A limusine parou em frente ao prédio. O silêncio pesado dentro do carro era uma corrente elétrica que queimava a pele. Christian não disse nada quando desceu. Abriu a porta para mim, segurou minha mão com força, como se fosse me arrastar de volta se eu ousasse recuar. Subimos no elevador sem trocar uma palavra. O espaço pequeno, confinado, vibrava com uma tensão tão densa que parecia pulsar entre nós. Ele me olhava como se quisesse me despir ali mesmo, rasgar cada camada, arrancar cada defesa. Quando a porta do apartamento se abriu, ele me empurrou suavemente para dentro. Fechei os olhos, o coração batendo tão alto que parecia preencher o peito inteiro. Ouvi o som da porta se fechando atrás de mim, a chave girando. Christian parou a poucos passos, o olhar cravado em mim como se quis

