Capítulo 158 — Esperança em Casa Luísa narrando A vida tinha um jeito curioso de seguir em frente. Mesmo quando a guerra parecia não ter fim. Mesmo quando a saudade apertava. Mesmo quando o medo insistia em aparecer de vez em quando. O sol continuava nascendo. As crianças continuavam correndo pelas vielas. Os comerciantes levantavam as portas das lojas todas as manhãs. E a igreja continuava de portas abertas. Talvez fosse exatamente isso que significasse esperança. Continuar. Naquela manhã, acordei pensando em Lucas. Antes mesmo de abrir os olhos, estendi a mão para o lado da cama. Encontrei apenas o lençol frio. Sorri sozinha. — Volta logo, Lobo… Sussurrei. Levantei-me, tomei um banho rápido e preparei um café simples. Enquanto colocava açúcar na xícara, meus olhos para

