Sempre Mais (parte II)

1666 Words
E não admito que um convidado meu, que seja, saia de uma de minhas festas insatisfeito, aquela frase ficou tatuada na mente de Will. — Sinto que você está me… usando — Will soltou de repente, numa meditação súbita; se arrependendo logo em seguida. Mas não podia voltar atrás; portanto, continuou: — Por estar chateado com o Elton, e… querendo me usar para descontar a raiva. — E isso é um problema? Will balançou a cabeça. — De jeito nenhum. — Will não se importava nem um pouco em ser usado, se fosse pelo Darian. Nem um pouquinho sequer. Só pra constar. — Ótimo. Essa é a sua chance de assumir o lugar dele. — Dele. O lugar do Elton. Que provavelmente sempre será. Mas isso não importa agora. — Porém com a condição de que você só vai fazer o que eu mandar, e nada além disso. Nada. Você entendeu? — Will assentiu. Will concorda; como quiser, senhor. — Que bom, porque não fizer o que eu mandar ou se fizer algo que eu não mandei, vai Eltonr mais rápido desse quarto do que entrou. — Pensei que estivesse chateado por ter brigado com o Sa… — Cala a boca. — Will, automaticamente, obedeceu. Bom garoto. — Não quero falar dele, então, agora, nós não vamos falar dele. E isso está incluso no nosso acordo: você não vai fazer nem falar qualquer coisa sem eu mandar ou te perguntar. Você me entendeu, Will? Will entendeu, sim. Will acha bom e, de novo, concorda, sim, senhor, como quiser, senhor. — Ótimo — concluiu Darian. Então, Darian buscou, na cabeceira da cama, a garrafa de tequila e duas lascas de limão que ele realmente havia furtado da sua própria cozinha. — Tira a camisa — ordenou Darian. — E fica de pé. Eu quero ver você, foi o que Will pensou que Darian completaria, caso não fosse orgulhoso demais para fazê-lo. Mas Darian, com que lendo-o por inteiro, desvendando até mesmo como seus pensamentos se formavam, assegurou a ele algo que levou arrepios da base da coluna de Will até os pelos da sua nuca. Darian lhe assegurou que — Eu não preciso te ver pra saber que você é meu, Will. — E então sorriu. Aquela frase era como um mantra agora. Will, portanto, fez como Darian mandou. Ele se levantou e, ainda recuante, tirou a camisa. E a jogou em algum lugar no meio daquela meia-escuridão toda. Sua pele alva, em certo grau, reluzia sob a penumbra, dando a Darian uma visão privilegiada. Ele conseguiu, mesmo sob esforço, perceber Will era malhado, não muito, mas malhadinho, e seu corpo esguio, posando como mármore para que Darian o visse, para que ele o remodelasse como uma escultura sua; aguardando, de Darian, a próxima ordem. Em vez disso, foi Darian quem se mexeu, pousando novamente a garrafa e limões na mesinha. Decidiu, agora, também tirar a camisa, e logo também foi a vez do short, deixando-o a visão de Will a um tecido, a uma maldita cueca boxer de distância do paraíso. Darian retomou seus instrumentos de jogo. Ele pegou uma lasca de limão e a manteve em sua mão, enquanto com a outra entregava a Will a garrafa de tequila, que a recebeu de bom grado, embora surpreso. — Pegue o sal, chupe o limão e comece pelos meus m*****s — instruiu Darian, tão seguro de si, tão poderoso por saber o que lhe dava prazer e como consegui-lo. — Depois, vá despejando até embaixo. — O mesmo trajeto que o Elton percorreu, Will constatou, mas afastou o pensamento. — E a partir daí você já sabe o que fazer. Que é me limpar em seguida. E só isso. Por enquanto. Os movimentos de Will pairavam no tempo por um instante, suspensos pela surpresa, pelo quão direto e decidido Darian era. E o quão isso tudo excitava Will. Vendo-o de cima, tão entregue, Will só precisava desse breve momento mesmo, desse instante suspenso, para admirar Darian e o seu corpo estendido, aprumado à sua frente, pronto para recebê-lo, algo que só em seus sonhos ousara idealizar. Ainda que fosse só por vingança, por raiva; ainda que não fosse nada sério e que não fosse por ser o Will em si — pois qualquer um naquela festa serviria para os propósitos de Darian, e talvez Will só tenha sido a opção mais fácil e obviamente mais desesperada para uma oportunidade. Nada disso importava: aquele era um momento que Will não abriria mão de experienciar. — Isso, se ainda quiser voltar pra casa de carro e com o seu celular, hoje. — A fala reativou o cérebro de Will. Mas, no fim das contas, ele não estava nem aí se precisaria voltar pra casa de Uber e com uma desculpa de “acredita que eu fui roubado?” enEltonada no caminho ao chegar em casa. Ele faria aquilo por ele mesmo, para ele mesmo, mas também, e talvez principalmente, para e por Darian, porque, p***a, não havia nada que a boca daquele homem mandasse que Will não obedecesse sorrindo. — Agora, Will — mandou Darian, pondo a lasca de limão na boca. A