De volta ao salão principal do cassino, o som dos jogos, o tilintar das fichas e os murmúrios de conversas formavam um zumbido hipnótico ao redor. Senti a pele ainda sensível sob o vestido, os músculos relaxados, mas o corpo pulsando com o resto de adrenalina e desejo. Salvatore, de expressão tranquila e perigosa, caminhou ao meu lado por entre as mesas de pôquer, os olhos atentos a cada canto do salão. Parou para conversar baixo com um dos seguranças e então encostou os lábios no meu ouvido. — Preciso resolver um problema no salão VIP. Fica aqui, não fala com ninguém. — O olhar dele era de aviso, mas também de confiança. Assenti, o coração disparando, não pela insegurança, mas porque, mesmo ali, cercada de luxo e perigo, o nome Valentini pesava mais que qualquer promessa de segurança.

