Capítulo 5

943 Words
- Como foi seu dia? – pergunto puxando assunto. Bruce afrouxa a gravata, servindo-se de uísque. - Trabalhoso – comenta tomando um pouco do líquido - Tenho a impressão que os crimes em Manhattan estão aumentando. - Às vezes também tenho essa impressão. - Como foi a missão em Los Angeles? - Ele me olha estreitando os olhos. - Não foi – suspiro – Acredito que há um informante no departamento. Ross sabia que iríamos prendê-lo, ele tentou fugir com a minha parceira. Tive que intervir, levei um tiro e ele fugiu. - Sério? - Seu tom de voz é de surpresa. Baixo uma manga da camiseta social, mostrando o curativo um pouco sujo de sangue. - Uau – diz por fim, terminando sua bebida, pousando o copo vazio na mesa, em seguida se inclinando sobre mim, beijando suavemente meus lábios. - Já? - sussurro á centímetros dos seus lábios. - Está ficando tarde e amanhã tenho que trabalhar – Ele me beija novamente indicando seu colo. Levanto tirando às botas que calçava e a calça jeans, juntamente com a calcinha de renda. Encaixando com habilidade seu pênis, em minha percepção grande, em meu interior. Bruce permanece estático em baixo de mim, apenas com a respiração acelerada. Seguro seus cabelos beijando-o com vontade, saboreando seu gosto, enquanto rebolava em busca do meu g**o. - Não vou conseguir gozar assim – diz de repente, me tirando do meu transe. Continuo a rebolar, me sentindo cada vez mais próxima de explodir em diversas pequenas fagulhas, até que o beijo com mais força, gozando silenciosamente. - Vou ficar de quatro – anuncio saindo de cima dele, me apoiando no sofá para ficar na posição. Bruce toma seu lugar atrás de mim, colocando um preservativo, voltando para meu interior, tirando gemidos de mim. Gozando poucos minutos depois, sem emitir qualquer som. Me encolho no sofá em sua frente, ofegante, observando-o se recompor com maestria. Os cabelos estavam bagunçados, revoltos, e talvez fosse este pequeno detalhe que fizera uma pequena parte de mim se apaixonar. Parecia mais atraente naquela pouco luz da sala e isto me fez desejá-lo novamente dentro de mim. - Tenho que ir – diz abotoando a camiseta e arrumando a gravata. - Mas você acabou de chegar – argumento. - Amanhã tenho que trabalhar, lembra? - Olho para o relógio sob o aparador. Era quase onze horas, às horas quando estava perto dele, insistiam em passar voando. - Nos vemos amanhã? - pergunto quando ele se levanta. - Não sei. Tenho que resolver algumas coisas. - Por favor. - Eu mando mensagem, está bem? - Ele veste o paletó, se dirigindo para a porta – Tchau. - Tchau – digo um pouco baixo. Me sentia vazia quando ele ia embora. Era como se levasse com ele a parte que mais gostava naqueles últimos dias. Sentia uma certa liberdade ao seu lado, me moldando a todo encontro para impressioná-lo, me perdendo aos poucos no processo. Deixo o apartamento minutos depois, desejando apenas um banho e minha cama, na intenção de tirar os vestígios de Bruce de mim. Estava tudo silencioso quando entrei em casa, denunciando que mamãe já deveria estar dormindo. Vou direto para meu quarto, tirando minhas roupas ao passar pela porta, após fechar a porta atrás de mim. Como na primeira vez, não parava de repetir o encontro de Bruce em minha cabeça, me sentindo leve com a doce lembrança. Um mês juntos e mesmo sabendo que estava casado com Valerie, conseguia enxergar um futuro com ele. Era patético, eu sei. Mas da mesma forma que ele me fazia bem, tinha o poder de fazer me sentir m*l. Como se de alguma forma o Universo dissesse que não acabaria bem. Claro que minha teimosia, logo se adiantou em afastar tais pensamentos pessimistas, deixando apenas a esperança de que Bruce Evans se apaixonaria por mim. - Chegou tarde ontem – diz mamãe, na manhã seguinte, quando entro na cozinha. - Não muito – minto me servindo de café, tentando fugir do seu olhar interrogativo. Ela bebe um pouco de seu café na xícara de porcelana. Naquela luz sua pele morena estava um pouco pálida, os cabelos castanhos com fios brancos estavam presos em um perfeito coque, enquanto os olhos castanhos pareciam mais escuros, quase chegando num tom preto. - Ouvi quando chegou, cantarolando baixo, como se tivesse acabado de ver o passarinho verde – Ela comenta com um sorriso de desdém, inclinando a cabeça para o lado – Espero que não esteja fazendo nada de errado. Encaro meu reflexo no armário, lembrando em como havia gostado minutos antes do jeito que meu cabelo ondulado amanheceu. Minha pele parecia mais brilhante e meus olhos reluziam, denunciando a noite que tivera. - Não estou fazendo nada de errado, mamãe - digo me virando – Só sai com Sara e alguns amigos depois do expediente. - Não deveria. Uma moça direita não vive em bares, não foi esta educação que dei a você e sua irmã - diz séria, pressionando os lábios - Katerina... - Era uma viciada, mamãe - digo interrompendo-a sem perceber, notando que apertava a caneca em minha mão - E não está aqui. - Não fale assim da sua irmã - diz entre dentes. - Santa Katerina – debocho – La hija perfecta – Uso minha língua materna com maestria, fazendo minha mãe franzir o cenho em desgosto. - Deveria seguir o exemplo da sua irmã - Ela toma mais um gole do café. Coloco a caneca com força sob a mesa. - Estaria em uma clínica de reabilitação com certeza – Pego minha bolsa ao lado – Tenha um bom dia, mamãe.
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