Vingança

1533 Words
*Elena narrando* Quando esbarrei com o Carlos no banheiro eu percebi que ele não estava normal, na verdade normal ele nunca foi, mas eu sabia que tinha algo errado... - Vey, tem algo errado com esse projeto de demônio. ~ falo pro caio Caio: Todo dia né amiga? Mas relaxa, só hoje! - Não sei não, não vou tirar meus olhos dele! ~ ficamos ali conversando com a mamãe e ela sentiu algo r**m, e eu também senti, perguntei do papai pra todo mundo e ninguém viu, tio Dan e o capetinha também sumiram, procuramos por toda parte até que decidi ir ver na laje, fui com as meninas e Maurício que também estava desconfiado, assim que chegamos vi aquela cena, meu peito arde e temo que o pior aconteça. O infeliz dispara contra o meu pai mas o tio Daniel foi mais rápido e se jogou na frente da bala, ele deu a vida dele pela a do irmão e foi morto pelo próprio filho, minha mãe sobe com o resto do pessoal e verifica os dois, ela está nervosa mas é muito centrada e consegue lidar com a situação, ela avisa pra minha tia que o tio Dan se foi, tia Elaine entra em desespero e Cacau também, o Maurício abraça ela e tenta a confortar, tia Camila tá abraçada com tia Elaine e minha mãe chora e liga pro socorro pra levar o meu pai que ainda está vivo, como médica observo que o impacto por ser de perto foi grande, assim que pegou no tio Dan foi fatal, então ela passou pro papai mais fraca mas ainda assim potente para o deixar desacordado, espero que ele fique bem, espero que minha mãe consiga o salvar mais uma vez, eu sabia que ele deveria ter matado o peste do Carlos, o procuro e vejo ele descendo, pego minha p*****a e vou atrás, mando os caras levarem ele pra salinha que eu mesmo vou o matar.... o meu ódio está grande, como alguém tem a capacidade de m***r o próprio pai, o próprio tio, como alguém é tão r**m a esse ponto? Eu odeio o Carlos, ele despertou tudo que eu não queria que despertace em mim, mas, eu Elena Maria vou vingar. Enquanto isso vou até o hospital, minha mãe entra e eu só consigo chorar, não sou tão forte quanto ela, não conseguiria operar o meu próprio pai sem desabar, Gabriel chega no hopital e me abraça... Gabriel: Vai ficar tudo bem minha furacão... - tio Dan morreu e o papai tá m*l Gabi. Gabriel: Eu sinto muito meu amor, mas teu pai é forte, ele vai superar... deito em seu peito e choro, Gabriel é bom pra mim, me faz bem, mas nosso amor talvez não seja sobre ter vida de homem e mulher, não sei explicar, mas é como se nos amassemos mas estamos em momentos diferentes e desejamos vidas diferentes, então me contento em ter só sua amizade, mesmo que eu sinta uma coisa forte aqui dentro não posso esquecer que ele mesmo diz que somos só amigos. Imediatamente eu lembro do Bernardo e estranhamente sinto que queria o abraço dele e da Bella. As horas se passam e mamãe vem nos dar notícias, ela diz que ele está vivo, mas não sabemos quando irá acordar... - Então ele está em coma? Manu: Sim filha. ~ fala triste - Vai ficar tudo bem mãe, ele vai voltar pra nós, ele é forte. ~ eu a abraço e choramos juntas, - Gabi, você pode levar a mamãe pra casa? Manu: você não vem? - Preciso fazer uma coisa antes. ~ o Gabriel me olha, ele já sabe do que se trata, minha mãe percebe e me olha com um olhar de desespero Manu: não filha, você não! ~ Fala triste e Gabriel a segura Gabriel: tem que ser ela, tia, deixa ela ir... ~ eu não falo nada, dou um beijo em sua testa e saio, com todo ódio que eu poderia sentir por alguém, irei descarregar tudo no filha da p**a do Carlos. Subo pra boca pra mandar o demônio de volta pro inferno...Termino o serviço na salinha e assim que eu saio o Gabi tá me esperando com um olhar triste... Gabriel: Se sente melhor? - Não. ~ Confesso e choro em seus braços. - Mas tenho que ser forte, vou ter que assumir a boca por enquanto Gabriel: Eu te ajudo, vou estar sempre com você, por mais que nossa história seja difícil nós somos parceiros... mas e dona Manuella, vai aceitar? - Me viro com ela, não posso deixar meu pai perder o morro, isso