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Capítulo 107 — Marcas da Guerra Lobo narrando O sol nasceu. Mas não trouxe paz. Os primeiros raios atravessaram a fumaça que ainda pairava sobre a Rocinha, revelando um cenário que fazia meu peito apertar. Casas com paredes destruídas. Muros perfurados por dezenas de disparos. Carros queimados. Barricadas reduzidas a pedaços de ferro retorcido. Vidros espalhados pelas vielas. O cheiro de pólvora misturado ao de concreto quebrado ainda dominava o ar. Era como se a guerra tivesse ido embora apenas por algumas horas, prometendo voltar a qualquer instante. Passei a mão sobre o curativo improvisado no ombro. A bala só havia rasgado minha pele, mas a dor era constante. Mesmo assim, não conseguia pensar em descansar. Enquanto eu respirasse, meu povo seria minha prioridade. Desci o

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