Capítulo 59 — O Flagrante Lobo narrando Quatro e vinte da manhã. Ainda estava escuro quando chegamos ao galpão abandonado. O carregamento nunca existiu. O caminhão nunca sairia dali. Cada caixa espalhada pelo depósito estava vazia. Cada homem escondido ocupava uma posição previamente escolhida. Tudo fazia parte do plano. Enquanto os rivais acreditavam que roubariam armas… Nós esperávamos apenas uma coisa. A confirmação. Encostei-me atrás de uma parede de concreto. Vinicius verificava a câmera fotográfica profissional que havia conseguido com um jornalista da comunidade. Mateus testava um pequeno gravador preso sob a camisa. Olhei para os dois. — Lembrem. Ninguém atira. Vinicius assentiu. — Mesmo se eles aparecerem? — Mesmo assim. Mateus franziu a testa. — E se tentare

