5 Paola Costa

980 Words
(Brasília, janeiro de 2017)   - Eu não sei o que fazer Taty, ela... eu sei que ela é uma pessoa legal e quer fazer algo bom, mas se eu disser sim, estaremos ligadas para sempre.             A morena observava a amiga falar, estava na sala da gerente, Tatiana Braga era uma linda n***a de cabelo liso, sempre foi muito amiga da loira, poderiam ser consideradas as melhores amigas, sabiam uma os segredos da outra, os mais íntimos. A morena era uma das vendedoras da loja, emprego conseguido por Paola, a mulher tinha vinte e três anos, viveram no mesmo orfanato. - Você gosta dela? _ Tatiana foi direta. - Eu... eu não diria gostar, mas sei que nossos corpos se atraem, sei que existe desejo, paixão, t***o, mas você sabe que eu não sou assim, Taty, você lembra, passei quase dois anos para t*****r com o Carlos, eu... eu acho que aceitar não é uma boa ideia. - Eu entendo o seu lado, mas já parou para pensar no lado do seu bebê? Não tome isso como ambição ou ganância, mas pense, Paola, você viveu em um orfanato, sofreu muito até chegar onde está, já pensou que aceitando pode estar dando uma ótima oportunidade para seu filho? Não podemos ser hipócritas, amiga, eles são muito ricos, seu filho terá um futuro garantido e tenho certeza que mesmo que essa paixão ou t***o de vocês não for para frente, ainda assim Camila será uma ótima mãe, até porque ela não está fazendo isso só por você, está fazendo pelo irmão e acredito que eles se amavam muito. - Sim, Carlos sempre falava da admiração que tinha pela irmã. - Então, pense, mas não só em você, pense em seu filho também. Ele pode agradecer um dia pela sua decisão.             A amiga disse antes de sair e voltar ao trabalho. E assim Paola fez, pensou, pensou em todas as possibilidades, pensou em todas as opções e principalmente, pensou em todo o sofrimento que passou antes, durante e depois do orfanato. Perdera os pais para as drogas quando tinha apenas quatro anos, depois foi jogada de casa em casa e nenhum parente a queria, acabou em um orfanato, mas só pensava em seguir sua vida e conseguiu, mas não queria aquilo para seu filho, nunca permitiria que aquilo acontecesse a ele. - Você vai ficar bem, meu amor, eu garanto. _ Disse ao colocar a mão na barriga e ligar para Camila, que lhe deu seu número particular. – Já tenho a sua resposta. - Devo me preocupar? - Talvez, vá até minha casa às seis, te esperarei. - Ok, e... seja qual for sua decisão, obrigada.             E desligam. Era o certo a se fazer. Paola ficou repetindo isso para si durante o resto do dia. ............................................... - Que fique claro, isso não quer dizer que temos algo, Camila, isso quer dizer que você também será mãe do meu filho, apenas isso. - Eu disse que não te forçaria a nada.                        A empresária sorri, na verdade estava muito feliz mesmo, aquele “sim” era o mais esperado em toda a sua vida e saber que ajudaria Paola, era uma forma de manter seu irmão perto, com aquele filho, compensar os últimos três anos que não pôde estar junto de Carlos. - Eu.... eu posso abraçar você?             A loira assente, o que teria de mau em um abraço? Mas obteve sua resposta quando os corpos se tocaram. Parecia eletricidade na maior potência, bem ali ela soube, era uma questão de tempo, se arriscaria a dizer de minutos, pois quando sentiu a respiração da mulher perto do seu ouvido foi como se seu corpo todo amolecesse, Camila teve de segurá-la firme, a mais velha também soube, não poderia lutar contra, nunca pôde. - Desculpe-me, Paola, me perdoe.             Ela sussurra e sem dar tempo para a mulher entender, Camila segura firme sua cintura e encosta as bocas. Como resistir? Como dizer não? Como pensar em não retribuir? Paola só soube sentir, só soube aproveitar. O toque era doce, mas ao mesmo tempo voraz, era sensual, mas também sensível, era amistoso e selvagem, era uma mistura de desejo e carinho. Elas se entregaram, Paola logo sente o sofá na parte de trás de suas pernas e depois suas costas caírem sobre o móvel confortável. Camila não queria parar, queria mais, muito mais, queria aquela mulher por completa. Então suas mãos iam subindo por dentro da saia colada da outra, mas... - Não, não, por favor, não me faça fazer isso agora. _ Paola implora. Camila trata de tirar sua mão, mas não sai de cima da loira. - Você está bem? _ A morena acaricia a bochecha da mulher com carinho. - Só, só... agora não, ainda... eu sei que isso mais cedo ou mais tarde vai acontecer, eu não consigo te dizer não, eu não consigo não pensar em você, mas não agora, por favor, se você não parar, eu não pararei. - Eu nunca te forçarei, eu já disse, eu sei que o desejo que sinto por você é tão grande que poderia te fazer minha agora, mas eu te respeito, eu te quero, Paola, não de uma forma apenas s****l, eu quero você, completamente, você terá seu tempo, mas não vou me afastar, agora mais que nunca, depois de provar você, depois de conquistar você, eu não conseguirei, vamos ter um filho, estarei presente o tempo todo. - Camila, você sabe da minha história, sabe que... - Não me importa seu passado, me importa você, seu caráter, sua personalidade e já me mostrou que tem os dois, então sim, eu confirmo, eu quero você.             Elas se encaram com intensidade, Paloma tinha medo, mas também tinha uma certeza, aquela mulher irá mudar a sua vida, a sua impressão era que seria para a melhor. Camila volta a beijá-la, apenas para provar que suas palavras eram verdadeiras, uma grande história de amor estava começando naquele sofá.
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