Zangado Narrando
Eu vi no exato segundo em que ela me percebeu. O olhar dela varreu o ambiente como radar, e quando nossos olhos se encontraram, não teve mais volta. A tensão nasceu ali, no meio da praia ensolarada, entre crianças brincando e velhos vendendo picolé. Mas o mundo ao redor virou só ruído. Ela me viu. E eu não hesitei. Segui cada passo como predador à espreita, com a certeza de que o que estava prestes a acontecer não podia mais ser evitado.
Ela anda como quem desafia o mundo. Como quem sabe que tá em território de guerra e ainda assim se recusa a baixar a guarda. Quando chegou perto do carro, percebi que ela sabia que eu tava colado. E mesmo assim, teve peito. Parou. Fingiu mexer na mala. E quando me aproximei… ela virou com a arma na minha cara.
Peituda.
Tem que ter coragem pra isso.
Mas eu conheço o olhar de quem quer matar. E o dela… vacilava.
A fúria tava ali, estampada, vibrando nas veias, mas o dedo tremia.
Ela não ia apertar o gatilho. Não naquele momento. Não comigo tão perto.
E o mais doido? Eu também tava armado. Glock presa na cintura, carregador cheio.
Mas em momento algum passou pela minha cabeça levantar a arma pra ela.
Ela é o BOPE. Ela representa tudo que eu combato.
Mas alguma coisa na presença dela me tira da rota.
Tem algo nos olhos daquela mulher que me enfraquece, que me prende, que me transforma num homem que eu nem sei se quero ser.
Ela me mandou soltar. A voz saindo trincada, entre a raiva e o desespero.
— Me solta, Zangado. Tira as mãos de mim.
Só que eu já tava com a mão cravada na nuca dela.
Minha respiração misturada com a dela.
Meu peito colado ao dela, sentindo cada batida descompassada, cada impulso de resistência que, no fundo, era só vontade m*l disfarçada.
Ela me encarava com os olhos acesos. Um olhar que desafiava, provocava e, ao mesmo tempo, implorava pra que eu não parasse.
— Você quer mesmo que eu te solte? — perguntei, com a boca a milímetros da dela.
Ela não recuou.
Ao invés disso, prendeu a respiração por um segundo.
E me encarou. Firme. Desconcertada. Arrogante e entregue ao mesmo tempo.
— Fala de uma vez por todas. Você não parece homem de enrolar. O que é que você quer?
O tom dela me atingiu como um soco. Não era um pedido. Era uma cobrança. Era um aviso de que ela não ia permitir mentiras, joguinhos ou covardia. E eu… não ia fingir mais p***a nenhuma.
— Você, Monique.
É você que eu quero.
Soltei a frase entre os dentes, apertando sua cintura com força. E antes que ela dissesse qualquer coisa, puxei ela de uma vez pra dentro do carro. Ela podia gritar. Podia reagir. Podia começar um combate ali. Mas não fez nada disso. Ela só travou. Me olhou. E ficou ali. Como se soubesse que o que vinha dali em diante era um ponto sem retorno.
Assumi o banco do motorista, com ela ainda ao lado, os olhos queimando no meu rosto. Eu não sei nem como eu fiz isso, como ela foi parar do meu lado, como ela passou por mim, a nossa tensão era algo tão bizarro que não tinha como mensurar, aquele carro parecia minúsculo pra tanta tensão acumulada entre nossos corpos.
A respiração dela tava acelerada.
O peito subia e descia como se tivesse voltando de uma corrida.
Ela ainda tinha a arma. Mas agora… repousava no colo, esquecida.
Os dedos dela tremiam levemente. Não de medo. Mas de tensão. De t***o.
O silêncio dentro do carro era denso.
Quente.
Sufocante.
Eu olhei pra ela, e por um instante, vi tudo o que não devia sentir.
A farda preta.
O passado.
A dor.
Mas o que me prendeu foi o presente. Foi a mulher.
Foi a boca entreaberta.
O olhar de raiva misturado com desejo.
A tensão no maxilar.
O cabelo bagunçado, ainda úmido da praia, colado ao pescoço.
A pele arrepiada.
E o silêncio…
Porra, aquele silêncio dizia tudo.
Ela queria tanto quanto eu.
— Isso é uma loucura — ela sussurrou, com a voz embargada.
— Eu sei. — eu rebato olhando de canto pra ela
— A gente devia se matar. — ela afirma se mexendo desconfortável e roçando as pernas uma na outra
— Também sei. — eu falo firme e aperto a sua coxa descoberta
— Então por que c*****o você tá aqui? — ela fala vacilando na voz, deixando a tensão escapar
— pelo mesmo motivo que você. — eu falo e puxo ela pela nuca enquanto eu ainda dirigia o seu carro
E naquele momento, o calor entre a gente se tornou outra coisa.
Algo mais denso. Mais forte.
Um colapso iminente entre dois corpos que apesar de se odiarem o que sentem é algo completamente fora de controle.
— tu não sai da minha mente, e o teu olhar não mente que eu também não saio da tua — eu falo dividindo a atenção entre a estrada e ela quase em cima de mim
Ela apoiava as mãos na minha coxa, uma de cada lado e sustentava o seu peso sobre mim e seu olhar fixo no meu
— isso não deveria estar acontecendo, mas isso precisa acabar hoje — eu falo firme com ela e ela avança contra a minha boca com brutalidade
Seu beijo era urgente e eu encostei na primeira rua mais estreita que eu vi.
Puxei ela pro meu colo e beijei ela com vontade, nossas línguas pareciam um campo de guerra se misturando uma com a outra, eu não conseguia parar, nem ela, não queríamos.
Eu sentia o seu corpo tão quente quanto o meu, agarrei sua b***a coberta pelo short, e meu p*u já dava sinal de vida, chegando a doer
— c*****o, isso não era pra tá acontecendo — ela fala ofegante tentando se soltar de mim
— cala a p***a da boca — eu falo voltando a devorar a sua boca com desespero
— toca pro primeiro motel que você ver na sua frente…— ela responde chupando o meu pescoço e pressionando a sua b****a no meu p*u
Era uma proposta perigosa mas que eu nunca ousaria em recusar, e prontamente atendi o seu pedido, enquanto ela me marcava como um animal feroz marca a sua presa