústia e arrependimento. Eu senti as lágrimas ameaçarem inundar meus olhos, o peso da traição e da desolação se abatendo sobre mim como uma avalanche imparável. A sensação de ser vendida como mercadoria, de ter meu destino determinado por um acordo obscuro, era avassaladora e inescapável. — Isso não pode estar acontecendo... Não pode... — murmurei, minhas palavras soando como um lamento abafado no ar carregado de tensão. Mas apesar da minha resistência, eu sabia que não podia mudar o curso dos eventos que estavam se desenrolando diante de mim. Eu era apenas uma peça no jogo sombrio que meu pai tinha sido forçado a jogar, e agora minha vida estava sendo leiloada em troca de um alívio temporário das dívidas que nos sufocavam. Um nó se formou em meu estômago enquanto eu testemunhava a terrível decisão que meu pai era forçado a tomar. Meus olhos se arregalaram em choque e horror diante da revelação, incapazes de acreditar no que estava acontecendo diante de mim. Era como se o chão tivesse sido arrancado sob meus pés, deixando-me à mercê de forças além do meu controle. As palavras ecoavam em minha mente como um mantra sinistro, repetindo-se incessantemente e enchendo-me de um terror indescritível. Eu queria gritar, correr, fugir daquela realidade distorcida que ameaçava me engolir inteira. Mas eu estava paralisada, enraizada no lugar pela magnitude da tragédia que se desenrolava diante dos meus olhos. Meu pai lançou-me um olhar de angústia e pesar, uma expressão de dor e arrependimento marcando cada linha do seu rosto. Ele estava lutando contra seus próprios demônios, uma batalha silenciosa que eu m*l podia compreender. E, apesar da torrente de emoções que me assolava, eu sabia que estava sozinha. Eu era a moeda de troca em um jogo c***l onde não havia vencedores, apenas perdedores. O silêncio pesado que se instalou na sala era ensurdecedor, prenunciando o desastre iminente que nos aguardava. Eu me sentia como uma marionete nas mãos de forças além da minha compreensão, incapaz de escapar do destino sombrio que se desenrolava diante de mim. E enquanto o peso da decisão de meu pai ecoava em meus ouvidos, eu sabia que nada jamais seria o mesmo novamente. O acordo é selado com um aperto de mãos sombrio entre o meu pai e Pedro. Meus olhos arregalados capturam cada detalhe desse momento, enquanto observo da escada, presa em um misto de horror e desespero. O gesto parece ecoar no ar, carregado com a gravidade sombria do pacto que acabara de ser feito, como se os próprios ecos do acordo ressoassem no âmago da minha alma. — Está tudo resolvido, então? — a voz de Pedro soa como um sussurro sinistro, perfurando o silêncio carregado que envolve a sala. Meu pai assente lentamente, uma expressão de resignação se formando em seu rosto tenso. — Sim, está. Espero que você mantenha sua palavra, Pedro. — sua voz soa áspera, carregada com a tensão de quem sabe que está fazendo um pacto com o d***o. Pedro abre um sorriso malicioso, o brilho de maldade dançando em seus olhos enquanto ele contempla o que está por vir. — Pode ter certeza de que eu sempre cumpro minhas promessas, meu caro amigo. — sua voz é como melodia sombria, um presságio do que está por vir. Eu assistia à cena de um canto escuro da escada, meu coração pesado e oprimido pelo peso do que estava acontecendo. Cada batida era como um eco do meu desespero silencioso, enquanto eu me sentia impotente diante da terrível escolha que fora feita. Pedro abre um sorriso malicioso, o brilho de maldade dançando em seus olhos enquanto ele contempla o que está por vir. Seus olhos se encontram com os meus, e um arrepio percorre minha espinha enquanto eu me encolho ainda mais no canto, incapaz de desviar o olhar. Lágrimas escorrem silenciosamente pelo meu rosto, um testemunho mudo da minha angústia e desespero diante do destino sombrio que me aguarda. Mas mesmo enquanto eu choro, eu permaneço inconsciente do que está prestes a acontecer, presa em um torpor de choque e negação. O futuro se estende diante de mim como um abismo n***o e impenetrável, e eu me sinto como uma marionete nas mãos de forças além da minha compreensão. Estou com muita dozinha da nossa Mariana e você? Comenta aqui, quero saber quem está triste pela Mari. Espero que Pedro cuide bem dela. Me siga aqui na dreame para conhecer meus outros livros e me siga no inst4gram para sempre acompanhar as novidades @cassecreve
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