Livro 2: A Favorita de Luciano Venturini Coleção Noivas para os CEOs
Capítulo 1 – O Olhar na Fonte
A festa de aniversário dos gêmeos Venturini estava no auge. As luzes sobre a Villa dançavam entre as colinas toscanas enquanto os convidados riam, brindavam e circulavam pelo salão principal. Luciano, vestido com um terno cinza claro e gravata vinho, fingia ouvir um convidado importante, mas seus olhos estavam fixos do outro lado do jardim.
Aurora Morelli. Ela estava sentada sozinha na borda da fonte, com os pés descalços e um copo de prosecco na mão. Seus cabelos dourados caiam em ondas sobre os ombros, e havia algo na forma como observava o céu que o fez esquecer a conversa.
— Quem é ela? — murmurou para Rafael, que se aproximava com Vanessa ao lado.
— Aurora. Designer floral. Trabalhou com mamãe num projeto em Firenze. Foi convidada por ela para o fim de semana.
Luciano não respondeu. Apenas se afastou da roda e seguiu na direção da fonte. Aurora o viu chegar e arqueou uma sobrancelha.
— E o gêmeo tagarela resolveu falar comigo?
Ele sorriu. — Luciano Venturini. Encantado.
— Aurora Morelli. Já sabia quem você era. Mas estava curiosa para saber se a fama era justa.
Ele sentou-se ao seu lado, os joelhos se tocando levemente.
— E o que acha até agora?
Ela levou a taça aos lábios. — Ainda estou decidindo se você é um poema ou apenas um bilhete bonito.
Luciano riu. E pela primeira vez em muito tempo, não se sentiu entediado com a conversa de uma mulher.
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Capítulo 2 – Um Jardim, Dois Segredos
No dia seguinte, Luciano acordou mais cedo que o costume. Sentia-se inquieto, e a imagem de Aurora permanecia fresca em sua mente. Ao sair para caminhar pelos jardins da Villa, a encontrou abaixada entre as roseiras, conversando com Donatella.
— Eu pensei que flores dormissem até mais tarde. — ele brincou.
Aurora sorriu de lado, sem interromper o que fazia.
— As flores falam de manhã. Precisamos ouvir enquanto ainda têm segredos.
Donatella olhou para os dois com olhos satisfeitos.
— Vou deixá-los sozinhos. Vocês têm muito a aprender um com o outro.
Quando ficaram sós, Luciano se agachou ao lado dela.
— Me diz um segredo seu, Aurora.
Ela olhou para ele, séria.
— Nunca me deixei amar por completo.
Ele piscou, surpreendido.
— Acho que temos algo em comum, então.
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Capítulo 3 – A Proposta de Trabalho
Durante o café da manhã, Donatella anunciou que Aurora ficaria mais alguns dias na Villa. Luciano, disfarçando a alegria, puxou uma pasta de projetos.
— Estava pensando... O jardim do novo hotel em Siena está carente de alma. Talvez você pudesse dar um olhar mais apaixonado.
Aurora hesitou.
— Trabalhar com você? Tenho medo de me distrair.
Luciano deu um sorriso torto.
— Confesso que sou um pouco perigoso.
Ela cruzou os braços.
— Então vamos colocar limites. Profissionalismo acima de tudo.
Ele ergueu a taça de café como em um brinde.
— Ao profissionalismo. Temporário, mas intenso.
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Capítulo 4 – Caminhos de Siena
Em Siena, a convivência entre eles se intensificou. Caminhavam entre canteiros, escolhiam mudas, discutiam fragrâncias. Mas também dividiam silêncios, risos e, sem perceber, começaram a se conhecer com uma profundidade que assustava.
Numa tarde, sob uma oliveira, Luciano a encarou em silêncio por tempo demais.
— Por que me olha assim? — ela perguntou, desconcertada.
— Porque há anos eu não quero beijar alguém com tanto medo de me apaixonar.
Aurora desviou o olhar.
— Então não beija.
Mas ele se aproximou, e com a mão na nuca dela, murmurou:
— Me diz que você não quer.
Ela não disse.
E ele a beijou.
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Capítulo 5 – A Distância Que Aproxima
Depois do beijo, os dias seguiram como se nada tivesse mudado. Mas tudo mudara.
Luciano fingia normalidade. Aurora fingia resistência. Mas os olhares, os toques acidentais, os silências reveladores diziam mais do que qualquer palavra.
Durante uma noite chuvosa, ele apareceu na porta do quarto dela, encharcado.
— Achei que podia te ver.
Ela o deixou entrar.
Ficaram frente a frente, sem tocar.
— Se você dormir aqui, não será só uma noite.
Ele deu um passo.
— Já não é há dias. Já somos muito mais.
E ela finalmente acreditou.
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Capítulo 6 – A Primeira Dor
Quando voltaram para a Villa, rumores se espalhavam sobre uma mulher do passado de Luciano que estaria trabalhando em um dos eventos de gala. Aurora ouviu, silenciou, e afastou-se.
Luciano a procurou, mas ela evitava confronto. Até que Donatella a puxou para uma conversa.
— Você ama meu filho?
Aurora, emocionada, apenas assentiu.
— Então lute por ele. Ele é teimoso, mas já está domado.
Naquela noite, ela o encontrou na estufa.
— Já amei alguém que me traiu, Luciano. Mas você... você me faz querer tentar de novo.
Ele se levantou, com os olhos vermelhos.
