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Aluna do Tráfico

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Blurb

Aos dezessete anos, a vida de Maya é traçada pelo som dos fuzis e pelo peso do sobrenome que carrega. Órfã e irmã de DG, o dono do morro, ela vive em uma redoma de vidro blindado, protegida por homens que matariam por ela. Maya é fogo, rebeldia e a joia mais preciosa da comunidade. Ela não segue ordens. Ela as dá.

Até que Gabriel chega.

Um professor de literatura com olhar enigmático, postura impecável e um passado que ele esconde sob as camisas de botão. Ele entra na favela para ensinar, mas Maya percebe logo no primeiro dia que Gabriel não é o "bom moço" que tenta aparentar. Por trás das citações de livros, existe um homem perigoso, com mãos que parecem conhecer armas tão bem quanto canetas.

Gabriel sabe que Maya é território proibido. Tocar nela é assinar a própria sentença de morte. Maya sabe que Gabriel é um enigma que ela precisa decifrar. No jogo de sedução entre a lousa e o asfalto, os papéis se invertem: quem será o mestre quando a paixão se tornar um crime?

Ele veio para dar aulas. Ela vai ensinar como sobreviver ao inferno.

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Prólogo: As Mãos Sujas de Tinta e Sangue
Gabriel O sangue nas minhas mãos não cheirava a ferro. Tinha um odor adocicado e metálico, como vinho derramado sobre um lençol de seda. Não importava quantas vezes eu lavasse, esfregasse ou tentasse apagar; a mancha invisível continuava ali, me definindo, me transformando no homem que eu nunca quis ser. Era madrugada. O asfalto da Rodovia Presidente Dutra estava úmido, refletindo as luzes vermelhas e azuis da sirene que se aproximava. Eu estava no volante de um carro roubado, com o coração batendo uma marcha descompassada no peito. A adrenalina pulsava nas minhas veias, misturada ao torpor do choque e ao gosto amargo da liberdade recém-conquistada. Liberdade que veio a um preço alto demais. No banco do passageiro, um exemplar rasgado de "Dom Casmurro" estava aberto na página 127, com uma marca de sangue na borda. Ironia do destino: eu sempre fui o mestre das palavras, o professor que acreditava no poder da redenção através dos livros. Agora, minhas mãos estavam sujas de um tipo de tinta que nenhum papel seria capaz de absorver. — Por que você fez isso, Gabriel? — a voz feminina, fria e calculista, ecoava na minha mente. A dona daquela voz estava a quilômetros de distância agora, talvez até debaixo da terra, mas suas palavras eram uma sentença que eu carregaria para sempre. Eu pisei no acelerador, deixando o passado para trás como um rastro de fumaça e pneus queimados. Meu destino era um lugar onde ninguém me conhecesse, onde o nome "Gabriel" fosse apenas um eco sem significado. Um lugar onde os meus crimes se perdessem em meio a outros, maiores e mais visíveis. Eu estava fugindo. Fugindo da lei, da culpa, e principalmente, da imagem daquele rosto que me assombraria por todas as noites. Eu ia para a favela. Não para salvar ninguém, mas para tentar me esconder de mim mesmo. Eu era um professor que tinha se tornado um assassino. E o inferno daquela noite ainda estava por começar.

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