CAPÍTULO TRÊS

3040 Words
Flora acordou no dia seguinte com uma baita dor de cabeça, quando olhou o relógio em cima da TV levantou com um pulo, estava atrasada para a apresentação de ginástica, provavelmente Gina a mataria se ele chegasse tarde.  Foi correndo até o banheiro ignorando a bagunça do quarto, quando saiu enrolada na toalha passou o pano enxugando o rosto pegando o rímel na gaveta do banheiro, suas mãos tremeram passando o rímel devagar nos olhos.  Quem ela queria enganar? Estava péssima e era seu aniversário. Respirou fundo correndo para o armário, calçou o salto quase tropeçando em sr pipoca que ronronava se enrolando em suas pernas, parou em frente ao guarda roupa atacando o sutiã, um pretinho básico ou uma calça e uma blusa mais casual?   Ela olhou ao redor odiava a desorganização, o jeito desleixado das meias na gaveta até desorganização no trabalho pois deveria estar pesquisando sobre a família Santoro, grande empresa italiana de eletrônicos e eletrodomésticos melhor em tecnologia… Para a revista que trabalhava porém não tinha artigo, não tinha nada. Se Nick estivesse ali iria dizer sorrateiramente que estavam atrasados e qualquer roupa ficaria boa nela, ah Nick! A saudade invadiu seu coração e seus olhos como um tsunami, ela fechou os olhos e o imaginou ali, abraçando ela encostando seu queixo no ombro dela quase sentiu sua barba loira roçando e fazendo cócegas na sua pele. Aquela carta realmente a abalou! Ela voltou à realidade pegando um vestido amarelo com decote cavado nem olhando para o que havia ganhando, pegou a bolsa e correu até a vespa. Quando chegou no campo de ginásticas pode ver pelos olhos carregados de rímel a fúria de Gina. ‘’São duas horas, mais meia hora de atraso e perderia a apresentação dela!’’  Gina estava sentada ao lado de Andrew e da família na arquibancada da quadra na escola, usando botas pretas com um macacão marrom e blusa branca suas unhas enormes de cor nude contrastavam com a maquiagem leve que usava. ‘’Me dá uma folga, hoje é meu aniversário, o trânsito estava terrível, e pra completar tive que ler uma carta do Nick…’’ Flora entortou a boca, se arrependendo de falar a última frase. ‘’O que?’’ Ela pegou na mão de Flora instantaneamente a puxando para sentar ao lado. ‘’Uma carta como isso aconteceu? E o que ele dizia?’’ ‘’Não sei, eu apenas recebi, eram lindas palavras como só ele escreveria…’’ Ela soltou um sorriso largo ‘’Marquei um encontro com a Fran para perguntar se ela sabe de alguma coisa! Hoje a tarde..’’ ‘’A irmã do Nick? Pensei que não falava mais com eles desde da leitura do testamento.’’ Gina fez um biquinho e abaixou o tom. ‘’A dois anos atrás’’ Flora olhou ao redor todas as meninas pareciam nervosas, os pais mais ainda e Gina era mãe de primeira viagem, só de olhar ela percebeu que a irmã estava nervosa por isso não tinha prestado atenção que fazem três anos que ela o perdeu.  ‘’Fazem três anos na verdade..’’ Flora lançou um olhar distante. ‘’Olha aí!’’ Gina arregalou os olhos. ‘’Maninha deveria seguir em frente, sinceramente não me sinto bem com você indo conversar com aquela família…’’ Aquilo que ela disse era verdade a família do Nick era ricos e complicados após a morte Nick deixou tudo para Flora sua sogra tentou revogar essa cláusula, Flora não quis briga muito menos queria o dinheiro dele.  Daria todo aquele dinheiro para que ele voltasse… Ela juntou os lábios antes que pudesse responder às competidoras entraram uma por uma e lá estava sua sobrinha acenando para família na arquibancada.  Gina e Andrew se casaram há quatro anos atrás, e a dois anos tentavam ter filhos mas infelizmente Gina o útero dela era inóspito, havia perdido dois filhos então resolveram adotar Raquel se dúvida era um anjo.  Foi adotada com sete anos e já fazia parte da família há alguns meses, era tudo muito novo pra ela. Mas, não pra família como um todo, afinal os Matinazi adotaram Flora quando ela tinha seis anos, vagando sozinha pela rua.  A apresentação seguiu e Raquel foi um arraso, conseguindo assim o segundo lugar. Todos festejaram mais uma vez o aniversário de Flora na casa de Gina, mas quando deu quatro horas, Flora se despediu de sua animada família e foi ao encontro com Francielle.  • ✫ ˚♡ ⋆。˚ ❀   ⊹   ✽ ⋆   .  ˚✧ Existe uma palavra coreana chamada jung. É a conexão entre duas pessoas que não pode ser cortada, mesmo quando o amor se transforma em ódio, você terá carinho por ela por conta dessa ligação… Vocês estão amarrados para sempre… Jeong Hee Santoro sabia que tinha isso com sua irmã e melhor amiga de vida desde que se mudou para Itália quando tinha oito anos. Felipe e sua família se mudaram logo que seu pai conseguiu-o segurança na Coreia, sempre soube que nunca mais moraria lá, não enquanto tivesse idade para sair e morar só onde quer que fosse.  Ele agarrou o pano na mesa, estava uma tarde ensolarada sobre as ruas de Roma, era difícil entender o por que sua irmã usava um chapéu grande clássico, era verdade que asiáticos m*l soavam mais aquele chapéu já era demais, m*l podia ver seu rosto escondido enquanto comia torta em silêncio.  ''Por favor me diga que escolheu esse chapéu para se esconder de seus fã e não por que achou apropriado para um dia como estes.'' Ele levou a mão afrouxando a gravata de cor vermelha. ‘’Pensei que entendia de moda pelo menos um pouquinho.’’ Ela soltou uma risada, e se inclinou com um guardanapo nas mão limpando o rosto do irmão. ‘’Sabe, Jeong… Você se sente bem quando vamos a Coreia?’’ ‘’Claro que sim, por que não me sentiria?’’ Ele apertou os olhos, olhando sério para ela.  ‘’Não sei… Sendo bem sincera a semana do enterro da mamãe me senti sufocada de tudo, mas quando voltamos para Itália ontem me senti aliviada finalmente em casa… Longe dos olhos julgadores da vovó!’’ Ela falou tudo muito rápido como se aquilo estivesse preso em sua garganta por semanas, ela se encostou na cadeira e tirou o chapéu. Jeong olhou tentando entender a irmã, ela estava sendo sincera e ele também deveria… Ele no fundo também se sentia assim, sua avó era bastante tradicional e nunca aceitou o fato que sua filha se casou com um homem italiano.  Para o seu avô aquilo foi bom para os negócios, pois seus pais se conheceram quando as empresas de tecnologia de seus avôs estavam se fundindo. Sua mãe era apaixonada pela Itália, então assim que passaram os anos precisos para que as empresas de seu pai se estabelecessem entre a Coreia do Sul e Japão ela pode realizar o sonho de morar onde sempre quis. Ele olhou para irmã, pensou em acalmá-la.  ‘’Desde de que fiquemos juntos ficaremos bem.’’ Ele pousou as duas mãos juntas sobre a mesa forrada por uma toalha de mesa branca. ‘’Vovó é inofensiva se fizer o que ela quer…’’ ‘’Diz isso por que é o neto preferido.’’ Ela riu olhando ao redor as pessoas, seu cabelo castanho voou sobre seus olhos ela os afastou olhando uma criança loira de olhos castanhos claros brincar com sua irmça mais nova no carrinho.  ‘’Quando me dará sobrinhos? Em? Em?’’ Thalia perguntou entusiasmada, seus olhos puxados negros de repente pareciam entusiasmados. ''Eu ouvi oque a mamãe te pediu no enterro dela. Que você crescesse e formasse uma família.'' E Jeong estava se esforçando, largando as baladas todas as noites e voltando para casa mais cedo. Mas, não queria falar isso com sua irmã mais nova. Ele pigarreou, limpando a garganta antes que pudesse dizer alguma coisa ele viu ela, a garota que se jogou em frente do seu carro no dia que voltou para Roma, lá estava ela.  Linda com um vestido amarelo justo que realçava sua pele n***a seu cabelo estava solto no dia que havia ela estava linda mas ali na luz dia do dia ele reparou que Flora estava estonteante, ela encontrou uma ruiva alta que ele só viu de costas.  A ruiva com um macacão verde com um tecido que parecia seda se levantou para cumprimenta-lá e as duas sentaram em uma das mesinhas que ficava na aérea de fora da doceria que estavam. Não estavam muito longe, ele poderia ir lá e dizer um oi? O'Que? Ele estava maluco só de pensar em dizer aquilo, o'que ele ia dizer?  ‘’Olá, nos encontramos de novo! Que bom que dessa vez eu não atropelei ninguém.’’ Ridículo, ele deveria ignorá-la e agir como se não tivesse visto ela.  ‘’Ei’’ Thalia chamou atenção dele. ‘’Ao menos está me ouvindo? Está perto dos trinta deveria procurar logo uma noiva para você.’’ Ele respirou fundo. ‘’Deveria parar de agir como um menino de 20 anos…’’ Jeong recuou a cabeça para trás, olhando cinicamente para a irmã. Como ousava dizer que eles estavam perto dos trinta? ‘’Pra começar eu tenho apenas vinte e oito anos, segundo mocinha estou ocupado demais para prestar atenção nessa aérea da minha vida quando nossa empresa precisa de mim.’’  