Enquanto isso, os meninos estavam em uma boate bastante animada e famosa.
Noah: Não vai tirar aquela loira para dançar não Beauchamp? – apontou uma loira p**a, que faltava comê-lo com os olhos do outro lado do bar. – Ela está te dando o maior mole.
Josh: Que se f**a. – tomando um gole de seu uísque. – Hoje eu só quero beber, já não basta ser forçado a vir pra cá, não vou pegar nenhuma v***a.
Noah: Você é quem sabe... – sorriu. – Mas que ela é super gostosa, isso é.
Josh: Pois é, mas eu não estou a fim cara. – suspirou. – Vai lá.
Noah: Não, eu não curto ficar com garotas que babam por outro homem que não seja eu.
Josh: Que seja. – deu de ombros. – O Krystian e o Bailey foram instalar o bidê pra depois mijarem nele, por que eu nunca vi dois caras demorarem tanto no banheiro, parecem duas bichinhas. – gargalhou, tomando outro gole de sua bebida.
Noah: Nem me fale meu velho. – negando com a cabeça. – O Krystian está muito pra baixo, acho que ele está com algum problema, não quis nem ficar com ninguém, coisa que é surreal.
Josh: Eu também o achei estranho, mas não sei, ele não nos disse nada. – sentiu seu celular vibrando no bolso e o pegou vendo que era Sina. – Sina? – ele apontou o visor confuso.
Noah olhou para os lados, incomodado. O que será que Sina queria ligando uma hora dessas para Joshua?
Josh: Oi Sina. – atendeu.
Sina: Josh, onde você está? – a loira parecia aflita.
Josh: Estou com os meninos, por que Sina? A Any está bem? – ele disse sentindo o maxilar travar repentinamente.
Sina: Josh ela está sentindo muita dor, estamos escutando os gritos dela daqui de fora e... – foi interrompida.
Josh: O QUE? – ele berrou. – Meu Deus Sina, onde ela está? Ela está aí? Eu quero falar com ela! – disse abrindo a carteira depressa e pagando a conta do bar.
Sina: Ela se trancou no banheiro, não quer abrir a porta de jeito nenhum, estamos desesperadas!
Josh: Não se preocupe, eu estou indo até aí agora mesmo! Cuida dela, por favor! Eu não demoro, vocês estão na casa dela?
Sina: Aqui mesmo, por favor não demora Josh! – desligou.
Josh: Merda! – disse saindo, mas Noah o puxou.
Noah: O que foi cara? – assustado. – O que houve com a Any?
Josh: Eu acho que ela vai ter o bebê. – disse passando a mão no rosto com força.
Noah: Minha nossa! – abrindo um sorriso. – Vamos eu vou com você!
Bailey: Vão para onde? – chegando com Krystian e os abordando.
Noah: Any vai dar a luz! – com um sorrisão.
Bailey: c*****o veí! – ele disse pulando nas costas de Joshua. – Vai ser papai, seu veado!
Krystian: Cara, onde ela está? – rindo incrédulo.
Josh: Está em casa, eu preciso ir pra lá! – disse desesperado.
Bailey: Nós vamos com você parceiro! Fica tranquilo irmão, vai dar tudo certo! – fizeram aqueles cumprimentos masculinos.
Josh: Valeu cara. – sorriu de leve. – Então vamos antes que eu enlouqueça.
Os amigos assentiram e foram todos em direção à saída, entraram no carro de Bailey, que era onde todos vieram e foram em direção à casa de Any.
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Sina voltou ao quarto e encontrou Sabina testando várias chaves com Shivani, estavam tentando procurar a chave reserva. Os gemidos de Any estavam agudos e dolorosos, elas precisavam tira-la de lá.
Sina: Eu liguei para o Joshua, ele já está vindo. – disse indo em direção à porta e começando a bater na mesma. – Any, vamos, abra a porta!
Any: Parem me deixem em paz. – disse do lado de dentro. – Eu quero ficar sozinha! – sussurrou respirando fundo enquanto sentia seu corpo sendo cortado de dentro pra fora pela contração. – Ah meu amor, espera só um pouquinho, a mamãe não está preparada agora. – pôs a mão no rosto enxugando as lágrimas.
Sabina: Já ligou pra sua mãe, Shivani? – disse tentando outra chave.
Shivani: Sim, ela já está a caminho. Também liguei para o papai e ele também já está chegando.
Sabina: Any? – chamou. – Vamos fazer um acordo?
Any: Eu não quero acordo nenhum! – chorando. – Eu quero a minha mãe!
Shivani: Ela já está vindo, mas enquanto isso você precisa sair pra gente te levar para o hospital Any, você não pode ficar presa aí dentro.
Any levantou e ficou andando de um lado para outro, apoiou a cabeça na parede na tentativa inútil de fazer a dor aliviar, ela sabia que sentiria dor, mas não imaginava que seria tão forte e intensa. Estava indo tudo tão rápido! Ela imaginava que começaria fraco e depois iria aumentando, mas pelo jeito não foi bem assim que ocorreu com ela, estava doendo pra caramba.
¨¨¨¨
Noah: Cara você precisa ficar tranquilo. – esfregando as costas do amigo, enquanto se encaminhavam para a casa de Any.
Josh: Daqui a algumas horas eu vou ser pai e você me pedindo para ficar tranquilo? – incrédulo. – Eu não consigo, estou com os nervos à flor da pele.
Krystian: Pelo menos quem está sofrendo e vai parir é ela, agradeço a Deus todo dia por ter nascido homem.
Josh: Eu quero ficar ao lado dela, dando força. Ela é muito medrosa, deve estar desesperada agora! – disse agoniado. – Anda mais rápido Bailey!
Bailey: Já estamos chegando papai! – riu da cara de desespero que Josh fazia. – A Luninha não está tão desesperada assim pra nascer, relaxa. – brincou.
Joshua engoliu o seco e olhou para os lados, reconheceu a rua de Any e sentiu o alívio parcial, estavam chegando.
Não demorou e entraram na propriedade Soares. Joshua sequer esperou o carro estacionar e desceu as carreiras.
Noah: Ei seu maluco! – berrou. – Espera a gente aí! – negando com a cabeça. – Estaciona aí mesmo Bailey! – apontando.
Joshua adentrou a casa procurando Any, subiu as escadas e foi parar no quarto dela, onde encontrou Sabina e Sina, juntamente com Shivani que estava falando com a mãe na viva voz, pelo telefone, Priscila tentava convencer Any a sair do banheiro, sem sucesso.
Josh: Onde ela está? – as meninas apontaram o banheiro e ele foi até lá, batendo na porta. – Any!
Do lado de dentro ela estremeceu ao ouvir a voz dele. Não queria sair dali, não queria ir outra vez para o hospital, ela sabia que só iria sofrer naquele lugar, iria tomar injeções, iria tomar soro, ela não queria ir. Também tinha a dor do parto, que estava lhe deixando desesperada. Fora o pânico que estava sentindo, ao pensar que poderia não sair de lá com vida, isso estava lhe deixando desesperada e nervosa. Que Deus a ajudasse.
Josh: Any, sai daí agora! – ele exigiu.
Any: Não saio! – disse com os olhos fechados. – Eu já disse que eu só vou abrir pra minha mãe, eu quero a minha mãe!
Josh: Any, eu vou arrombar a porta! – disse cauteloso. – Ou você sai ou eu arrombo agora e te tiro daí à força.
Any: Me deixa em paz! – chorando. – Eu quero parir minha filha sozinha, me deixem aqui! Oh céus... – sussurrou enquanto a contração voltava, lenta, dolorosa e cortante, junto com ela seu liquido amniótico, que descera todo pelas suas pernas naquele momento.
Agora não tinha mais dúvidas, sua filha estava nascendo mesmo, ela não estava pronta, não estava pronta pra enfrentar o parto.
Sabina: Que barulho foi esse? Any a sua bolsa estourou? – perguntou encabulada ao ouvir o barulho de água caindo no chão. A cacheada ficou calada. – Merda, você quer nos matar de preocupação?!
Josh: Eu vou arrombar! – disse tomando distância.
Os meninos chegam.
Noah: E então cara, onde ela está?
Joshua: Não quer abrir a porta do banheiro de jeito nenhum, me ajudem a arrombar. – apontando a porta do banheiro. Os amigos não hesitaram e foram ajudá-lo. – Any, se afasta da porta. – ele avisou e tentaram a primeira vez, nada.
Tentaram a segunda, a terceira e na quarta vez a porta se abriu com força. Eles a viram no canto do banheiro, com o rosto banhado em lágrimas e o vestido todo molhado. O porcelanato branco do banheiro estava coberto por um liquido amarelado, que eles deduziram ser o líquido amniótico.
Any: Por favor, me deixem quieta... – ela pediu em um choro doloroso. – Está doendo demais.
Josh: Meu amor, você não pode ficar aqui. – ele se aproximou dela. – A nossa filha precisa nascer em um lugar seguro e você não pode tê-la aqui, isso é loucura Any.
Sabina: Any Gabrielly, você está muito encrencada. Não sabe o que vou fazer com você, quando terminar de parir! – disse se aproximando dela e lhe dando um abraço. – Vamos minha porrinha, nós estamos com você, vai dar tudo certo está bem?
João: Shiva? – apareceu no banheiro curioso e se aproximou com o cachorrinho no colo. – Por que minha irmã estava gritando e chorando?
Any: Tire-o daqui Shiva! – pôs a mão no rosto. – Não quero que ele me veja desse jeito, por favor...
Shivani: Ela só está um pouquinho doente, mas já vai passar... Vamos dormir?
João: Porque você está chorando maninha? – ignorando Shivani completamente, ele não gostava de ver Any chorando.
Any: Por que a maninha está sentindo muita dor bebê. – tentou sorrir.
João: Por que está sentindo dor?
Sina: Por que a filhinha dela está nascendo e quando os bebês nascem as mamães sentem dor.
João: Minha irmã vai ter um bebê agora? – arregalou os olhinhos. Sina assentiu. – Mas não são as cegonhas que trazem? Por que dói?
