CAPÍTULO 1 –
Comando: Prazer
FLASHBACK...
Consultório. Luz baixa. Ar-condicionado sussurrando. Relógio marcando 19h42.
Ela estava sentada no divã, os ombros tensos, os olhos inquietos.
Sandra. Trinta e dois anos. Separada. Cheia de culpas.
Uma mulher presa entre a moral que ensinaram e o desejo que tentava negar.
Ela não era fraca. Só estava acorrentada à própria mente.
Inclinei o corpo para frente. Apoiei os cotovelos nos joelhos, como quem compartilha um segredo.
Minha voz saiu baixa, grave, precisa. Quase um sussurro.
— Você está segura aqui, Sandra. Pode relaxar.
Ela fechou os olhos. A respiração se acalmou.
Era o que eu esperava.
— Você merece liberdade.
Você merece prazer.
Você merece descobrir quem você é...
— Na Avenida Paulista… número 2285… Boate Velvet Room… sexta, às 22h.
Ela franziu a testa por um segundo.
Mas não falou nada.
— Repita mentalmente comigo.
Velvet Room. Avenida Paulista. Sexta. 22h.
Plantei a ideia. A semente.
O resto... o corpo dela faria.
🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥🔥
Sexta-feira. 21h58.
A boate pulsava sob luzes vermelhas e roxas.
Eu já estava no balcão quando a vi entrar.
Vestido preto. Olhos perdidos.
Como se tivesse acordado de um sonho — e ainda estivesse sonhando.
Ela se aproximou do bar. Pediu uma água.
Mas a mão tremia.
Cheguei por trás. Não encostei.
Só inclinei o rosto no ouvido dela.
— Que bom que você chegou.
Hoje, você é minha.
Me segue.
Ela não respondeu.
Não precisava.
Virou o rosto. Me olhou.
E andou.
Subimos. Porta fechada. Quarto escuro. Luz ultrabaixa.
Quase nada visível, exceto silhuetas.
Era o meu território.
Virei para ela, sem pressa.
— Fica de joelhos — comandei.
Ela obedeceu.
Os olhos dela me encaravam como se eu fosse um ídolo ou um abismo.
Desabotoei a calça. Tirei devagar. Estava duro. Pronto.
Ela respirou fundo. A boca se abriu.
— Me dá prazer — sussurrei.
Sandra deslizou a língua pela minha glande, quente e cuidadosa.
Depois, me engoliu.
Devagar. Com fome.
Com o som úmido e grave que me fazia apertar os punhos.
— Assim... Isso...
Eu gemia baixo, controlado.
Ela aumentava a intensidade com cada resposta minha.
A boca dela me adorava como se implorasse para ser usada.
E eu a deixei.
Segurei seus cabelos, guiando.
Ela olhou pra cima enquanto sugava, lambia, gemia.
O som da garganta dela abafando minha glande era quase um hino.
Fechei os olhos.
A sensação quente, intensa, perfeita.
O controle total.
— Para. — sussurrei.
Ela parou. Ofegante. Os lábios vermelhos.
Estava excitada. Confusa. Entregue.
— Tira tudo.
Me mostra onde você sente prazer.
Sandra ficou de pé, tirou o vestido com delicadeza.
A calcinha, devagar.
O sutiã, por último.
A pele arrepiada. Os mamil0s duros. As pernas trêmulas.
— Deita.
Abre as pernas.
Ela deitou no centro da cama, iluminada só pelas sombras.
Os dedos desceram entre as coxas.
Tocou. Gemeu.
A mão tremia, mas continuava.
Dois dedos escorregaram por dentro.
Ela fechou os olhos.
— Isso...
— Mostra pra mim.
Os quadris dela se moveram, buscando mais.
Ela se tocava como se já fosse minha.
Com fome. Com sede.
— G0za pra mim — comandei.
— G0za agora.
E ela g0zou.
Forte.
Arqueando o corpo.
Os sei0s subindo e descendo com a respiração ofegante.
Molhada. Linda. Minha.
Esperei.
— Vira de lado.
— De quatro.
Ela obedeceu sem hesitar.
Me aproximei.
Coloquei uma camisinha.
Encostei. A cabeça do meu p4u roçou sua entrada quente e pulsante.
