Gustavo Narrando Fiquei parado ali, vendo Isabella subir as escadas, rebolando daquele jeitinho que eu sabia que era de propósito. Filha da mãe. Ela achava que podia jogar comigo? Que ia me deixar no fogo e sair ilesa? Não sabia com quem tava brincando. Passei a língua nos lábios, sentindo o gosto da provocação que ela tinha acabado de me dar. Aquela mulher tava me tirando do sério de um jeito que ninguém nunca tinha conseguido. Eu podia ter puxado ela de volta, podia ter acabado com essa palhaçada na mesma hora… Mas quer saber? Eu queria ver até onde ela ia levar esse joguinho. Soltei uma risada baixa, balançando a cabeça. — Tá brincando com fogo, Isabella… E fogo comigo não apaga fácil. Virei e saí da cozinha, já sabendo que essa guerra entre a gente tava longe de acabar. E, no fin

