Rodolfo atravessou o corredor largo e teve no seu campo de visão Manuella em sua mesa, até era normal aquela visão maravilhosa matinal, porém, parecia pensativa e desligada demais do lugar, tanto que não percebeu a presença dele. Isso foi tão transparente que Rodolfo notou, embora não fosse a coisa mais coerente a se fazer em relação a uma interna. O que um chefe devia fazer? Não era perguntar? Se preocupar com os funcionários? Então. Agora havia algo ali, na primeira hora e minuto do dia. Ela nunca ficava tão distraída. Rodolfo tinha certeza disso. Era sempre astuta. Rápida. Atenta. Mas por quê a distração logo em uma segunda-feira? A distração de Manuella tinha nome e sobrenome, sem falar que tinha dado a luz à Manuela, vinte quatro anos atrás. E Rodolfo era curioso

