CAPÍTULO 36 Quando o silêncio de um homem ecoa no corpo de muitas mulheres O hospital parecia ainda mais frio naquela manhã. A brisa batia pelas frestas das janelas, e Anjelina apertava os braços contra o próprio corpo, como se tentasse segurar alguma coisa que escapava — algo que não tinha nome, mas doía como se tivesse garras. — Doutor Gustavo? — chamou, ao bater levemente na porta. O clínico levantou os olhos do tablet e esboçou um sorriso gentil, mas cansado. — Anjelina. Pode entrar. Ela entrou devagar, o crachá pendendo no pescoço, o jaleco branco já começando a se amarrotar com a rotina de dias m*l dormidos. — Como está a Luzia? — perguntou. O médico suspirou. Abaixou o tablet. Apoiou as mãos sobre a mesa e olhou nos olhos dela com a calma que precede más notícias. — Estável

