Ali, na penumbra da noite, no meio da sala, nua, eu sentia cada centímetro do meu corpo pulsar.
Christian me observava como se fosse um animal selvagem prestes a dar o bote e seus olhos escuros, dilatados, queimando cada parte de mim sem precisar de um único toque.
Eu estava vulnerável, exposta, o coração batendo tão forte que quase podia ouvi-lo ecoar nas paredes silenciosas.
Ele deu um passo à frente, lento, predador. A luz suave refletia nos contornos tensos do peito, nos músculos fortes que pareciam esculpidos em fogo e vontade.
— Tão linda…
Ele murmurou, a voz baixa, grave, um sussurro que roçou minha pele como um arrepio.
— Tão perigosa…
Meus joelhos quase cederam.
— Christian…
Meu nome escapou num sussurro trêmulo, um pedido, uma confissão.
Ele ergueu uma sobrancelha, aproximando-se até sentir seu calor me envolver inteira.
— Você tem ideia do que está fazendo comigo? Disse, o tom carregado de desejo, mas também de algo mais profundo, quase dolorido.
— Você me faz perder o controle… algo que eu nunca permiti a ninguém.
Sua mão subiu, devagar, roçando meus braços, passando pelos ombros, os dedos desenhando um caminho ardente até o meu rosto.
— Quero você aqui.
Ele continuou, o olhar cravado no meu.
— Cada noite. Cada manhã. Até eu me cansar… ou até você não suportar mais.
Eu respirei fundo, o ar pesado, denso como mel. Meu corpo inteiro tremia, não apenas de medo, mas de um desejo tão feroz que queimava minhas entranhas.
— E se eu não quiser?
Tentei desafiar, mas a voz saiu falha, traiçoeira.
Christian riu, um som rouco, selvagem, que me arrepiou inteira.
— Você já quis.
Disse, aproximando o rosto do meu, o hálito quente contra minha boca.
— Cada suspiro seu me contou. Cada gemido. Cada olhar.
Quando ele encostou a testa na minha, eu fechei os olhos.
— Você vai dormir aqui.
Repetiu, como uma ordem final.
— Nesta cama. Sob o meu teto. No meu mundo.
Eu deveria lutar, correr, dizer não. Mas, no fundo, eu sabia: eu já era dele. Cada parte, cada medo, cada cicatriz.
Ele se afastou apenas o suficiente para me olhar outra vez, o polegar roçando meus lábios trêmulos.
— Boa garota.
Sussurrou, antes de selar nossas bocas num beijo que foi mais uma marca do que um carinho.
Naquele instante, entendi: não era apenas desejo, era rendição.
Ali, nua, naquele cômodo iluminado apenas pela respiração dele, percebi que não existiam mais barreiras entre nós.
Apenas uma nova condição: eu, totalmente entregue.
E ele, pronto para me destruir… ou me salvar.
Ele me levou até a suíte dele. Era gigantesca, toda em vidro e mármore, com uma vista de Manhattan que parecia um mar de estrelas. Um silêncio absoluto reinava ali, cortado apenas pelo som dos meus pés descalços contra o piso gelado.
Christian me soltou.
— Fica à vontade.
Disse, caminhando até o bar e servindo um uísque.
— À vontade?
Repeti, a voz fraca, quase ridícula.
— Eu estou nua.
Ele riu, um som grave, que reverberou entre as paredes.
— Exatamente.
Respondeu, bebendo o líquido âmbar num gole só.
— Eu disse que queria verdade. Que queria cada camada sua, cada hesitação. Agora estou vendo.
Senti uma onda de calor subir até o rosto. Cruzei os braços sobre o peito, mas ele ergueu uma sobrancelha, me olhando com reprovação.
— Não se cubra.
Ordenou, caminhando até mim novamente.
— Você acha que pode se proteger de mim com esses braços frágeis?
Minha respiração falhou.
Ele parou a poucos centímetros, deslizando a mão pelo meu braço, afastando-o do corpo. A pele arrepios, pulsava debaixo do toque dele.
— Quero ver você. Inteira.
Disse, baixo, quase gentil, mas com uma firmeza que não admitia recusa.
Fiquei ali, vulnerável, exposta, cada músculo tremendo.
Christian passou os dedos lentamente pelos meus ombros, descendo até os quadris. Quando os olhos dele encontraram os meus, não havia mais raiva. Só desejo. Um desejo tão avassalador que me consumia de dentro para fora.
— Você não tem ideia do que faz comigo.
Ele murmurou, aproximando o rosto.
— Eu deveria te odiar. Deveria te mandar embora. Mas aqui estou, querendo cada maldito pedaço seu.
As palavras me atingiram como uma explosão. Meu corpo se inclinou para o dele, como se eu fosse atraída por um ímã invisível.
Os lábios dele roçaram minha mandíbula, desceram para o pescoço. Fechei os olhos, sentindo o calor se espalhar, a pele arrepiando, os joelhos fraquejando.