Sina: Mas enquanto elas não trazem as mamães sentem uma dorzinha. – piscou. – Agora você vai dormir e amanhã quando acordar você pode ver a filhinha da Any. O que acha?
João: Ela já vai poder brincar comigo? – com os olhinhos brilhando. Sina assentiu. – Eba!
Noah: Agora você precisa dormir baixinho. – fazendo um carinho no cachorrinho, que atracou o dedo dele. – Ai p***a! – sussurrou, os dentinhos do cãozinho até que estavam afiados.
João: Eu esqueci de dizer que ele morde. – colocando-o no chão, Noah sacodiu os dedos. – Amanhã eu quero ver a Luna. – disse se aproximando da irmã. – Mas quando ela nascer você vai continuar tomando banho comigo não é?
Any: Claro que sim fofinho. – disse dando um beijinho nele e um abraço apertado. – Eu te amo muito, viu? Sempre vou estar com você. – ela engoliu o seco, não queria pensar nessa doença, mas era praticamente inevitável. – Agora vai dormir está bem? – ele assentiu e saiu com Shivani.
Ela começou a chorar outra vez.
Josh: Any é melhor nós irmos. – ela assentiu vencida. – Eu prometo que vai dar tudo certo meu amor. – a pegando no colo e saindo do banheiro.
A contração que se seguiu foi insuportável, ela não pode evitar de gritar.
Any: AAI. – arqueou a cabeça pra trás. – Oh meu Deus. – mordeu o lábio.
Sina: Eu vou buscar as coisas do bebê, me ajuda Sabina!
As duas saíram em direção ao quarto do bebê. No momento seguinte Silvio chegou apressado.
Silvio: Querida, eu vim o mais rápido que eu pude, já estou aqui meu amor, estou aqui do seu lado. – seguindo Joshua, desesperado ao ver sua filha sofrendo. – Cuidado Joshua.
Josh: Não se preocupe tio. – descendo as escadas, sendo seguido por todos. – Você vai para o hospital?
Silvio: É claro que eu vou!
Any: E a mamãe?
Silvio: Já está chegando meu bem.
Ao chegar no carro, Joshua a colocou no banco traseiro, sentando ao lado dela, Bailey foi dirigindo e Noah no banco do carona. Sabina, Sina e Krystian foram com o carro da loira e Silvio foi com seu próprio carro, Shivani ficou em casa com João, já que as empregadas estavam dispensadas. Ótimo dia para Any dispensá-las. Pensou.
Bailey: Está doendo muito Any? – ele perguntou com uma carinha de dor, ao ver a cacheada se contorcendo.
Any: Nem queira saber. – fazendo uma espécie de massagem na barriga. – AAI!
Josh: Bailey, não tem como você ir mais rápido não? – disse completamente aperreado ao ver Any se contorcendo ao seu lado. – Aguenta só mais um pouquinho Any. – apertando a mão dela e dando um beijo em seguida.
Any: Eu não quero mais fazer sexo... – chorosa. – Nunca mais.
Joshua engoliu o seco.
Noah: IRRÚ! – gargalhou. – Se deu m*l hein Josh?
Bailey: Se lascou.
Josh: Tudo bem. – paciente, sabia que ela só estava falando aquilo da boca pra fora. – Se você diz... – forçou um sorriso.
Any: Ai meu Deus, como isso dói! – berrou.
Bailey: Relaxa Any, já estamos quase chegando.
Any: Josh, a doutora! – lembrou-se. – Ninguém ligou pra ela avisando! – gemeu aperreada.
Josh: Merda, é verdade. – pegando o seu celular. – Não se preocupe, eu já resolvo isso. Tem o número dela? – Any assentiu. – Me diz.
Ela disse o número e ele discou. A doutora atendeu com voz de sono, ele explicou tudo e ela disse que já estava a caminho da maternidade.
Any: O que ela disse? – respirando fundo.
Josh: Que já estava a caminho da maternidade. – acariciando a barriga dela. – Nossa como está dura. – Any assentiu. – Está muito ansiosa para nascer filha? – sussurrou para a barriga.
Any se apoiou nele e gemeu alto ao sentir mais uma, estava piorando cada vez mais. Ele acariciou os cachos sedosos enquanto soprava no rosto dela de leve.
Any: Para de respirar na minha cara! – disse entredentes. – Você estava bebendo não é?
Josh: Pois é... – ele coçou a nuca. – Foram só umas doses de uísque, desculpa. – riu de leve. – Está passando?
Ela apenas assentiu, não estava com cabeça e nem condições de brigar, apesar de não gostar nada de saber que ele estava bebendo.
Depois de alguns minutos eles chegam à maternidade. Any sentiu o estômago dar saltos, o nervosismo aflorava cada vez mais e o medo era constante. Ela tinha pânico de hospitais. Preferia o banheiro. Bailey estacionou o carro e logo Joshua saiu, pegando ela no colo.
Bailey: Ajuda aqui cara. – chamando o enfermeiro assim que entraram no centro médico. – Ela está em trabalho de parto.