Eu estava a horas analisando o caso de Andrew Campbell. O cara foi preso por imbecilidade tanto da parte dele, como a do advogado. Ele não deveria ter tocado na vítima, e o advogado deveria ter feito seu trabalho direito, o pior que eu conhecia o bastardo i****a do advogado. Namorei ele por dois anos na faculdade de Londres, até ele ser transferido para Los Angeles.
Ele era o pior dos advogados e muito me admira Andrew Campbell com o poder que tem, com o dinheiro que ele tem, contratar vermes como Wilson Travis. Mas vamos resolver isso.
Tenho aqui dados da perícia, onde consta que Srta Morris foi morta entre cinco e meia da tarde as seis e quinze. Andrew foi pego no apto as sete da noite. Tudo errado. O bastardo de Wilson não fez nada, acredito que nem se deu ao trabalho de olhar o relatório da perícia. Não tem testemunhas, o que eu acho estranho. Pois o porteiro do prédio onde Louise morava devia ter sido chamado para depor. Ele confirmaria a hora que Sr Campbell chegou no local. E não é só isso. Tem vários erros na cena. Pelas fotos e pelo relatório, o apto de Louise não foi arrombado, e no depoimento de Andrew, ele afirma que a porta estava aberta. Tem marcas de sapatos no chão, no qual deveriam ter sido comparado com os sapatos de Andrew no dia. Louise não lutou com seu agressor, porém consta que tinham resíduos na unha dela. Isso tudo eram amostras para provar a inocência deste homem, e agora eu terei que correr para pelo menos tirá-lo do corredor da morte, e depois Catarina pode dar continuidade o livrando de vez da cadeia.
Não será fácil, mas também não será impossível. Será difícil fazer algum juiz olhar esse caso agora, depois de mais de três meses. Suspiro cansada. Eu preciso chegar em casa e dormir algumas horas.
Fui para casa já tarde. Eu só queria ver minha cama depois de um banho. Entrei no meu apto e fui tirando minhas roupas e desfazendo o r**o de cavalo do meu cabelo. Deixei as roupas na sala mesmo e fui para meu quarto, passando direto para o banheiro. Tomei meu banho bem gostoso e nem me dei ao trabalho de me vestir. Só sair do banheiro me secando e puxei a roupa de cama e já me deitei. Fechei meus olhos e não pensei em mais nada.
O dia será daqueles. Já liguei para Catarina pedindo para ela me esperar no escritório. Eu tinha que dar entrada no fórum antes do meio dia, se quisesse assumir o caso Campbell. E Catarina assumiria isso comigo. Claro que se ela quisesse.
Me arrumei com uma calça social preta e uma blusa social de manga verde. Deixei meus cabelos soltos. Calcei meus sapatos de saltos e passei uma maquiagem leve e fui para o escritório. Já pedi a minha secretária para providenciar um café para mim.
No escritório fui na sala de Catarina e me sentei para expor o caso para ela. Espero que ela aceite pegar junto comigo. Seria muito bom para ela que está começando, pegar um caso desses e que traria notoriedade para seu nome.
- Bom dia Kim. O que deu em você hoje? Não dormiu? Catarina pede e eu sorrio.
- Dormir pouco, levando em consideração que eu sair daqui quase de madrugada. Mas vamos ao que interessa. Não temos tempo. Ela me olha sem entender. Ontem a irmã de um preso me procurou para livrá-lo do corredor da morte e também da cadeia. Eu disse a ela que não podia fazê-lo já que não advogo mais.
- Mas nada te impede de fazer.
- Eu sei, porém não quero ficar presa em um caso, sendo que tenho meu trabalho de promotora, então pensei em você me ajudar nisso. Eu vou conduzir tudo para livrá-lo da morte, mas para livrá-lo da cadeia, você poderia fazer.
- Tudo bem. Me fale do caso.
- Andrew Campbell. Ela me olha e seu olhar é de espanto. O que foi? Você já ouviu falar dessa caso?
- Claro que sim. Foi noticiado em todo mundo. E Kim, eu não vou colocar meu nome nesse caso. O cara matou a namorada. Seria horrível para minha reputação pegar esse caso. Me levanto. O cara foi condenado a morte por ter matado a namorada. Porque a irmã dele quer ajuda agora?
- Porque ela acredita na inocência dele.
- Para Kim. As famílias sempre acreditam nos seus. A irmã dele não é diferente. Olho para ela.
- Eu tenho até meio dia para me apresentar no fórum, queria que você fosse comigo. Quero que leia esse processo que mandei para seu e-mail. Depois de lê-lo me dê a resposta, se vai pegar ou não. Falo pegando a minha bolsa e saio da sala. Se ela não quiser oferecerei a outros aqui. Não me importa.
- Como vai flor do dia? Marcus aparece com seu jeito pomposo de ser.
- Estou ótima amore, e você? Espera, eu já sei. A noite foi maravilhosa com o boy magia.
