CAPÍTULO 47 Quando a verdade precisa de silêncio para proteger a justiça As luzes vermelhas e azuis piscavam ao longe. Mas ainda levaria tempo até que o socorro chegasse. Enquanto isso, Davi coordenava o improviso. Usava a jaqueta para cobrir uma das mulheres, enquanto Ronaldo rasgava um lençol velho para estancar o sangramento na perna de outra. Anjelina organizava as vítimas em grupos, separando as que estavam mais machucadas das que conseguiam andar. — Escutem com atenção… — ela falou, a voz firme, mas comovida. — Aquele homem que salvou vocês… vocês viram se ele matou esses homens? Um breve silêncio. Então, uma voz fraca respondeu: — Não… nós só ouvimos tiros. Eles começaram a atirar entre si… parecia que estavam brigando… E quando vimos, ele estava caminhando na nossa direção