— Christian…
Minha voz saiu num sussurro quebrado.
Ele parou, afastando apenas o suficiente para olhar nos meus olhos.
— O que foi?
Perguntou, a voz rouca, carregada de algo que parecia quase... cuidado.
— Eu… não sei se posso…
Tentei falar, mas a confusão era tanta que nem eu sabia o que queria dizer.
O olhar dele suavizou por um breve segundo. Ele passou o polegar sobre meu lábio inferior, como se quisesse memorizar o contorno.
— Eu não vou te forçar.
Disse, baixinho, tão perto que podia sentir cada batida do coração dele.
— Quero que você venha a mim. Que me peça.
Aquelas palavras me desmontaram. Eu não sabia que podia existir tanta gentileza escondida em um homem tão c***l.
Por um momento, tudo ficou em silêncio. Só nossos olhares, nossos corpos pulsando numa dança invisível.
Então, como se algo tivesse quebrado dentro de mim, me joguei contra ele. Nossos lábios se encontraram num choque quente, desesperado. Um gemido escapou da minha garganta, e senti o corpo dele enrijecer antes de me puxar com força.
As mãos dele exploravam minha pele, subiam e desciam explorando, sentindo, como se tentasse gravar cada curva, segurava minha cintura como se quisessem me marcar. Eu gemia contra a boca dele, os dedos cravados nos ombros largos.
Ele me ergueu, me fazendo prender as pernas ao redor do seu quadril. Senti a dureza dele me pressionar, e uma onda de prazer tão forte percorreu meu corpo que arqueei as costas.
Christian me carregou até o quarto, jogou-me na cama com uma facilidade que me fez ofegar. O olhar dele queimava, devorava, me despia mais do que qualquer mão.
— Você é perigosa.
Ele disse, arrancando a própria camisa, revelando o peito largo, marcado, tão bonito que doía olhar.
— E eu sou o homem errado para você.
— Então por que estamos aqui?
Perguntei, a voz trêmula, mas firme.
Ele sorriu, aquele sorriso torto, cheio de promessas quebradas.
— Porque você me enlouquece.
Respondeu, antes de se jogar sobre mim.
Ele me olhava como se eu fosse a última fonte de água em um deserto infinito. O peito subia e descia, os olhos negros fixos nos meus, queimando com um desejo que ele não se permitia revelar em palavras, mas que transbordava em cada músculo tenso, em cada respiração contida.
Eu podia sentir o cheiro dele amadeirado, quente, com um fundo escuro de algo selvagem, perigoso, irresistível. O perfume misturado ao calor do quarto parecia um convite silencioso para um pecado que eu já não queria mais resistir.
Ele me puxou de novo, os lábios roçando os meus num toque suave, quase casto, que me enlouqueceu mais do que qualquer carícia bruta. Minha pele implorava, latejava, meu coração batia tão rápido que doía no peito.
— Você não faz ideia do quanto eu te quero, Stella.
Ele sussurrou, a voz baixa, grave, quase dolorida.
Antes que eu pudesse responder, ele me beijou. Mas não era um beijo qualquer. Era um mergulho, um afogamento. Um beijo que me roubava o ar, a sanidade, a razão.
Seus lábios eram firmes, exigentes, moviam-se sobre os meus como se quisessem mapear cada contorno. Eu gemi contra sua boca, o corpo inteiro se arqueando, buscando mais, sempre mais.
As mãos dele desceram para minha cintura, puxaram meu quadril contra a dureza pulsante que já me fazia perder o chão. Eu senti o calor dele pressionado entre minhas coxas, e um gemido traiçoeiro escapou dos meus lábios.
— Você gosta disso…
Ele murmurou, os dentes arranhando minha mandíbula, descendo para o pescoço.
— Não tente negar.
Eu estava perdida. Meus dedos cravavam nos ombros largos, as pernas tremiam. Quando ele sugou a pele do meu pescoço, um arrepio violento me atravessou, e eu gemi, alta, sem conseguir conter.
— Christian…
— Meu nome saiu num suspiro quebrado, implorante.
Ele me ergueu como se eu não pesasse nada, naquela cama havia entrega, o olhar devorando cada parte exposta do meu corpo. Seus olhos corriam por mim com uma fome tão crua que senti o centro do meu corpo latejar, úmido, pulsante, implorando por ele.
— Olha pra mim.
Ordenou, o tom baixo, mas absoluto.
Obedeci, com o peito arfando, a pele em fogo.
Ele passou a mão pela minha coxa, subindo devagar, tão devagar que cada segundo parecia uma eternidade. Quando chegou perto do centro da minha i********e, eu arqueei as costas, o quadril se movendo involuntariamente, buscando mais contato.
— Impaciente.
Ele sorriu, mas havia algo sombrio nos olhos dele. Um prazer sádico em me ver tão vulnerável.
