Episodio 7

675 Words
Nara Quando falei para ela que eu estava esperando desculpa, não era bem isso. Só fiquei paralisada a observando e não sabia o que falar. Ela é linda, uma loira um pouco mais baixa que eu. Uma boca perfeitamente e olhos cor de mel. Mesmo que não desse pra ver perfeitamente o corpo por causa daquelas roupas surradas e largas, deixava misteriosamente a impressão de ser perfeito. Ou era eu que estava querendo vê-lo? Por que estou fazendo isso, hum? Eu hein! Vou sair de perto dessa ... surtada. -tá bom, desculpa! -ouvi em um tom razoável. Sorri. Este? Rayane E agora? Ela estava parada em minha frente. -tudo bem, também peço desculpas por ter te machucado. -Já era sem tempo. -O que você queria falar comigo? -pergunta cruzando os braços. -É que ... Que quando ...- p***a. Para de gaguejar Rayane.- bom, é que quando eu te vi hoje pela manhã te achei ... te achei muito linda. E eu acredito em destino ... Bom ai eu te vi perto da casa de vó e depois ... Estamos aqui você ... eu.- falei muito nervosa. Bom, não disse a metade do que queria que ela ouvisse. Mas ... oh deus, eu sou uma b****a. Quem fala em destino primeiro no primeiro dia? - eu sou uma b****a! -acho que eu sei o que quis dizer ...- Como assim acha que sabe o que quis dizer e vai saindo assim? -espera .... Nara espera.- falo e novamente à seguro, só que dessa vez ela não revidou.- eu quero ficar com você! -E a solto rapidamente, levantando as mãos em redenção. -sinto muito! Eu não fico com meninas! - ela fala e eu desabo por dentro. Desabei e não sabia o porquê. Isso já havia acontecido antes, claro. Mas dessa vez foi diferente. Estou com vontade de chorar. Nara Eu não queria dizer aquilo. Era como se eu tinha forçado, insistido em algo que eu não queria fazer. Tipo enfiar uma agulha no dedo mesmo sem vontade de se machucar. Agora a olho com os olhos cheios de lágrimas e me dá um desejo insuportável de me entregar pra ela, beijá-la e não deixar aquelas lágrimas cair. Mas esse maldito orgulho de ser hetero não permite. Me viro e vou embora. Raiany Ela foi embora e eu estou aqui em desespero por dentro. Quero gritar. Mas não consigo. Não consigo nem me mover. Era como se tudo o que há agora é a voz dela dizendo aquelas palavras. Eu queria minha casa. Minha cama. Acho que passa da meia noite. Está mais frio, ais frio que o normal. Queria sair dali. Queria que nada disso teve acontecido. E esse tal destino? Queria que ele se ferrasse. Para que ele serve? Só pra vir e enfiar uma faca cheia de veneno em nosso peito e nos deixar imóvel? É isso? -oi, até que fim te achei, estamos a sua procura. Já vamos! -era a voz de Camila um pouco alterada, me tirando do transe. -Vamos? - ela pega em meu braço e me puxa para o carro sem se quer notar que eu eatava incapacitada de andar. Os outros já estavam lá, nos esperando. Inclusive ... bom! - achou a sumida? Falta mais alguém? - Vítor fala. -não, estamos todos aqui! -Camila. -então vamos, gente. Quem será meu có piloto da vez? - Vítor fala e Carla logo levanta a mão. - quem ia era eu. Preciso de ir na janela, gente.- fala Camila revoltada. -Não estou me sentindo muito bem! -atras tambem tem janela irmanzinha- Carla fala ironicamente alfinetando a gemea. -d***a! Ray, posso ir na janela? -nã-não é que ... eu ... Não ... de ...- tentei argumentar. Mas fui empurrada. -entra e não reclama lindinha.-Camila. E eu sento perto de Nara. Era isso, alem de toda vergonha, agora tenho que dividir a viagem toda com ela. Otimo! -huuuuum as duas ai atrás, passaram a festa todinhaaa sumida, suas safadinhas. - disse Vítor, me deixando ainda mais constrangida do que eu já estava. Merecido, b****a!
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