parte do suco virada para Will. Como ordenado, ele se posicionou em cima de Darian, sentando-se no seu colo, derramando então um filete de tequila que trilha tortuosamente de um mamilo para o outro, e logo fluiu em direção aos pelos abaixo do umbigo de Darian, que suspirou durante todo o processo, com o contato daquela bebida fria-quente no seu torso, acumulando calor e desejo sobre sua pele. Will não demorou mais, depositando novamente a garrafa sobre a mesinha ao lado da cama, e finalmente reclinando-se sobre Darian. Ali, Will pôde perceber o quanto o mantra estava certo. Ali, ele não precisava ver Darian para saber que, naquele momento, ele o pertencia. Porém, ainda assim, Will o via. Via o peitoral de Darian subir e descer, ansiosos, aguardando-o. A bebida escorrendo cada vez mais pelas laterais do corpo dele, a cada segundo que Will adiava. Então ele rapidamente foi até Darian, espremendo com os dentes e lábios o limão, e fechou os olhos para receber o gosto acre que invadiu sua boca. Ele, em seguida, cutucou a tampinha com sal ao lado, levando o mesmo dedo à boca guardar o sabor gritante do sal na bochecha, que seria útil já, já. Will, então, seguiu em sua tarefa. Ele beijou o mamilo de Darian, passando a língua para não deixar qualquer resquício de tequila ali — apenas resquícios de Will nele eram permitidos. E Darian teve que suprimir gemidos baixinhos quando Will seguiu, alcançando o outro mamilo, dessa vez não beijando nem lambendo, mas chupando. Darian se mexeu um pouco abaixo dele, tendo que se lembrar de que qualquer movimento faria a bebida escoar pelas suas costas, então teria que se controlar. Essa era a parte mais torturantemente deliciosa. Darian sorriu enquanto Will sugava seu mamilo ainda, trabalhando nele com ainda mais empenho que no primeiro. Jesus, como Darian era lindo. Como ele era gostoso. — Vai logo — Darian ordenou entre suspiros. Aos ouvidos apaixonados de Will, aquele era mais que um gemido que uma ordem. De qualquer forma, Will acatou. Ele escorregou sua língua, incisiva e quente, sobre a pele do seu amado, pincelando o abdômen dele até chegar ao umbigo, recolhendo as gotas de tequila ali acumuladas. O gosto era ácido, salgado e efervescente na língua; gosto de álcool e licor. Will então seguiu, raspando os dentes por entre os pelos de Darian, abaixo do umbigo, e sorveu os filetes de bebida que cachoeiravam pelas laterais do seu corpo. Will, de tão perto, observou o quanto Darian estava duro, com sua ereção apontando para Will sob a cueca boxer, implorando atenção. Will, salivando, não suportou o desejo, ouvindo os arfares sutis que Darian fazia questão de mantê-los assim, só para não dar mais esse prazer a Will. Portanto, ele arriscou. Enquanto terminava de beber aquele líquido quente e corrosivo à garganta, Will alcançou o p*u de Darian sobre a boxer, e começou a massageá-lo, lenta e suavemente, atiçando Darian, querendo tê-lo, pô-lo na boca, sentir seu gosto e reproduzir no p*u dele o que Will fizera no seu abdômen e m*****s — só muito, muito mais e melhor, diga-se de passagem. Como recompensa pela intenção, Will recebeu um tapa estalado na cara. Sua bochecha esquerda estava vermelha agora, embora nenhum dos dois pudesse perceber bem a diferença entre agora e antes, sob a luz fraca. Will sacudiu a cabeça e fechou os olhos, se recuperando. Aturdido. — O que foi que eu falei sobre fazer o que eu não mandei, seu filho da p**a? Will inclinou o olhar para baixo, encarando o corpo de Darian, o seu trabalho recém-feito, muito bem feito, aliás, e sibilou “desculpa” para o olhar inquisitivo de Darian, que meditou por um tempo antes de decidir o que fazer. Ele bufou e, num ato de paciência que não era característica dele, ordenou que Will continuasse. — Você quer tanto assim o meu p*u, é? — Nossa. Ele nem imaginava o quanto, e isso dava para ler nos olhos de Will. Então Darian riu, erguendo o tronco, permanecendo sentado agora; uma mão puxando Will pela nuca, entrelaçada nos fios dos seus cabelos, e outra atrás, apoiando seu corpo na cama. — Então chupa. Até embaixo. E é melhor fazer direito. Sim, senhor. Will retrocedeu sobre os calcanhares, e seu rosto agora resvalava na trilha de pelos abaixo do umbigo de Darian, aproveitando para beijá-lo, suplantando selinhos morosos e molhados na pele de Darian — pegando-se sorrindo por causa disso, ainda não acreditava ser realidade. Dali, Will já conseguia sentir melhor o cheiro de sabonete, bebida e hidratante que emanava da pele de Darian. Will, agora, mais uma vez, pego a um tecido de distância do paraíso. Ele lançou um olhar solicitante a Darian, a fim de confirmar se… se ele poderia… se ele poderia mesmo… — Vai. Logo.
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