CAPÍTULO 35 Algumas dores têm nome, voz... e perfume francês. O restaurante era o mesmo dos domingos em que ele fingia ter rotina. Pequeno, aconchegante, paredes com fotografias em preto e branco e trilha instrumental suave. Um lugar para esquecer o mundo. Ou fingir que havia esquecido. Max entrou sem pressa. — Mesa para um — disse ao garçom. James o reconheceu imediatamente. — Claro, doutor. Sua mesa habitual está livre. Max assentiu e caminhou até o canto mais discreto do salão. Sentou-se. Ajustou o guardanapo no colo. Quando o garçom se aproximou para anotar o pedido, Max abriu a boca para falar, mas foi interrompido por uma voz que surgiu atrás dele. Baixa. Precisa. Invasiva. — Frango grelhado. Arroz branco. Salada sem molho. E vinho branco seco. Como ele. Max fechou os o

