Guga narrando...
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Me chamo Gustavo, tenho 24 anos e sou atualmente dono da Babilônia, vocês devem tá se perguntando como eu assumi esse morro, então vamo lá, eu era Sub da Maré, onde o Caveira é Dono, ele é meu primo, eu ajudava ele com as coisas lá, mas meu tio, comandante do CV disse que ia precisar de mim pra assumir o Morro da Babilônia, pois o atual dono tava dando problema demais e não estava fazendo pela comunidade o que era correto, de início não estava muito afim de vir pra cá, mas depois que vim conhecer aqui e conheci os vapores e o V7 e pistola mudei de opinião, a comunidade precisava de alguém para conceber os cuidados e o fortalecimento que eles merecem. E então hoje sou dono do Morro da Babilônia, V7 meu sub e Pistola meu gerente...
Quando anunciamos que eu estava a frente consegui ver esperança nos olhos dos moradores e pô, sensação mó boa essa...
E tudo que eu puder para fortalecer eles eu irei. Babilônia se tornou minha casa.
O o****o do CB, é eu não vou muito com a cara dele, mas não mandei ele embora nem nada, só rebaixei ele, agora ele é vapor. Mas to sempre de olho nele, ele não curtiu muito quando eu assumi, ele sempre fazia cara feia quando me via, até eu dar uma prensa nele, agora ele anda na linha...
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Levantei e fui direto pro banho, a água gelada escorre pelo meu corpo e eu relaxo, saio do meu banho e faço minha higiene, me visto e pego minhas coisas partindo pra boca, tenho que resolver uns B.O do baile...
Chego na boca e CB tá na entrada junto com alguns meninos.
CB: Fala chefe. — os outros me comprimentam também e eu apenas aceno com a cabeça e vou em direção a minha sala... Pego a lista dos devedores e passo um rádio pro Brinquedo e peço pra ele colar aqui, da 5min alguém bate na porta.
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Guga: Entra!
Brinquedo: Fala chefe, suave. — Ele faz toque comigo e senta na cadeira na minha frente, brinquedo é firmeza demais, quando cheguei aqui eu trouxe ele comigo. Ele é um dos meus de confiança.
Guga: Suave. — alcanço a lista pra ele que olha e já abre um sorriso de ponta a ponta, já sabendo do que se trata, ele adora essa parte.
Brinquedo: Quem não tiver patrão?
Guga: Quem não tiver, manda pro colo do capeta, tão achando que aqui é caridade. — o sorriso dele alarga mais e ele passa uma mão na outra
Brinquedo: Beleza patrão, deixa eu ir lá cobrar esses noias. — Fazemos toque e ele sai da sala. Continuo com a cara enfiada nos trabalhos, logo CB me passa um rádio falando que a Rafinha tá alinna frente querendo entrar, libero, to precisando relaxar mesmo. Não demora muito e ela entra na minha sala com um vestido super colado e super curto, era mais fácil estar pelada.
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Rafinha: Oi amor, vim te ajudar a relaxar. — ela diz rindo safada e coloca o dedo na boca.
Guga: nada de amor Rafinha, cê sabe que tu é só uma f**a, vem fazer seu trabalho. — ela anda na minha direção e vem pra me beijar, mas eu não curto beijar essas mina não. — Viaja não Rafinha, se agacha e me chupa. — e assim ela faz, ela tiro meu m****o pra fora e cai de boca, ela passa a língua por toda a extensão e então chega na cabecinha e chupa como se fosse um pirulito... Seguro os cabelo dela e começo a fuder sua boca, não demora muito e g**o, ela engole tudo e levanta, eu subo minha cueca e bermuda e alcanço umas notas de 100 p ela que me olhar e quando vai abrir a boca eu já corto.
Guga: Eu tava precisando relaxa, já fez teu serviço, pega e vaza. — Ela pegou o dinheiro sorrindo, to esperto que ela ia fala que precisava relaxar também, mas não to afim de comer a b****a dela hoje não.
Saio da boca e vou no restaurante da Tia Jurema, lá encontro Pistola e V7, faço toque com eles e pedimos um prato do dia.
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V7: Tudo certo pro baile Guga?
Guga: Tudo po, Pistola conseguiu os MC?
Pistola: Claro, o resto que faltava ajeitar era só o que te passei.
V7: Esse baile vai render. — ele esfrega uma mão na outra e logo a Gabi chega com nosso almoço, ela é neta da Jurema, diferente da prima dela a Micaela, Gabi é tranquila e na dela.
Gabi: Bom almoço rapazes.
Eu e os mano agradecemos e começamos a almoçar.
Terminamos de almoçar e pedimos uma gelada, depois que ela acabou eu fiz toque com eles e parti pra boca.
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Me sentei e comecei a negociar um pedido de armamento, assim que finalizado, alguém bate na porta, então mando entrar, continua de cabeça baixa e vendo alguns status, quando escuto o V7 falar.
