Nara
Desgraçado! Vitinho e essa sua língua venenosa. Olhei para o retrovisor interno e ele tinha um sorrisinho glosioso. Lancei logo um "tu me paga" e ele puxou ainda mais o sorriso me deixando ainda mais p**a com aquele sinico.
-vocês duas ...? - pergunta Carla referindo-se algo malicioso entre mim e Rayane.
-nã-nããão .... Na-nada haver. A gen-te só ... a gente só estava la ... La fora ... nada ... de-mais. -tentei me defender mas a voz m*l saia. Se é que dá pra char isso de voz. d***a!
-nada haver, gente. -fala Rayane com uma voz calma demais para a garota que conheci agora a pouco. Ela estava sentada ao meu lado, quase sem reação, imovel. Talvez triste.
-eu acredito na priminha. Tou contigo bebê.-fala camila defendendo Rayane. Ata! Como se ela não soubesse se defender só.
Claro que os comentários da noite não parou ali. Mas graças a Deus chegamos em casa.
-tchaaaau migas. Boa noite, biths. - fala Vitinho se despendido das meninas. Elas se despediram e desceram do carro. Uma por uma. E bom, não que eu ligue, mas o que aquela garota garota abraçada a esquesita? Acho desnecessario! -_-
Rayane.
Realmente ela não está afim de mim. E ... tudo bem ... serio mesmo. Sem problemas. Não me imparta mesmo. Conhecia ela ao quê? Meio dia? Bom, quem liga?
Enfim em casa. Não, não minha casa que estou morrendo de saudades. Mas é a casa que eu poderei dormir e esquecer o que aconteceu hoje. d***a!
-Você não ficou com aquela ... garota não, né? -Carla fala colocando o braço em meu ombro e fomos em direção a casa dos nossos avós. Claro que dei quela olhadinha por cima do ombro e aquela ... garota nos olhava pela janela.
-deixa a prima em paz, Carla. -diz camila me defendendo novamente. Eu não queria falar disso e acho que ela corrige. Era algo pessoal demais "o meu toco".
-não. -Respondi a gemea. Foi tudo o que falei antes de entramos em casa e ir direto para o quarto, agora em silêncio pra não acordar ninguém. -Meu deus!
Paralizei quando elas elaboram a tirar a roupa de festa ali mesmo. Sem pudor nenhum na minha frente em sicronia. Que isso?
Bom, eu tambem tinha que me limpar roupa. Não sei se lembram mas elas estavam jogadas agora a pouco na rua, comigo dentro, claro. Mas eu tirar minha roupa na frente delas? Não que meu corpo fosse f**o. Pelo contrario, não era nada de se jogar fora. Mas ... bom, quem liga? Começei a me despir e elas pararam. Subiu um calorzinho ... de vergonha.
-então priminha, gostou da festa? - eu se quer sabia mais quem era quem pela falta de roupa e o sono influenciava.
- foi legal. - falei, me joguei na cama com uma calcinha boxe e sutiã esportivo. Era isso o que eu usava por baixo esses panos sujos.
Oba dormir ....
E .... Milhares de pensamentos de vinha em mente. Para piorar, de cada 100 pensamento, todos tinham de algum jeito ela ... bora Rayane, dorme. Eu e ela. Pra quê? tira aquela metida da cabeça!
Mas estava faltando algo! Meu celular. Sempre durmo ouvindo músicas nele. Era isso!
Eu e você
Não é tão complicado
Nem difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível o amor acontecer?
- tudo bem, eu vou lá. - coloco uma roupa qualquer e saio sem fazer barulho.
Nara
Se eu disser que já não sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei
Vai rir da minha cara
Eu já conheço teu ....
-ou, quem diabos bate na porta dos outros uma hora dessas? Não vou abrir. - continue lá deitado enquanto batiam na porta sem parar. Era madrugada. Não eram batidas histericas, mas não paravam.
Droga!
-Quem é? -perguntei já de pé próximo a porta maldita.
-abre preciso falar contigo. -ouço a voz do outro lado da porta.
Não uma voz qualquer, mas a voz dela ...
-que foi? - falei me fingindo de brava. Mas eu gostei de vê-la ali parada quando abri.
"Eu sei vou rir da minha cara
eu conheço teu sorriso
leio teu olhar
Teu sorriso é só desfarce
E eu ja nem preciso
Sinto em dizer que amo mesmo
Dá nem pra disfarçar ..."
Ela cantava em um tom baixinho. E olha ...
-porque tá fazendo isso pra mim, garota? Eu já te disse tudo. Eu não posso ficar com você.
E ela continua ...
- entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Alem do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando falo que ja nem quero
Uma frase fica pelo averso
Meio na contra- mão
E quando finjo que esqueço eu não esqueci nada ....
Raiany
Bom, quando eu cantei a musica pra ela, ela começou a enxergar os olhos dágua e foi ai que percebi o quanto ela tambem me queria, mesmo insistindo que não. Era isso, eu tinha sido uma b****a na aproximação. Machista. Mas eu tinha certeza que não era algo atoa. Havia mais.
Foi ai que fui até ela que ainda segurava a porta e cosmética beijá-la. Não. Não era um beijo qualquer. Em uma garota qualquer.
Entre o beijo ela tentava sair de meus braços. Mas não a deixe e continuei empurrando-a para dentro da casa.
O beijo não foi tão desesperado quanto a vontade de te-la comigo. Foi calmo e voraz ao mesmo tempo, cheio de desejo. E não era só meu o desejo. Ela relaxou.
Nara
Mesmo treinada para livrar-se de uma situação dessas eu não quis. Eu tinha diplomas de cursos de blá blá blá e era mais forte que ela. Mas não ali. Eu estava entregue.
Eu queria aquele beijo, eu queria senti-la colada a mim. Era isso. Eu estava fudida.
Quando ela foi afastando aos pouco nossos corpos, tão devagar. Com aquele sorriso filho da p**a no canto da boca. Eu só queria continuar ... p***a como eu queria continuar.