Gabriel.
A chuva lá fora começou a cair. Sorri sabendo que ela encobria tudo o que acontecesse nessa kitnet. Eu queria, mas a verdade é que não tinha paciência para delicadezas; minhas mãos agiam com a memória muscular de quem desarma uma bomba, mas a urgência era outra. Despi Maya com uma pressa que beirava o desespero. Uma de cada vez, mas sem chances para calma, ou tempo para respirar. Em seguida me livrei da minha própria roupa, jogando tudo no chão frio. Não precisávamos de roupas, iriamos passar as próximas horas sem elas.
Parei por um segundo, o peito subindo e descendo, meus olhos fixos nos dela.
— Se eu passar dos limites, Maya... se eu pesar a mão, você me avisa. Entendeu? Não pode me deixar perder o controle. Você ainda tem marcas. Não podemos... Não posso...
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, deu um passo à frente e me empurrou pelos ombros. O toque foi firme, um desafio silencioso. Ela se afastou devagar, me medindo de cima a baixo com um olhar que me fez sentir como se eu estivesse sob a mira de um sniper. Ela demorou um tempo, analisando meu p@u e tenho certeza de que a vi salivar enquanto sorria de canto de boca. Foram pouco os passos, até que ela se sentou na minha cama velha, a imagem foi o estopim. A pele clara dela contra os lençóis escuros era a visão mais perfeita e perigosa que eu já tive.
— Eu não quero controle, Gabriel — ela disse, a voz baixa, mas cortante como uma lâmina. O som de um trovão invadiu meu cubículo, mas eu não estava nem ai... Esse morro podia r**m hoje que tudo o que importava era nós dois.
Respirei fundo, fechando os olhos por um segundo enquanto tentava conter o rugido que subia pela minha garganta. O Capitão estava perdendo a luta para o animal.
— Você está ficando ousada demais, garota. Isso pode acabar te machucando.
— Eu já disse — ela repetiu, inclinando o corpo levemente para frente, os olhos brilhando de antecipação. — Sem controle.
Eu sorri. Não foi um sorriso bonito. Dei as costas a ela, caminhei até o meu pequeno guarda-roupa e enfiei a mão entre as poucas peças penduradas. Tirei de lá uma gravata de seda preta, um resquício da vida de oficial que eu nunca pensei que usaria assim. Voltei para perto da cama, sentindo o sangue latejar nas minhas têmporas. Com uma mão, eu segurava a gravata; com a outra, comecei a massagear meu m****o, que já pulsava, duro e pronto para ela. Um gemido pesado escapou dos meus lábios. Sorri ao ver os olhos de Maya brilharem.
— Olha pra mim, Maya — ordenei. — Eu já estou completamente duro por sua causa. Vou me enterrar fundo em você hoje.
Vi o olhar dela vacilar por um microssegundo. O choque inicial de me ver assim, sem filtros, sem a máscara de professor, foi o encorajamento que me faltava. Se ela queria o monstro, ela teria o Capitão em modo de combate.
Avancei como um predador. Meu dedos se prenderam em sua pele sem calma. Puxei Maya para cima, tirando-a da cama com um movimento bruto, e a virei de costas para mim. O calor das costas dela contra o meu peito era um incêndio. Juntei seus pulsos atrás do corpo e, com a destreza de quem conhece nós de rapel, enrolei a gravata de seda, apertando o suficiente para que ela sentisse a restrição, mas não a dor.
— Agora você é minha prisioneira — sibilei no ouvido dela, sentindo-a tremer.
Empurrei o corpo dela para frente, fazendo com que o tronco de Maya se chocasse contra a madeira. Coloquei meu corpo ao dela, os beijos por sua pele começaram sem um pingo de calma.
— Onde só eu vejo... — comecei a dizer depositando uma mordida em suas cotas.
— Onde só você vê — me cortou com a voz carregada — Não precisa se preocupar.
Ela soltou um gemido abafado, quando beijei o alto de sua b***a. Minhas mãos já estava naquele local e eu apertei sua pele com força. Fiquei de joelhos para ter a visão perfeita dessa b***a redonda. Meus lábios voltaram e encontrar sua pele e a primeira mordida foi depositada sem um pingo de paciência. Mantive uma mão no local enquanto a outra buscava o ponto de fusão entre as pernas dela. Ela estava encharcada.
A tortura começou ali. Não era dor; era uma sobrecarga sensorial. Comecei com estocadas lentas e profundas de dedos, enquanto meus dentes raspavam a pele de sua b***a. Eu a sentia se contorcer, os pulsos amarrados tentando encontrar um ponto de apoio, mas eu a mantinha ali, presa entre a madeira e o meu peso.
— Você queria ver o que acontece quando eu não me seguro? — sussurrei, minha voz vibrando contra a pele úmida dela. — Pois presta atenção, porque eu não vou parar até você esquecer o seu próprio nome.
A adrenalina e o desejo transformaram a kitnet em um campo de batalha onde só havia uma regra: a entrega total. O som da nossa respiração e o estalo da minhão desferindo um tapa em sua pele era os únicos relatos daquela missão clandestina.