- Aquele homem é um pedaço de m*l caminho, Kim. Sorrio dele. Fez um jantar maravilhoso para nós e a noite não poderia ter sido de outro jeito. Maravilhosa, esplêndida. Eu o amo, Kim. Ele fala todo meloso.
- Fico muito feliz que um de nós aqui tenhamos vida. Falo sorrindo.
- Você é muito gata e exagerada. Não tem um boy no seu pé porque não quer. Aposto que se você sair por aí acha um rapidinho. Balanço a cabeça em negação.
- Não quero. Preciso me focar em um caso que pode trazer muito prestígio para nosso escritório. Digo sorrindo.
- Me fale sobre o caso. Suspiro. Porque assim como Catarina, Marcus também deve saber desse caso, e ele como sócio pode barrar que eu pegue. Mas vamos lá. Caso Andrew Campbell. Digo e ele me olha assustado.
- Esse cara foi preso por matar a namorada. Ela era bem vista, apesar de achar que esses dois não tinham nada. Franzo a testa.
- Porque você acha isso? Pedi querendo mais informações sobre esses dois.
- A socialite nunca revelou nada da sua vida pessoal, mas eu não me engano com meu radar gay. Ela não gostava da mesma fruta que eu não.
- Você está querendo dizer que Louise era lésbica? Pedi me levantando.
- Eu não posso afirmar, mas tenho sérias dúvidas quanto a sexualidade dela. Nunca vi ela com ninguém que não seja o Campbell. Teve um evento na Venezuela que eu estava e os dois estavam, porém por um momento da noite Louise havia sumido. Não sei porque, mas eu vi Campbell sozinho o resto da noite e recebendo cantadas de todas as mulheres do recinto e lamento em dizer que eu só não estava no meio daquele Deus Grego porque meu homem estava do meu lado fazendo eu olhar só para ele. Marcus não tem jeito.
- Marcus, se segura. Digo sorrindo.
- Mas é a verdade, Kim. O cara é lindo demais. Um homem e tanto, pena que sou casado e ele não joga no meu time.
- Seu bobo. Mas voltando ao assunto. Ele alega que não cometeu o crime, e eu li todo seu processo e tem várias falhas. A irmã dele está desesperada.
- Não é para menos. O cara está no corredor da morte, o prazo dele está no fim.
- Eu quero ajudá-la. Quero ver se consigo tirar ele pelo menos desse tormento. E depois quero ver se Catarina ou um dos nossos advogados pegue a causa para tirá-lo de vez da cadeia. Digo e Marcus me olha.
- Você quer isso mesmo? Assinto. Se você acha que tem chance de livrá-lo. Eu não a impedirei. Será uma pena se aquele gostoso morrer.
- Marcus. O chamo sorrindo.
- Deivid que não me ouça. Ele fala sorrindo e eu acompanho. Vou trabalhar também. me mantenha informado. Assinto e ele me dar um beijo na cabeça.
Foquei em conhecer o réu e a vítima. Eles tinham uma vida bem agitada. Viviam em festas e baladas. Sempre juntos. Seus olhares um para o outro eram de amor e ternura. Não dá para dizer que eles não são namorados. Sarah me disse que eles eram amigos. Tenho que conversar com ele para entender a relação de ambos.
Vou olhando cada foto minuciosamente. Preciso entender realmente a vida de ambos. Não via Louise acompanhada de nenhuma mulher, somente de homens e nada mais. Andrew estava em todas as fotos. Passo as mãos no rosto tentando processar isso tudo. Tinha muitas coisas para rever nesse processo. Tinha muitas coisas para entender.
Já era quase meio dia. Nada de Catarina, e sua resposta. Eu cheguei aqui as sete da manhã e parecia que o dia não iria passar. Minha cabeça estava rodando em volta desse processo. Queria entender o motivo do juiz ter permitido esse julgamento sem fatos concretos. Não tinha nada que incriminasse verdadeiramente Campbell, a não ser o fato dele ter tirado a faca do corpo da Srta Morris e suas digitais está no corpo na vítima, mas isso não prova nada. Wilson ferrou com a vida de Campbell, e eu queria entender seus motivos para isso.
Ouço uma batida na porta. Peço que entre. É Catarina.
- Eu aceito entrar nessa com você, porém preciso demais da sua ajuda. Você não pode me abandonar com esse caso grande. Ela fala meio temerosa.
- Está ainda com receio de pegar esse caso? Indaguei vendo a cara dela.
- Sim. O cara foi colocado na prisão por besteira.. Ele não é culpado, porém vejo que tem mais coisas aí. Alguma pessoa quer vê-lo preso. Tenho medo do que possamos encontrar pela frente. Tenho medo que as pessoas ou a pessoa que está contra ele venha atrás de nós. Dou de ombros.
- Eu não tenho esse medo, mas se for o caso, posso pedir proteção para você. Indago me levantando e pegando minhas coisas.
- Vamos ver no que vai dar. Ela fala sorrindo. Mas quero você junto comigo, nem que for cinquenta por cento. Sei que você tem seu trabalho, mas eu vou precisar de você.
