Capítulo 50
Jessica narrando
Eles me olham incrédulos com todas as coisas que eu falei, mas na minha cabeça tudo está fazendo todo sentido.
— Será? – Henrique pergunta
— Fomos idiotas em aceitar Antonio esse tempo todo dentro do morro? – Ph pergunta.
— Tudo foi armado por ele – Rk fala – Jessica tem razão e faz sentido o que ela disse, Kaique só se envolveu com a Heloise a mando dele.
— Minha mãe sempre teve contato com a irmã, mas nunca contou onde ela estava para ninguém – eu falo – mas um dia, um dia – eu penso .
— O que aconteceu? – Pedro pergunta me olhando.
— Minha mãe chegou com dinheiro, muito dinheiro em casa e comprou o seu carro – eu falo – logo depois , dias depois, a mãe da Heloise morreu.
— Ela entregou a irmã por dinheiro? – Rk pergunta me encarando
— Ou não – eu falo
— Tá confuso Jessica – Pedro fala.
Eu começo a pensar em tudo que eu tinha ligado os pontos, em tudo, e começa a fazer um nó na minha cabeça, um nó muito grande, porque do nada do fundo dos meus pensamentos, me vem uma lembrança.
Flash black onn
— Mãe cheguei – eu falo
— É ai vocês pegam a mercadoria lá – ela fala no telefone – o quanto antes, porque não pode demorar, porque se não é capaz de não está mais lá, tudo vai acontecer conforme eu disse, já está combinado, Antonio já disse que está ok – ela me encara – eu vou desligar.
— Que mercadoria? – eu pergunto quando ela desliga.
— Coisas minhas, como foi a escola?
— Foi bem – eu falo para ela
— Suba, toma banho e depois volta.
Eu subo a escada pensando nessas ligações estranhas que a minha mãe sempre tinha.
Flash black off
— Jessica? – Henrique fala
— Meu Deus – eu falo
— O que foi? – Pedro pergunta – está passando m*l?
— Estou meio tonta – eu respondo – cadê as duas? A minha mãe e a sua?
— Em um local seguro, para tomar providencia depois que a gente souber se elas são traidoras ou estão junto com alguém.
— E a Heloise?
— Está segura – Henrique fala
— Como tenho certeza?
— Eu te garanto que ela está segura – RK falla
— Eu preciso descansar, acho que tudo isso baixou a minha pressão.
— Você quer ir ao posto? – Ph pergunta
— Não, quwro descansar.
Eu saio da cozinha e subo as escadas e vou até o quarto e começo a chorar, me olho no espelho e não poderia acreditar que a minha mãe era uma traidora e que foi ela que vendeu Heloise e que desde o começo ela fazia parte de tudo isso, de todo o esquema.
E se ela fosse, o que aconteceria com ela? Os dois a mataria, a mataria da pior forma possível, não digo Ph, mas Rk sim, e eu não iria poder viver sabendo que a minha mãe foi morta dessa forma pelo irmão do pai do meu filho.
Eu olho pela janela Rk saindo, até que Ph entra no quarto.
— Está chorando? – ele pergunta
— Cadê a minha mãe? – eu pergunto para ele – cadê a minha mãe?
— Ela está bem, está em segurança, eu prometo.
— Porque você não me diz, onde ela está?
— Eu não posso – ele fala me encarando – mas eu te prometo que vai ficar tudo bem – ele passa a mão pelo meu rosto.
— Você promete? – eu pergunto
— Eu prometo – ele fala me beijando e eu correspondo o seu beijo.
Ele me abraça, mas não conseguia sentir segura com as coisas que ele está me falando.
Capítulo 51
Heloise narrando
Um homem tinha me tirado a força daquele quarto imundo e me jogando em outro ao lado que era até um pouco mais ajeitado, pelo menos era tudo bem limpo e era decente.
Eu me deito na cama e fico ali deitada pensando na vida e em tudo que estava acontecendo, era desesperador me ver em uma situação dessa mais uma vez, sem saber o que seria da minha vida no amanhã.
Era claro que aos olhos de todos eu tinha todas as caractericas em ser uma traidora, até porque desde que perdi a minha mãe, eu pulo de galho em galho fugindo e encontrando gente pior, era como se a minha vida toda fosse perseguida e mandada pelas pessoas, só acontecesse na minha vida o que os outros querem que conheça.
Eu já tinha pego no sono quando a porta se abre e era Rk, ele parecia pensativo e não veio com toda agressividade para cima de mim, ele apenas entrou e fechou a parta.
— Preciso confessar que sua amiga é esperta – ele fala.
— Jessica? – eu pergunto
— Ela desvendou em segundos tudo que a gente queria desvendar sobre a sua vida.
— Minha vida? – eu perguntoo
— Talvez a vida de todo mundo.
— Pronto, está agora fazendo cifradas – eu falo me sentando na cama e ele me encara.
— Abaixa a bola.
— Você que entra aqui todo cheio de enigmas – eu olho para ele – e quer que eu revele eles do nada?
— Eu não sou filho do meu pai – ele fala – eu sou um filho de policial no qual a minha mãe se envolveu e eu já sabia disso, tanto que eu sabia que você não era filha do Antonio.
— O que você está falando? Você está ficando maluco?