V7:Patrão, essa é a Allana, ela morava aqui, mas foi embora, ela tem uma casa na rua 7 e quer voltar, trouxe ela pra vocês conversarem. — Porq alguém que saiu da favela decidiu voltar agora? Era o que eu estava me perguntando, ergui minha cabeça e p***a, medi a loirinha dos pés a cabeça, olhei pro V7 e acenti e ele saiu pela porta. Fiquei observando a mesma que parecia i********e com o meu sobre ela.
Guga: Senta ai po. — falei apontando a cadeira que fica na frente da minha mesa pra ela.
Allana: Licença. — ela diz se sentando e c*****o, que voz é essa? toda meiguinha, essa guria parece uma princesa.
Guga: Vamo direto ao ponto, porq decidiu voltar pro morro. — Ela engole seco e eu acho estranho essa atitude.
Allana: Eu e a minha avó moravamos aqui, mas quando eu tinha 17 anos fomos embora. Mas há duas semanas eu meu emprego e pra piorar tudo no mesmo dia perdi minha avó. — ela respira e vejo seus olhos marejados. p***a que barra isso mano. — Eu recebi no início da semana uma carta de despacho, tinha até o final de semana pra ir embora de lá, como não tenho dinheiro para pagar aluguel decidi voltar. — Olho a mesma e confirmo, dá pra ver que é verdade isso.
Guga: E porq saíram daqui? — agora ela fica tensa e eu já me espio e arqueio a sobrancelha.
Allana: Eu sai daqui fugida do meu namorado, antes que ele me matasse, não aguentava mais apanhar dele. – p***a, mina novinha e já passou por tudo isso. — Eu não queria pisar aqui de novo, não por ser uma favela, mas sim por medo de cruzar ele de novo. — ela diz já chorando, e logo seca as lágrimas e respira fundo. — mas não tenho escolha. — quando eu ia perguntar quem era o ex dela, batem na porta e eu mando entrar, Brinquedo passa por ela e vem na nossa direção, Brinquedo fica olhando pra Allana que olha pro mesmo e eu penso na possibilidade de ele ser o ex, mas logo vai pro espaço quando a mesma dá um sorriso simpático pra ele que retribui.
Guga: Eai?
Brinquedo: 3 pagaram, 5 foram pra vala. — ele me alcança a lista com os nomes riscados que foram pra vala e o dinheiro dos outros três que pagaram.
Guga: Beleza.
Ele se retira e eu olho pra Allana, que não está surpresa com o que acabou de acontecer.
Allana: Vai me deixar ficar?
Guga: Vou, pode ir pra sua goma, lembra o caminho? — ela sorri e p***a que sorriso.
Allana: Lembro sim, muito obrigada Guga. — quando ela pronuncia meu vulgo me arrepio todo, ela se despedi e sai da sala e eu logo atrás, vejo Brinquedo observando ela e não consigo entender o porq ele está assim. Me aproximo dele que desvia seu olhar pra mim.
Guga: Qual foi, porq tá olhando a mina assim?
Brinquedo: Lembra a mina do asfalto que eu pego? — ah fala sério que é ela? penso comigo mas acho estranho eles só terem dado um sorrisinho, confirmo com a cabeça dizendo que lembro. — Umas duas semanas atrás eu fui ver ela, e quando eu tava voltando, decidi pego o caminho do hospital, tava chuvendo tá ligado, e então eu tava na manha, perto do hospital tem uma parada e nessa parada tem um beco atrás, eu não sei o que me deu, mas eu senti que tinha algo naquele beco, e então fui até ele, e quando me aproximei vi uma mina estirada no chão, toda machucada e ensanguentada, procurei por algo, mas não tinha nada, ela foi roubada, mas não só isso. — ele diz com a voz mais pesada e de raiva e eu já imagino o que foi que rolou e me sobe um ódio também. — Ela foi abusada, eu fiquei puto, peguei ela e a levei pro hospital, eu não consegui ver muito o rosto dela, ela estava cheia de sangue e meio inxada, só lembro dos cabelos loiros e da voz, pois ela acordou chamando a avó dela e logo desmaiou de novo, mas quando entrei na tua sala e vi essa mina, seilá mano, senti um bagulho e me lembrei dessa mina ai. — p***a, p***a! Há duas semanas ela perdeu o serviço e a avó, será que é ela, deixo isso quieto por enquanto, mas vou procurar saber.
Guga: p***a que merda, que bom que tu tava lá pra ajudar ela né. — ele concorda e Pistola e V7 brotam do chão.
Pistola: A Allana vai poder ficar?
Guga: Vai po, ela tem casa ai e não me parece suspeita a nada.
V7: Pode cre que ela não é, mas ela vai precisar da nossa proteção. — olho p ele estranho.
Pistola: Ela é ex do CB, saiu daqui fugida. — p***a, então é dele que ela fugiu.
Guga: Beleza, cês três fiquem de olho nela e não deixem esse arrombado chegar perto dela, se não ele vai ir rapidinho pra baixo da terra. — Eles me olham e concordam, p***a, CB é um filho da p**a mesmo.