ð CapÃtulo 176 â O Que Eu Quero Para NÃģs LuÃsa narrando Aquela noite parecia diferente. Talvez porque eu tivesse aprendido a reconhecer o silÊncio de Lucas. Existia o silÊncio tranquilo, aquele que acontecia quando ele estava cansado e simplesmente queria ficar ao meu lado. E existia o outro. O silÊncio de quem estava carregando alguma coisa sozinho. Naquela noite, quando ouvi a porta da cobertura se abrir, eu soube imediatamente que era o segundo. Lucas entrou devagar. Fechou a porta. Colocou as chaves sobre o aparador. Por alguns segundos, permaneceu parado. Como se precisasse respirar antes de continuar. Eu estava sentada no sofÃĄ esperando por ele. Assim que nossos olhos se encontraram, ele tentou sorrir. Mas eu conhecia aquele sorriso. Era o sorriso que ele usava quando