— Você é filha do meu pai – ele fala e eu arregalo os olhos – na verdade, você também é herdeira do morro.
— Está me testando? – eu pergunto para ele – porque se você está me testando esquece isso?
— Sempre existiu um policial infiltrado e um pacto aqui dentro – ele coça a cabeça – mas era bem difícil de entender sabe, então não era falado.
— Estou sem entender nada – ele se aproxima da cama e se senta na minha frente.
— Sua mãe foi vendida para o Antonio aqui, a minha mãe casou com meu pai em troca de muita grana também, nenhum dos quatro tinha relação, a sua mãe casou e meses depois engravidou de você, quando meu pai e ela transaram por algum motivo, minha mãe cansada de todas as traições do meu pai se aliou Antonio , um policial infiltrado todos esses anos aqui no morro, mas não era um policial bom e sim da milicia – eu estreito os olhos para ele – Minha mãe engravidou de mim, um pouco antes da sua engravidar de você, porém seu pai sempre soube que você não era filha dele e por isso sempre te odiou com todas as suas forças.
— Isso é verdade?
— Pior que é – ele fala me encarando – quando a gente cresceu, eu sempre vi o meu paoi ou o seu pai, sei lá, o dono do morro, batendo em minha mãe, fazendo ela sofrer, até que ele descobriu sobre tudo e minha mãe me contou, pedindo ajuda e eu ajudei ela a matar ele, porém eu nunca soube quem era o policial infiltrado que era o meu pai, e se ele ainda estava no morro, o segredo morreu junto com meu pai e um pacto já tinha nascido, entre Antonio, sua mãe, Marta e Alice, que ninguém revelaria a verdade para proteger as crianças e na verdade Antonio, não queria proteger ninguém, até porque sua tia também era amante do Antonio.
— Minha mãe não me vendeu?
— Não , tudo indica que Antonio a matou – começa a descer lagrimas sobre o meu rosto.
— Eu sempre soube que ela jamais seria capaz de fazer isso, minha mãe me amava – eu falo chorando – ela me amava.
— Eles te enganaram e o pior você não sabe – eu encaro ele com o coração saindo pela boca – seu pai tem envolvimento com Kaique, na verdade Kaique é subordinado dele.
Eu me levanto da cama e ando por aquele quarto vendo que com o que Henrique estava me contando tudo fazia sentido, Kaique sempre soube quem eu era e se envolveu comigo a mando dele, e quando eu subi no morro, meu pai queria me descartar porque eu só traria dor de cabeça a ele.
— E você sempre soube que eu era filha do dono do morro e por isso você sempre teve ódio de mim? – eu pergunto olhando para ele.
— Eu nunca tive medo de perder o meu posto, nem para você e nem para Ph – ele responde – eu sempre soube que Antonio era perigoso, mas ele sabia como meu pai tinha morrido e não poderia expulsar ele do morro, e nunca imaginei que ele seria um policial, quando te tranquei aqui, foi pensando em te proteger do seu pai.
— Me proteger – ele se levanta e eu olho para ele rindo – até parece que você um dia iria me proteger.
— Eu não sou o lobo m*l.
— Você achou e me acusou de ser traira o tempo todo e agora vem com esse papo e quer que eu acredite? – eu olho para ele e ele para na minha frente – você não tem motivos para me proteger a não ser pelo seu próprio ego.
— Cansado de vocês me acusarem por ego – ele fala e me puxa pela cintura me beijando e eu correspondo o seu beijo mesmo sem querer.
Ao contrário daquela noite que eu não quis beijar ele e me afastei, dessa vez eu fiquei, eu correspondi ainda mais o seu beijo e os nossos beijos foram ficando cada vez mais intensos.
Sua mão passa por todo o meu corpo e ele agarra os meus cabelos que parecia um ninho de cobra, eu tiro a sua camiseta e arranho toda a sua costa, ele abre o meu sutiã beijando os meus s***s lentamente e depois volta a beijar a minha boca, sua boca começa a percorrer o meu pescoço e eu fecho os meus olhos sentindo os seus lábios tocarem a minha pele, me arrepiando por inteiro.
Ele desce a minha calcinha lentamente pelo meu corpo, e me joga na cama de costa para ele, ele pega os meus cabelos e puxa lentamente , encostando a sua boca novamente em meu pescoço, ele encosta seu m****o em minha b***a e vai estocando lentamente na minha i********e, eu solto um gemido e ele me penetra com força, segurando na minha cintura e penetrando com força, ele agarra o meu cabelo e me puxa para trás, as nossas bocas se encontram e a gente se beija, correspondendo o beijo um do outro, ele me vira de frente e eu vou por cima dele, ele beija os meus s***s e depois a minha boca, eu começo a sentar nele com força, ele fica sentado e eu em cima dele rebolando em seu m****o, suas mãos passam por todas as minhas costas e eu arranho suas costas novamente, ele segura a minha cintura e começa a me penetrar com força.
— Eu odeio você – eu falo olhando para ele.
— Eu também te odeio – ele responde e a gente sorri um para outro.
Ele me coloca deitada na cama e começa a beijar o meu corpo todo, parece que a gente tinha esquecido o mundo lá fora e todos os problemas.
E esquecemos o principal: que a gente quer matar um ao outro!