- Isso não é problema para mim. Eu só não quero ficar com o caso cem por cento. Meu trabalho não é ser advogada mais.
- Ótimo, então vamos ao trabalho. A loira fala mais empolgada e eu acabo sorrindo.
- Então vamos ao Fórum, não podemos perder tempo. Já saio da sala Catarina vai para sua sala pegar sua bolsa.
- Dra Kim, essa Srta quer falar com a Dra. Marle fala apontando Sarah que estava em pé andando de um lado para outro.
- Desculpe Dra, mas eu não conseguir dormir pensando se a Dra vai ou não pegar o caso. Assinto com um mínimo sorriso.
- Estou pronta. Catarina aparece.
- Vamos andando, Srta Campbell. Pedi andando.
- Me chame de Sarah.
- Catarina, essa é Sarah Campbell. Sarah essa é Catarina Clark. Somos as advogadas dos seu irmão. Digo e ela sorrir abertamente deixando lágrimas escorrer no seu rosto.
- Obrigada Dras. Eu não vou ter como agradecer.
- Já disse não agradeça ainda, vamos fazer de tudo para tirar seu irmão da prisão. Estamos indo no Fórum agora para entrar com a petição de defesa dele. Vem com a gente? Preciso tirar algumas dúvidas com você. Falo e ela assentiu. Entramos no carro de Catarina. Sarah, você me disse ontem que Srta Morris e o seu irmão eram amigos. Todos noticiam outra coisa. O que é real nisso?
- Eles nunca tiveram nada.
- Você tem certeza disso? Catarina pede.
- Sim.
- E porque a mídia noticiou outra coisa? Porque não tem relatos deles desmentindo o envolvimento deles? Essa história está cada vez melhor.
- Eu não sei. Andrew nunca quis me dizer o motivo dele esconder sobre o real relacionamento deles. Tudo que eu sei é que eles nunca tiveram nada.
- Louise era lésbica? Indaguei olhando para Sarah e ela faz uma cara confusa.
- Não creio. Louise vivia cercada de homens, ela era bem relacionada. E outra ela apresentou um cara para seus pais.
- Quanto tempo tem isso? Catarina questiona.
- Uns dois anos, ou menos. Eu não sei direito, só sei que ela apresentou esse cara aos pais e não durou mais que seis meses, logo depois meu irmão foi tachado de namorado dela. E ambos nunca desmentiram isso.
- Quero o nome do ex dela. Vamos verificar tudo. Digo e Sarah sorrir.
No Fórum já demos entrada em toda papelada para assumir o caso do Campbell. Pedi a Catarina para começar a analisar todos os laudos da perícia e também chamar o porteiro para conversar. Precisamos ouvir o depoimento dele para saber o quem esteve no dia para visitar Louise. falei com Sarah que iria avaliar outras coisa sobre o caso e amanhã iremos ver o irmão dela.
Eram muitas coisas para fazer e rever. Meu dia acabou e eu não fui para casa como deveria. Acabei topando de sair com Mary, Marcus e Deivid. Fomos para um barzinho para descontrair. Não queria pensar no trabalho, pelo menos por essa noite. Estávamos em uma conversa bem animada, sorrindo atoa e bebendo.
- Mary. Um cara aparece chamando por Mary. Olhamos todos na direção dele. Um homem branco com cabelos castanhos claros e olhos da mesma cor. Mary fica olhando sem graça para ele. Tudo bem com você? Ele fala sorrindo cheio de dentes.
- Bem. Mary fala sem ânimo bebendo sua cerveja.
- Voltei para cidade, podíamos sair para conversar, sei lá. Ele fala olhando para ela.
- Estou com muito trabalho Rui, depois a gente marca algo. Ainda estávamos olhando para o casal estranho. Será que Mary já ficou com ele?
- Eu espero o tempo que for. Como disse estou de volta a cidade. Vamos ter muito tempo para conversar e quem sabe voltar aos bons tempos. Marcus quase engasga com sua bebida. Vou indo. Depois a gente se fala. Ele fala e vai embora
- Perdemos algo aqui ,Mary? Pedi vendo o tal Rui sair para fora.
- Um erro na minha vida. Ela fala simplesmente e suspira.
- Um erro que está voltando ao seu presente. Marcus diz encostando a cabeça no ombro de Deivid.
- Eu não me orgulho de ter fraquejado quanto a minha sexualidade, mas eu estava triste, sozinha. Tinha muitas coisas acontecendo na minha vida. E acabei conhecendo ele em um barzinho a um ano atrás. No envolvemos por um tempo, porém eu vi que não era o que eu queria. Terminei com ele e voltei para minha namorada. Fico triste comigo mesma, pois fiquei afastada de Mary por muito tempo. Não sei nada do que aconteceu com ela e sua namorada, mas eu estou disposta a conversar mais com ela para ver se ela se abra e tire um pouco da sua tristeza.