Ele desceu, os lábios beijando minha barriga, descendo em uma trilha quente que fez meu corpo inteiro vibrar. Quando finalmente chegou entre minhas pernas, soprou contra minha pele úmida, e um gemido desesperado escapou.
Eu quis fechar as pernas, conter a explosão iminente, mas as mãos dele seguraram minhas coxas com firmeza, me mantendo aberta, exposta, entregue.
— Tão molhada pra mim…
Ele murmurou, quase como uma confissão para si mesmo.
— Você não tem ideia do que faz comigo.
Então, sem aviso, a língua dele me tocou.
O mundo explodiu.
Gemi alto, minha mão foi para o lençol, agarrando com força. Ele explorava cada dobra, cada ponto sensível, alternando entre movimentos lentos e rápidos, me enlouquecendo.
Quando pensei que não poderia aguentar mais, ele inseriu um dedo, depois outro, e eu vi estrelas.
— Isso…
Ele murmurou, a voz rouca, vibrando contra mim.
— Quero ouvir você gemer meu nome.
— Christian… por favor…
Eu implorei, sem vergonha, sem máscara.
Ele me olhou de baixo, os olhos ardendo, antes de voltar a me lamber com mais intensidade, como se quisesse me quebrar.
O clímax veio avassalador, uma onda que me arrancou da realidade. Gritei o nome dele, inteira, quebrada, entregue.
Quando meu corpo parou de tremer, ele subiu, me beijando com gosto de mim mesma.
— Boa garota.
Ele sussurrou contra meus lábios.
— Você é ainda melhor do que eu imaginava.
Eu estava tonta, respirando com dificuldade. Mas, mesmo exausta, queria mais. Precisava dele dentro de mim, preencher cada vazio, cada sombra.
— Quero você.
Sussurrei, a voz rouca, quebrada.
— Agora.
O olhar dele escureceu. Sem dizer nada, ele abriu o zíper da calça, libertando-se.
Quando vi, minha boca se abriu num suspiro mudo. Ele era grande. Muito grande. E cada célula minha vibrou em antecipação.
— Pronta?
Ele perguntou, a voz carregada de um autocontrole tão frágil que eu sentia que podia quebrá-lo a qualquer segundo.
— Por favor…
Eu gemi, arqueando o corpo, oferecendo tudo.
Ele me posicionou, segurou meu quadril com força, e entrou devagar.
A sensação foi tão intensa que lágrimas encheram meus olhos. Ele me preenchia inteira, como se tomasse posse de cada pedaço de mim.
Ele começou a se mover, lento no início, como se quisesse saborear cada segundo. Mas logo o ritmo se tornou frenético, brutal, delicioso.
Os sons que escapavam de mim enchiam o quarto. Meu nome, o nome dele, gemidos e súplicas.
— Tão apertada…
Ele murmurou, a voz quebrada, enterrando-se fundo, tão fundo que pensei que fosse me rasgar.
— Você foi feita pra mim.
— Só você…
Gemi, entre soluços de prazer.
— Só você.
Ele me virou, me puxou pelos quadris, a posse em cada movimento. A cada estocada, eu sentia como se o mundo inteiro explodisse dentro de mim.
Quando o orgasmo chegou de novo, me arrancou de mim mesma. Meu corpo inteiro vibrou, explodindo em ondas violentas, intermináveis.
Christian veio logo depois, enterrando-se fundo, gemendo meu nome contra minha nuca, a respiração dele quente na minha pele.
Ficamos ali, ofegantes, colados, presos um no outro.
Ele caiu ao meu lado, puxando-me para o peito. Beijou minha testa, acariciou meus cabelos.
— Você é um problema, Stella.
Murmurou, mas havia um carinho inesperado na voz.
— O problema que eu nunca soube que precisava.
Fechei os olhos, sorrindo, o corpo ainda tremendo.
Naquele instante, percebi: sob o mesmo teto, naquela cama, não éramos apenas inimigos ou peças de um jogo.
Éramos uma confissão viva, pulsante.
E eu já não queria fugir.
— A partir de hoje, você vai dormir aqui.
Disse, firme, como se fosse um decreto real.
— Neste quarto. Nesta cama. Sob o mesmo teto que eu.
O mundo pareceu parar.
— Eu…
Comecei, mas ele balançou a cabeça.
— Sem discussões.
A voz dele era baixa, mas tão autoritária que me fez estremecer.
— Essa é a nova condição.
Eu deveria ter dito não. Deveria ter corrido. Mas tudo que consegui foi assentir, o peito explodindo em uma mistura selvagem de medo e excitação.
Ele se aproximou novamente, roçando os lábios nos meus, como se saboreasse a vitória.
— Boa garota.
Murmurou, antes de me beijar com uma fome que parecia querer me consumir por inteiro.
Naquele instante, entendi: não era apenas sobre posse. Era sobre controle. Sobre o jogo de poder mais antigo do mundo.
E ali, sob o mesmo teto, naquela cama, eu me tornei tanto o prêmio quanto o campo de batalha.