— Você quer isso?
— Quero… Me f0de...
E eu entrei.
Firme. Lento. Até o fim.
Ela gritou. Um gemido contido. A boca mordia o travesseiro.
Segurei sua cintura. A pele arrepiada. O calor nos envolvendo.
Comecei a estocar.
Fundo. Compassado.
O som da pele batendo.
O som dela dizendo “mais, mais, mais”.
A cada investida, ela ficava mais molhada.
A cada comando, mais entregue.
— Gosta assim?
— Amo...
— Me usa...
— Me f0de até eu esquecer meu nome...
E eu fui até o fim.
Ela g0za de novo, com um grito que ecoou entre as paredes abafadas.
Eu sentia tudo. O corpo dela tremendo, explodindo.
Mais algumas estocadas, e eu não resisti.
Saí dela.
G0zei nas costas dela. Quente. Pesado.
Com os olhos cerrados.
A boca entreaberta.
O corpo tenso.
Silêncio.
Respiração ofegante.
Corpos suados.
Mentes nubladas.
Esperei um minuto.
— Vista-se.
— Volte para sua casa.
— E sonhe com esse momento.
Ela não disse nada.
Apenas se vestiu.
E saiu.
Velvet Room. Avenida Paulista. Sexta. 22h.
Max ajustou o paletó preto. O olhar de sempre: frio, técnico, preciso.
Passou pelos corredores abafados da boate, onde o cheiro de álcool, cigarro e perfume barato misturava-se ao som grave da batida eletrônica.
Ele não estava ali por diversão. Estava… porque precisava de silêncio interno.
E paradoxalmente… aquele barulho todo era o único lugar que calava a mente dele.
Subiu os degraus. Cruzou o salão. As luzes de LED dançavam nas paredes como serpentes coloridas.
Foi quando ele a viu.
Uma dançarina, encostada na parede dos fundos.
Vestia um short de couro curto demais, a maquiagem borrada. O olhar… perdido. As pupilas dilatadas.
O corpo dela tremia. Havia um corte na lateral da boca. O pulso, marcado.
Max parou. Os olhos dele cravados nela.
Ela o olhou de volta. Um olhar desesperado por socorro… por anestesia.
Ele caminhou até ela.
Parou a menos de um metro.
— Comando: sai de você. Agora.
Ela estremeceu. Fechou os olhos. O corpo dela travou por um segundo… e depois… o tremor cessou. As mãos pararam de se contorcer.
Mas o estrago emocional… ainda estava ali.
Dois homens armados perceberam.
Se aproximaram.
— Qual é, parceiro… — um deles disse, empurrando o ombro de Max. — Não encosta nas meninas sem pagar.
Max virou o rosto devagar.
Sorriso de canto.
Calmo.
Letal.
— Comando: me segue.
Os dois homens pararam. Por um segundo… o corpo deles endureceu. Depois… como bonecos programados… caminharam atrás dele.
Max os levou até o fundo da boate.
Um corredor escuro, onde o som era abafado pelas paredes grossas.
Ali… no breu… Max deu o comando.
E o que aconteceu naquele corredor… ninguém soube.
Minutos depois… Max voltou ao salão.
Ajeitou as mangas da camisa. Os cabelos ainda intactos.
Respiração estável.
O olhar… ainda mais vazio.
Ele se aproximou novamente da mulher.
Ela, com o rosto encostado no vidro, respirava como quem tenta não existir.
Max ficou a poucos passos.
— Comando: vem até mim.
Ela virou o rosto devagar. Os olhos dela encontraram os dele.
E veio.
Como se cada passo fosse uma libertação.
Quando parou diante dele… Max ergueu o queixo dela com dois dedos.
— Você sabe onde tá?
Ela hesitou.
— Velvet Room… Paulista… sexta… — a voz dela era baixa, arranhada.
— Quantos clientes você atendeu hoje?
— Dois… — ela respondeu, a voz tremendo. — O primeiro… me bateu. Disse que só pagaria se eu sangrasse… — ela tocou a lateral da boca. — O segundo… me forçou a usar droga. Muito. Até eu quase desmaiar. Ele foi embora… sem pagar.
Os olhos dela encheram d'água.