— Eu sou seu. Se você deixar.
E ela deixou.
Capítulo 7 – A Verdade Que Impõe Medo
Quando Luciano se levantou, ainda com os olhos vermelhos, o silêncio que havia entre ele e Aurora se tornava cada vez mais desconfortável. Eles estavam mais distantes do que nunca, apesar de estarem fisicamente perto. Aurora olhava para ele como se o visse pela primeira vez, com uma mistura de desconfiança e anseio.
— Eu não sei se estou pronta para isso, Luciano. Você... — ela pausou, procurando as palavras. — Você tem segredos.
Ele a encarou, sem conseguir esconder a dor nas feições.
— Todos temos, Aurora. — sussurrou. — Mas eu prometo, se você me deixar, eu vou mostrar cada um deles.
Mas ela ainda não estava convencida. Ela o conhecia bem o suficiente para saber que a verdade de Luciano ainda estava escondida, e, como sempre, ele não a dividiria facilmente.
— Me deixe mostrar a você que sou capaz de fazer isso funcionar. — ele implorou, dando um passo em sua direção.
Ela o observou, sem dizer nada, mas os olhos dela brilharam com a promessa de algo mais.
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Capítulo 8 – A Tentativa de Restauração
A convivência com Aurora estava tornando-se inevitável. Mesmo com o medo e as reservas de Luciano, ele não conseguia afastá-la. Ela estava se tornando a parte que faltava em sua vida, e embora ele tentasse resistir, seus sentimentos estavam tomando conta de sua racionalidade.
No entanto, quando ele pensava que estariam mais próximos, uma figura do passado apareceu. Um encontro casual. Uma mulher de cabelos escuros e olhos brilhantes, que parecia disposta a testar os limites de seu coração.
Ela se aproximou dele durante o jantar, onde ele e Aurora estavam sentados em uma mesa isolada.
— Luciano... — a mulher disse, com um sorriso sedutor.
Mas Aurora, ao vê-la, se levantou sem dizer uma palavra. Ela sabia que aquele era o momento de dar espaço para ele resolver seus próprios fantasmas.
Ele ficou ali, observando-a ir embora, sem saber o que dizer.
Quando ele se virou para a mulher do passado, ela apenas deu um sorriso malicioso.
— Você é sempre tão previsível, Luciano. Ou devo dizer, sempre tão imbatível quando se trata de mulheres como eu?
O sorriso dela o desafiou. Mas, com o olhar fixo no vazio, Luciano soube o que fazer.
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Capítulo 9 – Conflitos e Reconciliações
Os dias seguintes foram uma mistura de tentativas frustradas de reaproximação e momentos de solidão forçada. Aurora e Luciano estavam em um limbo: longe, mas muito perto.
A crise entre eles teve um auge quando Luciano decidiu, finalmente, confrontar seu próprio passado.
Em uma noite chuvosa, ele foi até a casa de Aurora, onde a encontrou com os olhos cansados, mas decididos.
— Não quero mais fugir de mim mesmo, Aurora. — ele falou com sinceridade.
Ela olhou para ele, avaliando cada palavra.
— Eu já sabia disso, Luciano. Mas o que você é capaz de fazer por nós, por esse relacionamento?
Ele se aproximou, com um sorriso suave.
— Eu sou capaz de lutar por você, por nós. Acredita nisso?
Ela fechou os olhos por um instante e depois deu um pequeno sorriso.
— Eu acredito.
O beijo deles selou a promessa silenciosa que ambos estavam dispostos a lutar, lado a lado.
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Capítulo 10 – O Princípio de Algo Novo
A lua cheia iluminava o jardim da Villa, quando Aurora e Luciano decidiram dar mais um passo na sua relação. A essa altura, todos sabiam que eles tinham encontrado algo real, mesmo que tivessem enfrentado tantas dificuldades e incertezas.
Luciano observava Aurora com olhos que nunca a haviam olhado antes — com a admiração de quem vê a mulher que mudou sua vida. Ela estava em seus pensamentos, e ele soubera que não poderia mais viver sem ela.
— A gente fez isso acontecer, né? — ela disse, sorrindo.
Ele sorriu de volta. — Acho que sim. E agora, a nossa história começa de verdade.
Eles se abraçaram, e a vida, finalmente, parecia perfeita. A paz havia chegado, e o futuro, agora, era um novo começo.
E o segredo de Luciano estava finalmente revelado, não apenas a ela, mas a ele mesmo. Ele era capaz de amar novamente.
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Epílogo – Os Venturini e a Promessa do Futuro
A noite estava calada, e o aroma das flores do jardim da Villa ainda se fazia presente. Aurora e Luciano, agora juntos e fortes como nunca, comemoravam mais uma vez a vida e o amor.
Donatella, com um sorriso de aprovação, observava os três casais se reunindo na sala principal da Villa, todos celebrando suas vitórias pessoais e profissionais.
Aurora, em seus braços, olhou para Luciano e disse, sorrindo suavemente:
— Tudo que vivemos nos trouxe a esse momento. A nossa felicidade está aqui.
Luciano a beijou e respondeu: — A nossa vida juntos acaba de começar, querida. E eu estarei sempre ao seu lado.
E assim, como uma bela paisagem que floresce a cada estação, os Venturini celebravam, de coração aberto, o novo capítulo que se iniciava.
Os quatro amigos agora se tornavam quatro casais, e o futuro de todos se entrelaçava em uma promessa de amor, alegria e cumplicidade.