"Me leve para a Lua
Me deixe brincar entre as estrelas
Me deixe ver como é a primavera
Em Júpiter e Marte"
Fly me to the moon | Frank Sinatra
Arrumei meu cabelo em um coque e eu estava achando lindo ele assim. No meu rosto, passei corretivo, rímel e um gloss. Básico que funciona! tira a minha cara de cansada e morta.
Como eu não sabia o que vestir e minha melhor amiga não falava comigo há décadas, tive que ir atrás de inspirações e encontrei um look bonito e parecido com algumas peças que eu tinha em casa. Eu não poderia ir de blusa moletom e uma calça, né?
Eu sentia que estava esquecendo algo e quando eu já estava quase desistindo de tentar lembrar o que era, uma luz acendeu na minha cabeça e eu lembrei que era perfume.
A fragrância era doce, mas nada enjoativo. Era perfeito, do jeito que eu gostava.
Ouvi duas buzinas de carro na rua e eu já sabia quem era. Peguei um casaco jeans, minha bolsa, celular e saí do quarto.
Meu celular apitou, avisando que eu tinha uma nova mensagem.
conan gray: cheguei
Eu bloqueei o celular e desci as escadas rapidamente. Meu pai estava sentado no sofá da sala e como sempre, estava vendo algum programa de televisão. Ele me olhou, surpreso. Acho que eu estava arrumada demais.
- Você vai sair? com quem?
- Com um... amigo.
- Christian?
- Outro. - Ele me olhou desconfiado.
- Manda entrar, quero conhecer ele. - Ele disse, e eu bufei.
E eu fiz uma cara de "Sério isso, pai?"
- Eu já volto. - Falei e abri a porta da sala.
O carro de Christian estava parado bem em frente a minha casa e ele ainda me esperava dentro de seu carro. Fui até ele e bati no vidro levemente duas vezes.
- Meu pai quer ver você. - Foi a primeira coisa que falei assim que ele abaixou o vidro.
- Tudo bem. - Falou tranquilo.
Ele subiu o vidro de volta e saiu do carro. Veio até mim e sorriu, esperando que eu o guiasse até a minha casa.
- Vamos logo. - Puxei a sua mão, indo em caminho para o meu pai.
Chegamos na sala e meu se virou, para nos olharmos. Ele abaixou a televisão e veio até nós. Conan puxou a sua mão de mim e a estendeu para o meu pai.
- Prazer, sou Conan Gray.
- Eu sou o pai da Oceana, como você já deve saber.
- É um prazer conhecer o senhor.
- Agora que a apresentação já passou, já podemos começar. - Conan ficou sem entender. - Quem é você, o que quer com a minha filha e qual a sua idade?
Eu ri com isso. Que besteira!
- Pai, para com isso. Vai assustar o garoto!
- Não tem problema, não! eu entendo o lado dele. - Conan disse. - Eu sou alguém que gosta muito da sua filha e que não vai machucar ela de jeito nenhum. E eu tenho 19 anos. - Meu pai ficou em silêncio enquanto ele falava e assim que Conan acabou, ele respirou fundo e disse:
- É bom você cuidar bem da minha filha. Se algo acontecer, eu te caço até no inferno, moleque. Agora vão logo!
Me despedi do meu pai com um abraço rápido e eu e Conan saímos de casa, indo em direção até o seu carro. Ele abriu a porta da frente pra mim, e eu agradeci.
Entrei no carro, coloquei o conto de segurança e falei:
- Então eu sou alguém que você gosta muito? - Comentei sobre o que ele tinha falado para o meu pai.
- Na verdade, eu te odeio um pouco. - Ele me fez rir com sua resposta.
- Vai a m***a, Conan!
Ele colocou o cinto de segurança e deu partida.
[...]
Conan estacionou o carro um pouco mais distante do cinema por conta de que não tinha vaga, então fomos o resto do caminho caminhando.
Quando chegamos em frente ao shopping, entramos e fomos direto para a área de cinema.
Pagamos nossos ingressos e ficamos esperando dar a hora de entrar.
Conan comprou uma pipoca pra gente e dois refrigerantes. Aquilo seria suficiente! o filme não era muito longo.
Assim que deu o horário de entrarmos, fomos para a sala 7 e procuramos nossas cadeiras. Eu escolhi pra gente assistir de lá de cima! seria muito melhor.
Sentamos nas cadeiras e esperamos os créditos acabaram para iniciarem o filme. Eu percebi que a sala quase não tinha ninguém, apesar desse filme ser estreia.
Estranho.
Assim que o filme começou, Conan me deu o balde de pipoca e eu peguei algumas.
E lá vamos nós!
[...]
O filme foi incrível. Acho que não pelo conteúdo que tava passando, na verdade. Ele era legal, mas nada uau. Foi mais legal por eu estar com Conan.
Ficamos comentando várias partes do filme entre si, enquanto ele estava rolando. Doidos? talvez sim!
Sorte que não tinha ninguém por perto.
Saímos da sala e eu entreguei minhas coisas para Conan, enquanto ia ao banheiro.
Fiz xixi porque eu estava super apertada. Bebi muito refrigerante.
Dei descarga, saí da cabine e fui até a pia para lavar minhas mãos. Sequei com papel toalha e saí do banheiro, indo em direção a Conan.
Caminhamos para fora do shopping e sentimos o ar de calor. Ar condicionado mudava tudo!
- Eu gostei do filme, e você?
- Acho que eu gostei mais das partes em que a gente comentava sobre ele. - Eu ri.
- Eu também gostei mais dessas partes. - Ele sorriu levemente. - Obrigada pela noite legal, Conan.
- Eu que agradeço pela companhia incrível.
Ele me deixou tímida com esse comentário, que d***a, cara.
De repente, percebi que Conan se aproximou mais de mim e seus olhos me olhavam um um certo tipo de brilho nos olhos. Minha respiração ficou profunda.
Eu estava nervosa.
Sua boca tocou meus lábios levemente e eu fechei os olhos, aproveitando aquela nova sensação.
Eu não sabia muito bem como fazer aquilo, mas toda vez que Conan fazia algo, eu também fazia. Imitava sempre os seus movimentos.
E eu acho que deu certo, porque quando nosso fôlego acabou, ele abriu os olhos e disse:
- c*****o!