Max permaneceu calado.
— Comando: me conta a verdade inteira.
Ela respirou fundo. Como se o próprio peito doesse com o ar entrando.
— Eu fui sequestrada faz três meses.
Vim de Minas. Prometeram um emprego de garçonete.
Quando cheguei… tiraram meus documentos.
Disseram que... cada noite que eu recusasse cliente… seria uma surra.
Se eu quisesse sair… tinha que pagar a dívida. Mas cada cliente que ia embora sem pagar… eles somavam o valor como dívida minha.
As mãos dela tremiam.
— Hoje… se eu não fizer pelo menos cinco programas… amanhã… vão me deixar sem comer. E… se eu não atingir a meta da semana… eles… — ela engoliu seco. — Eles me levam pro porão.
Max respirou fundo.
O peito dele… doeu.
O corpo dela… era uma sentença.
E ele… era a única chance de fuga.
— Comando: nunca mais vai se drogar. Nunca mais beber. Não importa o motivo. Não importa quem mande. Só se quiser. Só se for por vontade própria.
Ela piscou. Como se a ordem tivesse rompido uma corrente.
Max a pegou pela mão.
Levou até um dos quartos privativos.
Pagou o valor mais alto da noite.
Ali… com o corpo dela ainda machucado, ainda vulnerável…
Ele a tocou com calma.
Com respeito.
Com presença.
Transou com ela.
Mas não por desejo.
Por cura.
Pelo direito dela de saber que o próprio corpo… ainda podia sentir prazer… sem dor… sem medo… sem comando de outros.
Quando terminou…
Ele a ajudou a se vestir.
Colocou um maço de dinheiro na bolsa dela, e os documentos dela que estava com dos homens.
— Agora… vai embora de São Paulo.
— Como?
— Pega esse dinheiro. Compra uma passagem. Não para. Não olha pra trás.
— Mas…
Max se aproximou. Sussurrou no ouvido dela.
— Comando: viva.
Só viva.
Ela saiu. Cambaleante… mas andando por vontade própria.
Do corredor… Max a observou indo embora.
Por alguns segundos… meu peito respirou mais leve.
Mais… humano.
O que me irritou de imediato.
Ajeitei o paletó como se fosse um escudo. Passei as mãos nos cabelos. Olhei pro salão.
E voltei.
Como se nada…
Nunca…
Tivesse acontecido.
Como se tudo tivesse sido só um detalhe. Um lapso.
Mas eu sei.
Eu sei que não foi.
Lá dentro… na mente dela… agora existia um novo comando:
Desejo.
Vida.
Você pode me chamar de monstro.
De oportunista.
De predador.
Alguns tentam rotular aquilo que não conseguem controlar.
Que não conseguem entender.
Mas eu?
Eu não sou nada disso.
Eu sou a luz que invade a fresta mais escura da mente.
Sou a solução que aparece quando a lógica falha.
Sou o remédio que rasga antes de curar.
Que arde.
Que sangra.
A cura…
Às vezes…
Vem com gemidos e olhos revirados.
Eu não caço mulheres frágeis.
Nunca precisei.
Eu treino fortalezas.
Lapido instintos.
Revelo o que elas mesmas escondem de si.
Eu amplifico.
Eu liberto.
Sandra, e Josiane?
Elas não foram vítimas.
Foram escolhidas.
Guiadas.
E quando elas fecharam os olhos naquela cama, com o corpo em êxtase e a alma finalmente em paz… elas entenderam.
Elas foram curadas.
E eu?
Eu amo isso.
Eu amo o que faço.
Eu amo o poder de transformar uma mente… um corpo… uma vida… com um sussurro, um toque, um olhar.
Isso aqui?
Não é só profissão.
É arte.
É ciência.
É prazer.
E você…
Que tá me lendo agora…
Vai ver isso de perto.
Vai sentir.
Vai entender.
Seja bem-vindo ao meu mundo.
E não se preocupe…
Aqui…
Ninguém sai o mesmo.
Porque eu vou te mostrar —
Na íntegra —
Como tudo isso funciona.
Quem sou eu? Elas me chamam de O psicólogo do prazer.
Me chamo Maximiliano Villani Bitencourt.