A igreja ficava numa rua estreita, antiga, com santos enegrecidos pelo tempo e uma campa rachada que o vento fazia tocar como um presságio. O carro parou a meia quadra. Matteo, o mais novo da equipe destacada só pra mim, abriu a porta. O auricular no meu ouvido rangia baixo, o canal aberto com a equipe. — Canal um, cheque. — A voz de Dante, fria. — Posições? — Sniper norte, pronto. — Voz feminina. — Sem olhos hostis no telhado. — Sniper sul, pronto. — Outro timbre. Salvatore não falou. Mas eu sentia. O silêncio dele me atravessava como um fio invisível, tenso, do meu peito ao dele. — Rota A livre. — Luca. — B é bailarina. C, caso o padre resolva virar santo de milagre. Matteo me ajudou a descer. Blazer preto, vestido preto, batom vermelho, colete escondido. A pistola leve, contra a p

