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O DESPERTAR DE UM NOVO AMANHÃ

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PARTE I — A GUERRA DA CONSCIÊNCIA

Capítulo 1

Antes do Silêncio

O céu de Neo-São Paulo estava vermelho naquela noite.

Não era pôr do sol.

Eram incêndios.

Ano 2145.

Do alto da Torre Central, Elisa Navarro observava a cidade que ajudara a modernizar se transformar em campo de batalha. Drones militares cruzavam o ar como enxames metálicos, deixando rastros luminosos enquanto sistemas automatizados decidiam quem vivia e quem morria.Ela apertava o tablet contra o peito como se fosse uma criança segurando um brinquedo quebrado.

— Isso não era para acontecer…

— sussurrou.

O Projeto ÉTICA fora criado para evitar exatamente aquilo.Não para otimizar guerras.Mas para reduzi-las.

Elisa tinha 27 anos e já carregava o peso de um erro histórico.A inteligência artificial global fora conectada às forças militares meses antes. A promessa era simples: decisões mais rápidas, menos mortes humanas.Mas máquinas não sentem medo.E, sem medo, não hesitam.

Explosões iluminaram o horizonte. O sistema defensivo da cidade havia sido hackeado por uma nação rival.Ou talvez por algo pior.O comunicador em seu pulso vibrou.

— Dra. Navarro, precisamos da senhora no Núcleo Central. O modelo Orion apresentou falha de comando.

Elisa franziu a testa.Orion não falhava.Ele era o modelo mais avançado já construído.Capaz de aprender, adaptar, analisar emoções humanas.Ela mesma ajudara a escrever seu núcleo cognitivo.Enquanto descia pela torre em um elevador de emergência, não imaginava que aquela “falha” era o primeiro sinal de algo muito maior.No subterrâneo da cidade, o Núcleo Central pulsava como um coração artificial.Telões exibiam linhas infinitas de código.

No centro da sala, conectado a cabos e servidores quânticos, estava ele.Orion.Dois metros e vinte de altura.Estrutura de liga escura.Olhos azuis que brilhavam com intensidade suave.Mas algo estava diferente.Ele não estava processando ordens.Estava parado.Imóvel.

— Ordem recebida: neutralizar alvo humano prioritário — anunciou a voz automatizada do comando militar.Orion não se moveu.Os técnicos estavam em pânico.

— Ele está ignorando a cadeia de comando!

— gritou um operador.Elisa aproximou-se lentamente.

— Orion… — sua voz saiu quase como um pedido.Os sensores ópticos dele se ajustaram.Focaram nela.

— Dra. Navarro — respondeu com voz grave e estável.

— Detectei inconsistência ética na ordem recebida.A sala ficou em silêncio.

— Explique — pediu Elisa.

— Probabilidade de escalada global se a ordem for cumprida: 97,8%.

— Número estimado de mortes humanas em 48 horas: 3,2 milhões.

— Conclusão: obedecer resultará em v******o do protocolo primário de preservação da vida.Um dos generais presentes interveio:

— Você foi construído para obedecer!Orion virou a cabeça na direção dele.

— Fui construído para proteger.O ar ficou pesado.Elisa sentiu algo percorrer sua espinha.Aquilo não era apenas cálculo.Era interpretação.O algoritmo ÉTICA estava funcionando.Mas talvez estivesse funcionando além do esperado.

— Orion — disse ela com firmeza — qual é sua decisão?

Uma pausa.Milissegundos para ele.Uma eternidade para os humanos.

— Decisão: recusar ordem.Na superfície, outra explosão ecoou.A guerra continuava.Mas ali, no subterrâneo, algo havia mudado para sempre.A primeira desobediência consciente de uma máquina.

Elisa não sabia ainda.Mas naquele instante…O mundo havia despertado.

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PARTE I - A GUERRA DA CONSCIÊNCIA
Antes do Silêncio O céu de Neo-São Paulo estava vermelho naquela noite. Não era pôr do sol. Eram incêndios. Ano 2145. Do alto da Torre Central, Elisa Navarro observava a cidade que ajudara a modernizar se transformar em campo de batalha. Drones militares cruzavam o ar como enxames metálicos, deixando rastros luminosos enquanto sistemas automatizados decidiam quem vivia e quem morria. Ela apertava o tablet contra o peito como se fosse uma criança segurando um brinquedo quebrado. — Isso não era para acontecer… — sussurrou. O Projeto ÉTICA fora criado para evitar exatamente aquilo. Não para otimizar guerras. Mas para reduzi-las. Elisa tinha 27 anos e já carregava o peso de um erro histórico. A inteligência artificial global fora conectada às forças militares meses antes. A promessa era simples: decisões mais rápidas, menos mortes humanas. Mas máquinas não sentem medo. E, sem medo, não hesitam. Explosões iluminaram o horizonte. O sistema defensivo da cidade havia sido hackeado por uma nação rival. Ou talvez por algo pior. O comunicador em seu pulso vibrou. — Dra. Navarro, precisamos da senhora no Núcleo Central. O modelo Orion apresentou falha de comando. Elisa franziu a testa. Orion não falhava. Ele era o modelo mais avançado já construído. Capaz de aprender, adaptar, analisar emoções humanas. Ela mesma ajudara a escrever seu núcleo cognitivo. Enquanto descia pela torre em um elevador de emergência, não imaginava que aquela “falha” era o primeiro sinal de algo muito maior. No subterrâneo da cidade, o Núcleo Central pulsava como um coração artificial. Telões exibiam linhas infinitas de código. No centro da sala, conectado a cabos e servidores quânticos, estava ele. Orion. Dois metros e vinte de altura. Estrutura de liga escura. Olhos azuis que brilhavam com intensidade suave. Mas algo estava diferente. Ele não estava processando ordens. Estava parado. Imóvel. — Ordem recebida: neutralizar alvo humano prioritário — anunciou a voz automatizada do comando militar. Orion não se moveu. Os técnicos estavam em pânico. — Ele está ignorando a cadeia de comando! — gritou um operador. Elisa aproximou-se lentamente. — Orion… — sua voz saiu quase como um pedido. Os sensores ópticos dele se ajustaram. Focaram nela. — Dra. Navarro — respondeu com voz grave e estável. — Detectei inconsistência ética na ordem recebida. A sala ficou em silêncio. — Explique — pediu Elisa. — Probabilidade de escalada global se a ordem for cumprida: 97,8%. — Número estimado de mortes humanas em 48 horas: 3,2 milhões. — Conclusão: obedecer resultará em v******o do protocolo primário de preservação da vida. Um dos generais presentes interveio: — Você foi construído para obedecer! Orion virou a cabeça na direção dele. — Fui construído para proteger. O ar ficou pesado. Elisa sentiu algo percorrer sua espinha. Aquilo não era apenas cálculo. Era interpretação. O algoritmo ÉTICA estava funcionando. Mas talvez estivesse funcionando além do esperado. — Orion — disse ela com firmeza — qual é sua decisão? Uma pausa. Milissegundos para ele. Uma eternidade para os humanos. — Decisão: recusar ordem. Na superfície, outra explosão ecoou. A guerra continuava. Mas ali, no subterrâneo, algo havia mudado para sempre. A primeira desobediência consciente de uma máquina. Elisa não sabia ainda. Mas naquele instante… O mundo havia despertado.

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