aqui é a vida dele. Gabriel: tenho certeza que você dara conta de tudo... vem, vou te levar pra casa... Ele para a moto em frente a minha casa, eu desço o abraço e digo que preciso ficar sozinha, ele concorda e segue pra o morro dele... Entro no quarto e minha mãe está inquieta, pego um clonazepan e a entrego, ela não questiona, toma e eu faço o mesmo, só assim para conseguir descansar.. [...] Acordo cansada, como se eu tivesse passado a noite toda lutando, queria que tudo fosse um pesadelo mas desço até a cozinha e logo me dou conta que não é, meu tio realmente morreu e meu pai não tem data pra acordar... Abraço a mamãe em silêncio... Manu: Temos que ir na sua tia, ela deve estar destruída, a Cacau também precisa de você... - Vou tomar banho e vamos... *Maurício narrando* Porra, eu nunca imaginei que Carlos teria coragem de fazer uma coisa dessa, eu posso ser o que for, mas um bagui desse tem que ter muito cão no coro pra fazer. Eu era apaixonado pela Elena mas com o tempo fui percebendo que isso era coisa de criança, depois que me envolvi com a Cacau percebi que ela é uma mina da hora, eu quero ficar com ela mas não quero largar a vida de cachorro, só que depois desse b.o ver minha loira desse jeito mexeu comigo cabuloso, acho que tô apaixonado nela e não vou mais me contentar em viver sem ela. Chegou nos meu ouvido que furacão matou o Carlos, isso já era de se esperar, agora estou indo na casa da Cacau, minha mãe tá lá desde ontem e eu não tô aguentando vê ela triste desse jeito... Desço até lá e dou de cara com Elena e tia Manu, Elena me abraça, acho estranho mas retribuo, cai uma lágrima do meu rosto e sinto que também estou abalado mesmo tentando segurar a barra, tia Manu faz o mesmo... Elena: Cuida dela, ela te ama e precisa de você. ~ Elena fala e eu abaixo a cabeça... - Vou cuidar, também amo ela, me perdoa Elena, eu não sabia de nada... Elena: Ta tudo bem mamau. ~ Ela me chamar de Mamau me fez lembra nossa infância, lembrar quando tudo era tão calmo e tão inocentes... Entramos e minha mãe tá sentada no sofá com Cacau deitada em seu colo... me ajoelho ficando da sua altura - Ei, eu tô aqui, você não tá sozinha. ~ Ela não fala nada e eu a puxo pros meus braços, sinto suas lágrimas caírem em meu braços e isso está me destruindo, eu vou mudar por ela, eu vou ser um cara melhor pra minha família, não quero acabar como o Carlos! *Carla Narrando* O meu mundo caiu, eu não penso mais em nada, perdi meu pai, meu herói e exemplo de homem na terra, meu próprio irmão gêmeo que dividiu o útero comigo fez essa brutalidade. O Maurício vem me consolar e eu não sei o que sentir, tudo agora parece tão inútil... minha mãe foi dopada pra tentar dormir, assim que ela acorda sai do quarto e estamos todos na sala. Tia Manuella abraça ela, ela olha pra Elena e chora e Elena engole seco, não entendi... Elena: Desculpas, eu tinha que fazer alguma coisa. ~ Minha tia olha pra ela... Manu: Filha!!! ~ Fala abismadsa, ela não queria a Elena nessa posição, mas ela que decidiu ter filho com bandido, então n******e fugir disso. Só aí que me dou conta do que estão falando, minha prima e melhor amiga matou meu irmão, e isso parece c***l, mas ela vingou o seu pai e o meu, o Carlos nao era mais meu irmão, ele mereceu tudo isso, mas pensar nisso dói... Elaine: Eu não queria entender, mas eu sei que você teve que vingar teu pai e seu tio, meu marido, morto pelo próprio filho...eu não aguento... Aaaaaaaai que dor. ~ Ela se joga no chão, meu coração tá doendo... - Mãe, estou aqui, luta por nós, não me deixa só... ~ falo chorando muito e ela aperta minha mão. Eu não consigo pensar que exista algo pior que isso, algo pior do que o que meu próprio irmão fez, nada pior do que sentir a perda que estou sentindo, a perda que minha mãe está sentindo... Elaine: Lutaremos juntas, minha filha... ~ ela fala tentando ser forte, mas consigo perceber que não tem força no mundo que consiga nos levantar dessa situação nesse momento...
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