— Mas lembro de uma coisa. — O quê? — Depois que Helena começou a desconfiar de algumas pessoas, ele continuou aparecendo. Meu coração apertou. — Ela ainda confiava nele? — Parecia confiar. — Parecia? Dona Célia me encarou. — Uma vez, Helena me disse que algumas pessoas eram mais perigosas quando pareciam boas. Fiquei imóvel. — Quando foi isso? — Pouco antes de ela desaparecer. Olhei para a fotografia. — Ela estava falando dele? — Não sei. — A senhora nunca perguntou? — Helena não queria falar. Fechei os olhos por um instante. Minha mãe sabia. Talvez soubesse mais do que eu imaginava. — Ele esteve aqui depois que ela morreu? Dona Célia demorou a responder. — Não. — Nunca mais? — Nunca. — Então desapareceu. — Sim. Aquilo coincidiu exatamente com o que Mateus havia

