CAPÍTULO 46 Onde o Monstro e o Herói Usam o Mesmo Rosto. Max se aproximou do galpão como quem caminha até o altar da própria execução — ou da própria glória. Passos firmes, calmos, sem pressa. Os cinco homens se viraram ao mesmo tempo. Cinco armas foram erguidas. Cinco olhares arregalados. Ronaldo, do carro escondido, segurou o volante com força. — Vão atirar nele! — Será? — Davi perguntou com o cenho franzido. Anjelina não piscou. — Esses homens vão morrer... A poucos metros, Max parou. Não tirou as mãos do bolso. Apenas ergueu o queixo e disse com a voz baixa, firme como lâmina afiada: — Soltem as armas. Mãos pra cima. Os homens obedeceram. Um a um, como se tivessem ouvido o próprio pai dando uma ordem inquestionável. — Eles estão achando que ele é policial? — sussurrou

