ALINÇAS FUTURAS

1655 Words

CAPÍTULO 44 Quando o sangue fala mais alto que a lei A porta da casa se abriu devagar. Matheus entrou com o semblante cansado, as chaves tilintando na mão. O relógio no pulso marcava quase meia-noite. Ele fechou a porta e, ao virar para a sala, parou. Max estava ali, sentado no sofá, as duas mãos pressionando a cabeça, os cotovelos nos joelhos, o corpo todo curvado como quem sustenta o mundo nas costas. — Oi, Max… — Oi, Math… — a voz saiu rouca, baixa. Matheus deixou a mochila de lado, se aproximou devagar. — O que houve, cara? Max ergueu o rosto, os olhos vermelhos, não de choro, mas de um cansaço que só o ódio alimenta. — A Anjelina quer prender os caras… e eu quero matar todos. Matheus respirou fundo, coçou a nuca. — Cara… vocês querem a mesma coisa. Só que de formas diferent

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD