Augusto havia dito a verdade. — Quando percebeu que eu havia descoberto demais, ele tentou me ajudar. Fiquei imóvel. — Eu não confiei nele imediatamente. E talvez tenha cometido um erro ao desconfiar tanto. Mas Augusto tentou me tirar daquela situação. A voz de Helena ficou mais baixa. — Se você encontrar Augusto algum dia, lembre-se disso. Ele pode ter cometido erros. Pode ter feito escolhas que eu não perdoaria. Mas ele não foi o homem que decidiu minha morte. Fechei os olhos. Então a pergunta que me perseguia havia sido respondida. Augusto não havia matado minha mãe. Mas isso não significava que estava livre de culpa. A gravação continuou. — O homem que realmente me perseguia era alguém que eu conhecia havia muitos anos. Meu coração começou a bater mais rápido. — Alguém que

