(Sob o Olhar do Homem Proibido) CAPITULO 5 - LÍRIA GONZALEZ

786 Words
O encontro desta manhã no escritório do senhor Logan foi, no mínimo, estranho. Por um instante, senti o olhar dele percorrendo meu corpo de uma maneira quase analítica. Sacudi a cabeça, tentando afastar aquela ideia. "Deve ser coisa da minha cabeça", pensei. Afinal, um homem como ele – rico, bonito e charmoso – jamais olharia para alguém como eu, uma simples empregada. Resolvi ignorar o ocorrido e mergulhar no trabalho. Era para isso que eu estava ali, afinal. Não fazia sentido perder tempo imaginando coisas. Após aquele breve e desconfortável momento, o restante do dia fluiu sem grandes incidentes. Cumpri minhas tarefas e, no final da tarde, segui para a universidade. Precisava resolver a mudança nos horários das minhas aulas para encaixá-las melhor na rotina da nova casa. Ao chegar, fui recebida por uma figura que sempre aparecia nos momentos menos oportunos: Rodrigo, o "playboy oficial" da universidade. Ele era rico, lindo, e sabia disso. Admito que seu sorriso era encantador, mas estava longe de ser meu tipo. Sempre tive claro o que queria em um homem: maturidade, segurança, e o compromisso de que eu seria a única. Rodrigo, com sua postura de conquistador inveterado, definitivamente não se encaixava nesse perfil. — Líria, tudo bem? — ele perguntou, com aquele tom confiante que eu já conhecia de cor. — Tudo, Rodrigo. E você? — Ótimo, especialmente agora, vendo sua beleza fascinante. Revirei os olhos. Ele nunca mudava o repertório. — Meu Deus! Você não se cansa desse papo furado toda vez que nos encontramos? — De você? Nunca, ruiva. — Fala sério, Rodrigo. Vai para a aula e me deixa em paz. E vê se entende de uma vez: entre nós nunca vai acontecer nada! — Nunca diga nunca, minha ruivinha. Sem paciência para mais um dos seus flertes, deixei Rodrigo falando sozinho e fui para a sala de aula. Lá, encontrei minha melhor amiga, Andreia Venturilli, a quem cumprimentei com um beijo no rosto. Andreia era como um furacão. Rica, cheia de vida, e completamente apaixonada por festas e compras, ela era tudo que eu não imaginava em uma amiga. Quando nos conhecemos, no primeiro ano da faculdade, confesso que só falava com ela por educação. Mas o tempo nos aproximou, e hoje ela era uma das pessoas mais importantes para mim. Apesar do seu estilo de vida extravagante, Andreia tinha um coração enorme e era absolutamente leal. — Oi, loirinha! Como está a minha amiga mais linda? — Chateada com você, Líria Gonzalez! Não atendeu minhas chamadas, e sua avó me disse que você se mudou para a casa onde está trabalhando. Que história é essa? — disparou ela, visivelmente indignada. Ri da seriedade com que ela usou meu nome completo. Era algo que só fazia quando estava realmente irritada. — Desculpa, Andreia. Não tive tempo de avisar. O lugar tem muitas regras, e não quis arriscar criar problemas logo no primeiro dia. — Muitas regras? O que é isso, um quartel militar? Expliquei a situação com todos os detalhes, inclusive mencionando o senhor Logan. Os olhos de Andreia se iluminaram como os de uma criança no Natal. — Não acredito! Você está trabalhando na casa do Logan Carter, aquele Deus grego? Amiga, isso é um sonho! — Exagero seu, Andreia. Ele é bonito, sim, mas é arrogante e grosso. Contei a ela sobre o estranho encontro no escritório. — Minha querida Líria, se tem algo que eu sei, é reconhecer quando um homem está atraído por alguém. E tenho certeza de que ele sentiu algo por você. — Impossível! Ele nunca olharia para alguém como eu. — Por que não? Você é linda, Líria. E, sinceramente, se ele não notou isso, só pode ser cego. Depois de muito rir, seguimos para a aula. Após a última matéria do dia, Andreia insistiu em me dar uma carona, já que morava no mesmo condomínio que o senhor Logan. Quando finalmente cheguei, organizei minhas coisas no chalé onde estava hospedada e troquei de roupa. Decidi verificar se Vera, a cozinheira da casa, precisava de ajuda. Encontrei-a na cozinha, organizando as louças, e me ofereci para esquentar o jantar do senhor Logan enquanto ela terminava de arrumar a mesa. Para quebrar o silêncio, coloquei minha música favorita: On the Floor, da Jennifer Lopez com Pitbull. Logo estava dançando enquanto mexia a comida na panela. O som animado me fazia esquecer do cansaço do dia. Em um giro mais ousado, virei para a direção da porta e congelei. Meu coração quase parou. Ali, parado, com os braços cruzados e uma expressão difícil de decifrar, estava o senhor Logan. Seus olhos me fitavam intensamente, como se analisassem cada movimento meu. Senti meu rosto queimar. "Agora estou encrencada", pensei
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