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Capítulo 42 Carioca narrando Eu vou seguindo o carro, até que paro em um grande galpão e escondo a moto, eu carrego a arma e vou andando lentamente. Eram muitos caminhões saindo e entrando o tempo todo, o fluxo era bem intenso, isso significa que alguma coisa muito grande estava acontecendo aqui dentro e que Antonio era muito mais do que a gente imagina. Eu levo um susto quando vejo Kaique conversando com ele, eu fico de longe observando e tiro algumas fotos do meu celular e mando para o Rk com endereço, resolvo enviar a mensagem para ele. Kaique carrega o carro dele com algumas caixas e entrega uma arma para Antonio, bate nas costas dele e fala algo no pé do ouvido dele, Antonio sorri e Kaique entra dentro do carro. Eu vou dando a volta no galpão e fico escondido atrás de umas lixeiras que tinha uma pequena janela e olho para dentro, vendo que era um desmanche de carros , era um galpão aberto e não tinha divisão, então se ele estava com Heloise ela não estava aqui. — Onde você vai? – um homem pergunta para Antonio. — Preciso resolver umas coisas fora daqui – eu falo — Toma cuidado, o pessoal do morro está de olho , ele já disse – o cara fala – ligou avisando, que lá dentro estão todos caçando a Heloise. — A Heloise sumiu? – ele fala rindo – tomare que tenha sido morta por alguém que ela envolveu. O que mais eles disseram? – eu começo a gravar a mensagem. — O embate está grande e eles estão bem preparado para receber qualquer um que subir lá. — Eles não estão preparando para mim – ele fala – não tenha ninguém que conheça melhor aquele do morro do que eu, eu fiquei todos esses anos preparando tudo para esse embate, a farmácia é a minha mina – ele começa a rir – eles não imaginam por onde vai ser o ataque. Eu estreito os meus olhos e começo a pensar no que ele disse, eles se afastam e eu com dificuldade de sair de trás, saio correndo, quando saio correndo as lixeiras caiem, consigo chegar na moto. — Tem alguém aqui – começama dizer — Lá , a moto está saindo – apontam para mim Eu acelero a moto e saio com tudo, começo a escutar tiros e começo a desviar o caminho por dentro do mato, sinto que tinha barulho de moto atrás de mim, dois carros param na minha frente e eu consigo desviar por cima do barranco quase caindo, acelero o mais rápido possível e consigo passar por cima de uma ponte pequena, eles atiravam contra mim e eu nem sei como não estão me acertando. Eu consigo sair na rodovia e vou em direção ao morro da rocinha e quando desço da moto, RK sai para fora. — Estou tentando te ligar p***a – ele fala — Antonio vai invadir e não vai ser pela entrada – eu falo — Eu escutei – Rk fala – eu já mandei quebrar aquela farmácia inteira e a casa dele, vão jogar tudo para baxo. — Provavelmente ele fez túnel – eu olho para ele — Certeza – ele fala – eu já dobrei a segurança. — Ele é um filho da p**a – eu digo dando um soco na mesa. — O que deu na tua cabeça de ir atrás dele? – Rk pergunta — Eu fui até o prostibulo que eu encontrei Heloise, ver se ela estava lá. — E estava? — Logico que não – eu respondo – parei em um posto e vi ele lá, entregando, ele tem um desmanche no endereço que eu te enviei a localização. — Velho filho da p**a – ele fala – e heloise? — Lá não estava, o galpão é aberto. — E Kaique? – ele pergunta – estou mais certo que agora Heloise não se envolveu com ele de graça e sim tudo armado. Eu olho para Rk e por mais que tudo a ligasse como traidora, eu não acreditava que ela fosse uma traidora. Capítulo 43 Marta narrando Eu olho pela janela e vejo Carioca e Rk conversando, a cada dia que passa eu fico cada vez mais apreensiva com tudo isso, com o sumiço da Heloise. Eu não consigo acreditar que a mãe dela tenha a vendido dessa forma, acredito que Antonio tem culpa na morte da minha irmã e vendeu a própria filha para não ter problemas, para ela não voltar e vir atrás dele e tudo vir a tona. Eu saio para ir falar com a Alice, mas no caminho vejo que RK tinha mandado derrubar a casa e a farmácia e eles estão cavocando tudo em volta, até mesmo tinha tirado os moradores. O que ele está procurando? — Ph. — Sogra – ele fala — O que está acontecendo aqui? — Ele não quer mais enm a casa nem a farmácia em pé – ele fala – tem outros projetos para cá – eu encaro – porque? — Nada não, sua mãe está em casa? — Está sim – ele fala — Vou falar com ela. — Vai lá – ele fala — E a Jessica? – eu pergunto – ela não vai lá em casa. — Eu vou falar com ela – ele fala — Ela está bem e o bebê? — Está sim, amanhã vamos ir fazer um ultrassom – Ph fala — Grava. — Gravo – ele fala — Eu vou lá – ele assente com a cabeça. Eu sei que a Jessica estava braba comigo, mas eu tinha medo de abrir a boca eu poderia prejudicar muito mais a vida da Heloise, porque eu não sei até onde iria a ganancia de Rk e ao saber da verdade, ele poderia mesmo matar ela apenas para eliminar ela e não ter problemas, eu não sei até onde ele iria depois que o segredo fosse revelado, porém, eu não sei quem está com Heloise e eu precisava confiar que ph e Carioca iriam ajudar a proteger a minha menina. — Oi – Alice fala me vendo — Precisamos conversar – eu respondo — O que aconteceu? — Precisamos contar a verdade – ela me encara sem entender. — Você está maluca? – ela pergunta — Não – eu respondo – precisamos contar a verdade. — Contar a verdade, você está maluca? — Contamos a verdade apenas para os meninos, não precisamos espalhar, mas precisamos acabar com isso. — Não, Rk não pode descobrir a verdade, nunca – ela fala — Ai você acha que a Heloise precisa pagar por tudo? – eu pergunto — Ele poderia matar ela – ela fala – Rk pode matar ela. — Vai matar se a gente não souber contar – eu respondo – ele pode continuar comandando tudo e protegendo ela, pode fazer os dois ao mesmo tempo, porque só eles vão saber da verdade. — Naõ – ela fala nervosa – eu não posso contar, eles nunca iriam me perdoar por tudo, eles não iriam me perdoar – ela começa a chorar. — Eles são seus filhos, precisamos parar com esse pacto – eu falo – não tem mais ninguém vivos, apenas nos duas, Antonio não conta ele é um dos maiores traidores do mundo, só nós podemos parar com tudo isso, com essa guerra e parar Antonio. — Isso vai muito além Marta – ela fala – e você sabe disso , é a vida dos nossos filhos, se Antonio descobre que quebramos o pacto e contamos a verdade, ele não vai pensar duas vezes. — Duas vezes em que? – eu pergunto – ele não está mais no morro , não está mais aqui e de qualquer forma ele vai invadir o morro e tentar acabar com todo mundo e os alvos principais dele somos nós, porque somos nós que sabemos das coisas além dele. Ela me encara nervosa e n**a com a cabeça. — Eu não vou contar nada e você também não vai – ela fala andando pela sala. — Precisamos contar a verdade – eu respondo – você sabe que essa é a única saída. — Não vamos – ela fala abrindo uma gaveta e apontando uma arma para nós – eu não vou deixar você prejudicar os meus filhos por causa da Heloise. — E vai me matar? — Se for preciso sim – ela fala me encaranod. — Abaixa a arma – eu olho para o lado e Alice olha – abaixa a arma agora – ele olha firma para ela e apontando a arma para ela.
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