Jeong pensou ter saído por cima com aquela desculpa esparramada, ele se inclinou pegando a taça de vinho em sua frente, em mente implorava para de olhar para Flora, mas não conseguia se conter, seus sempre estavam perto de uma mulher bonito, era como ele gostava de pensar.  ‘’Como se nossa empresa já não andasse sozinha, você não precisa…’’ Thalia seguiu pra onde os olhos do irmão olham fixamente sobre a taça de vinho que ele segurava. ‘’Quem é ela que você tanto olha?’’ Ela abriu um sorriso largo de curiosidade, ele encarou o sol olhando para cima no céu azul, apenas para disfarçar. ‘’Ninguém…Acho que já podemos pedir a contar e…’’ ‘’ Huum! Você está nervoso, então é a de amarelo ou a de verde? As conhece?’’ ‘’Não me bombardeou com perguntas…’’ Ele se encostou na cadeira, enquanto a garçonete passou ele a acenou para ela.  ‘’Mas alguma coisa senhor Santoro?’’ Ela falou o encarando com grandes olhos azuis.  Ele sorriu amigavelmente, ‘’Não! Gostaríamos apenas da conta, por favor…’’ Ele apertou os olhos, desviando mais uma vez da mesa.  Sua irmã interrompeu sua fala pedindo uma torta de limão para viagem, as preferidas da tia Monique…  Foi quando de lampejo ele viu Flora chorando em sua mesa, seus olhos estavam distantes e ela simplesmente abraçou a moça, e se levantou arrastando a cadeira, quase tropeçou no carrinho de bebe que estava perto da mesa do lado.  Aquilo o deixou curioso e triste sorrateiramente lhe veio uma vontade de consolá-la. Por qualquer que fosse o motivo do seu choro… ‘’Espere aqui ok…’’ Disse em tom firme para irmã que sem entender por que ele se levantou e foi até a moça, ele olhou de longe. Jeong apressou os passos, e chegou até a Flora. Meu Deus! Aquela mulher conseguia continuar linda até com o rímel borrado, ainda mais linda de perto.  Ele parou ao lado dela e disse sem jeito. ‘’Flora?’’  Instantaneamente ela se virou ficando em frente a ele, seus olhos pareciam tristes e seu rosto havia mudado para uma expressão de surpresa. ‘’Olá! Perdão você não disse seu nome quando nos conhecemos…’’ Verdade ela não sabia o nome dele, não sabia nada sobre ele.  ‘’Me chamo Jeong Hee Santoro.’’  Os olhos dela arregalaram quando ouviu aquele nome, seria ele um Santoro da família Santoro, o qual ela tem que fazer uma reportagem sobre.  Aquilo quase a deixou alegre, se não fosse as falas de Francielle aquele dia terminaria perfeitamente.  ‘’Desculpe, mas por que está chorando? Está tudo bem? ‘’Não, não foi nada.’’Flora tentou sorrir ou esboçar qualquer animação para provar que estava bem, mas não estava, seus olhos ardiam pelas lágrimas quentes que havia derramado. ‘’Na verdade não…’’ Ela balançou a cabeça. ‘’Mas, isso não tem nada haver com você então…’’ ‘’Não precisa ter nada haver comigo mesmo assim eu ainda quero saber o que te deixou assim, pode falar se quiser…’’ Ok de onde tinha saído aquela voz suave? Porém aquilo era sincero, ele queria saber o que o estava deixando triste.  Ela o encarou em silêncio, listando mentalmente o por que não dizer a ele, mas não via o por que não. Era até bom ele era um estranho que com certeza ela não veria de novo… ‘’’É uma longa história…''' Ela entortou a boca.  ‘’Eu tenho tempo.’’ Afirmou de forma segura.  Ela corou na hora, era estranho que o cara que a atropelou um dia antes estavam bem alii, os olhos castanhos escuros dele estavam sobre ela.’’Deixa eu só dizer a minha ir…’’ O perfume doce que se aproximou era de Thalia, claro ela teria que se apresentar não ficaria olhando a irmã possivelmente flertando enquanto ela tem que comprar pra fazer. ‘’Maninho!’’ Ela estendeu a mão para Flora que sem jeito apertou de volta, ela ainda não conseguia retribuir o sorriso. ''Olá, meu nome é Thalia Hee sou irmã do Jeong!’’ Ela olhou para Flora segurando o chapéu, pousou a outra mão na boca. ‘’Ah meu Deus você estava chorando?’’ Ela sentiu-se envergonhada, quando Jeong cortou a irmã. ‘’Thalia, pode ir. Eu e Flora vamos conversar, então encontro você depois!’’ Jeong sentiu um frio na espinha pelo que a irmã poderia dizer Thalia sabia ser inconveniente às vezes, muitas vezes de propósito. E ele não queria fazer um grande alarde daquilo.  ‘’Ah, então você é a Flora? A que você atropelou?’’ Thalia segurou o riso, olhando para os dois. Jeong fechou os punhos. ‘’Ei! Ela se jogou na frente do carro, eu não a atropelou de propósito.’’  Exclamou respirando fundo. ‘’Vem Flora, vamos sentar aqui e pedir um copo de água com gás para você.Tchau Irmãzinha…'' Seu tom tinha certo sarcasmo e sua irmã pode sentir, Flora se despediu de Thalita e sentou na cadeira de madeira em sua frente, o vento frio dos fins de tarde de Roma estava presente bagunçado um pouco seu cabelo.  ‘’Então, o que aquela moça lhe disse que abalou tanto?’’ Ele ajeitou a manga do blazer cinza, focando os olhos nela, porém mesmo se ele não quisesse ele ainda estaria prestando atenção nela, era impossível não olhar pra ela.  ‘’Não sei nem por onde começou, marquei um encontro com ela por que recebi algo do meu ex marido que morreu… Algo lindo, e como eu imaginei ela que mandou, sabe eu só vim perceber agora depois de três que a minha vida parou sem o Nick…’’ Os olhos dela olhavam os dele. ‘’Sabe, eu cancelei viagens e cancelei shows só por que não queria ir sem ele, e mesmo depois de anos eu ainda não vou a certos lugares sabendo que não iria sem o Nick… E hoje eu percebi que não pode ser assim’’ Flora se sentiu um pouco exposta, talvez se abrir para um estranho não era uma boa ideia, ainda mais quando esse estranho era um Santoro.  O assunto morte sempre foi delicado para Jeong ele não sabia como consolar ou expressar seus sentimentos, graças a criação machista do seu pai, o menino cresceu ouvindo ‘’Homem não chora.’’’ O clássico quando se tratava do seu pai… Seu pai o homem mentiroso, frio e calculista que tinha duas famílias.  Seus punhos se fecharam sobre a mesa, ‘’Esquece isso, foco!’’ Ele não podia falar de seu pai naquele momento.  ‘’Eu sinto muito. Foram aquelas caixas de ontem?’’ ‘’Sim, a minha ex-cunhada disse que ele deixou instruções com ela para me entregar, porém Francieli as mandou para o nosso endereço antigo dias antes, não a culpo já faz três anos que ele se foi... ‘’ ‘’Deve ter sido difícil para você, sabe… esta que é o lance terrível da morte de quem amamos, ela marca você, pode passar quantos anos for ela sempre vai doer!’’ Jeong lembrou dos últimos pedidos de sua mãe, que mais cedo Thalia os citou… ‘’Contudo, eles só querem que continuemos em frente e tentemos viver a vida sem eles! ‘’ Flora observou que ele estava realmente prestando atenção e aquilo acalmou seu coração de alguma forma. Deveria falar mais? Também estava curiosa para saber mais, ele também parecia estar afim de uma boa conversa.  Duas horas se passaram, enquanto eles conversavam… Era estranho ele era mesmo da família Santoro, então ela comentou sobre o artigo que deveria escrever sobre a família dele, ele pareceu desconfortável, claramente não queria falar da família e da empresa.  O que ela entendeu e logo mudou de assunto, mas além de formalidades a conversa fluiu devagar e sutil, no começo e depois foi ficando mais simples, sem formalidades pareciam até dois amigos conversando.  ‘’Sabe o que acho? Você deveria está comemorando seu aniversário de forma mais apropriada!’’ Ela cruzou os braços, ‘’ Ah é? Já são sete horas da noite eu não sei onde eu iria sozinha essa hora?.’’ ‘’No parque de diversões aqui perto, o'que acha?’’ Jeong não queria dar tchau, não depois de descobrir algumas manias de Flora e que ela é jornalista, estava fascinado mas não admitiria que sutilmente estava baixando a guarda. ‘’Parque de diversões? Aqueles com carrinho de bate bate?’’ ‘’Esses mesmo senhorita! O que me diz? Você não paga se for como minha convidada.’’ Ele não estava acreditando nele mesmo, porém depois de ouvir o desabafo dela também pensou ser bom para ela terminar a noite em algo divertido, pois o presente do seu ex marido havia desestabilizado o dia dele.  Flora descruzou os braços, balançou a cabeça. Olhou ao redor e os restaurante noturnos estavam abrindo, deveria ir pra casa e pedir uma pizza? E acabar o dia como qualquer outro dia? Não, ela merecia aquele parque de diversão com um estranho que iria pagar tudo. ‘’OK, você me convenceu!’’ Ela conseguiu abrir um sorriso de forma espontânea.  Ele piscou pra ela, sorrindo de volta. 
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