O cassino girava lá embaixo como uma constelação de luzes e promessas. Eu ainda sentia as vibrações das apostas, os olhares dos homens, o cheiro de dinheiro e poder. Mas nada daquilo importava quando Salvatore segurou minha mão com força e me puxou para o elevador privativo, sem dizer uma palavra. O silêncio entre nós era elétrico. No elevador, só o som abafado da roleta, o clique do botão, o reflexo do meu rosto ofegante no espelho polido. Quando as portas se abriram, ele não hesitou. Me guiou pelo corredor de carpete macio até a porta dupla do escritório principal, aquele espaço de vidro e mármore preto, com vista privilegiada para a cidade e o salão do cassino. Fechou a porta com uma única mão, trancou atrás de si, e então parou para me olhar de verdade, o corpo inteiro em tensão, os o

