Capítulo 37 — Desaparecida Lobo narrando Quando um homem vive tempo suficiente na guerra… Ele aprende a reconhecer quando alguma coisa está errada. Não precisava de prova. Nem de confirmação. Bastava aquela sensação incômoda apertando o peito. Era exatamente ela que eu sentia desde o ataque daquela noite. Por isso, assim que amanheceu, dobrei a quantidade de homens na cobertura. Ninguém entrava. Ninguém saía. Sem minha autorização. ⸻ O dia começou movimentado. Vinicius organizava os pontos de vigilância. Mateus conferia os rádios. Eu analisava um mapa da comunidade, tentando imaginar qual seria o próximo passo dos rivais. Foi quando Dona Célia entrou apressada no escritório. Ela parecia aflita. — Lucas… Levantei os olhos. — O que foi? Ela respirava rápido. — A Luísa…

