PERFEITA PARA VITÓRIO RUSSO

1362 Words
PERFEITA PARA VITÓRIO RUSSO Quinto livro da série “Noivas para os CEOs” Descrição dos Personagens Vitório Russo Empresário italiano de renome internacional no setor de logística e transportes marítimos, Vitório é o típico homem que impõe respeito com um simples olhar. Alto, elegante, de cabelos escuros e olhos azul-claros hipnotizantes, tem uma presença marcante e um semblante quase sempre sério. Muitos o veem como um homem rígido, frio e meticuloso, mas isso não poderia estar mais longe da verdade — ao menos quando se trata de sua filha, Ágata. Viúvo desde que a filha era um bebê, Vitório dedicou-se inteiramente à paternidade, sendo um pai afetuoso, paciente e absolutamente devoto. Com Ágata, ele é doce, protetor e encantador — revelando um lado que poucos conhecem. Entre bonecas e reuniões de diretoria, Vitório aprendeu a equilibrar o mundo dos negócios com o universo mágico de uma criança que é, para ele, tudo. Seus amigos íntimos são Rafael, Luciano, Thiago e Matteo, com quem compartilha anos de amizade sólida. Na roda, Vitório é o mais reservado, mas também o mais confiável. Ágata Emmanuella Russo Com apenas cinco anos, Ágata é um raio de luz na vida de todos ao seu redor. Herdeira dos olhos azuis do pai e do sorriso encantador da mãe, é esperta, observadora e surpreendentemente madura para a idade. Sua inteligência doce e seu jeito meigo conquistam todos — inclusive Ana Letícia. Ela é a verdadeira ponte entre o pai e a mulher que o destino escolheu para ele. Ana Letícia Campos Designer gráfica e ilustradora de livros infantis, brasileira, independente, cheia de vida e segura de si — ou ao menos era, até ouvir o sotaque arrastado de Vitório e sentir seu mundo virar do avesso. Ana Letícia cresceu aprendendo a se proteger das ilusões do amor, criando uma armadura de humor afiado e convicções fortes. Depois de aceitar um contrato temporário para criar os materiais visuais de uma campanha beneficente promovida por Donatella Venturini, ela acaba conhecendo Vitório... e Ágata. O que começa com desenhinhos para colorir e visitas ao jardim da Villa transforma-se, pouco a pouco, em uma amizade delicada com a menina — e uma tensão irresistível com o pai. Família e Amigos Donatella Venturini: A eterna cupido da série, é quem percebe a conexão entre Ana e a pequena Ágata — e, mais do que isso, quem dá o empurrão certeiro em Vitório. Rafael, Luciano, Thiago, Vitório: Os amigos fiéis, que já enfrentaram o amor e agora servem como conselheiros e, às vezes, provocadores. Capítulo 1 – Um Olhar Azul-Claro O primeiro encontro entre Ana Letícia Campos e Vitório Russo não aconteceu em uma festa, muito menos em uma reunião de negócios. Aconteceu no jardim da Villa, sob a sombra de uma oliveira antiga, onde Ana estava sentada em um banco de pedra com seu tablet no colo, rabiscando ideias para um novo livro infantil. — Você é a moça dos desenhos? — perguntou uma vozinha doce. Ana levantou os olhos e viu uma menininha de olhos azul-claros, cabelo castanho claro preso em dois coques e um vestido branco que parecia ter saído de um conto de fadas. — Depende — respondeu Ana, sorrindo. — Você é a princesa que pediu um unicórnio cor-de-rosa? — Eu sou a Ágata — disse ela com firmeza. — E gosto mais de dragões do que de unicórnios. Antes que Ana pudesse responder, sentiu a presença. Não apenas um vulto, mas uma presença real, poderosa, que parecia diminuir o espaço ao redor. Quando levantou os olhos, deu de cara com ele. Vitório Russo. A figura imponente, o terno perfeitamente ajustado, a barba por fazer e os olhos… Ah, os olhos. Um azul tão claro que parecia impossível serem reais. E a voz grave, carregada de sotaque italiano, que arrepiava até a espinha: — Ágata, dolcezza, não se afaste tanto. Ana engoliu em seco. A independência dela vacilou ali mesmo, na frente daquele homem de queixo firme e um olhar que, ainda sério, parecia guardar oceanos de ternura. --- Capítulo 2 – A Arte da Aproximação Donatella adorava entrelaçar vidas. Por isso, quando soube que Ana Letícia se dava bem com Ágata, não perdeu tempo. Convidou Ana para dar aulas de desenho à pequena durante as tardes, alegando que a menina precisava desenvolver o lado criativo. Ana aceitou, mais por Ágata do que por qualquer outro motivo — embora o sotaque de Vitório continuasse lhe causando um certo distúrbio cardíaco. As tardes na Villa se tornaram seu novo refúgio. Ana passava horas com Ágata entre tintas, risadas e histórias inventadas. E, de vez em quando, sentia aquele olhar. Vitório, sempre à distância, observava com discrição, mas não com frieza. — Você a entende — ele disse certa vez, enquanto trazia um suco para Ana e a filha. — Ágata… é muito sensível. Como a mãe era. A dor suave por trás das palavras dele a tocou mais do que ela esperava. E, ali, Ana percebeu: aquele homem não era duro. Era quebrado em partes, com as peças coladas pelo amor a uma única criatura — sua filha. --- Capítulo 3 – Uma Noite, Uma Dança O aniversário de Rafael e Luciano chegou, e com ele mais uma festa exuberante de Donatella. Ana quase recusou o convite, mas Vanessa insistiu. E quando chegou à Villa, com um vestido verde-esmeralda justo no corpo e cabelo solto em ondas, foi impossível para Vitório não notar. Ele a viu chegar. E ficou imóvel por alguns segundos, com o copo de vinho suspenso no ar, como se estivesse vendo algo que não sabia que desejava. Mais tarde, sob o som suave da música, foi Ágata quem fez a ponte: — Papai, por que você não dança com a Ana? Vitório hesitou, mas não resistiu. Estendeu a mão e, sem dizer nada, levou Ana para o centro do salão. A dança foi lenta, contida… mas carregada de eletricidade. O braço dele firme nas costas dela. O perfume suave de Ana. Os olhos fixos um no outro, como se dançassem em silêncio há muito tempo. No final da música, ele não soltou sua mão de imediato. — Você é diferente, Ana Letícia. — E você é bem mais doce do que deixa parecer, senhor Russo. --- Capítulo 4 – Corações em Rascunho Ana não sabia o que fazer com aquilo. Um homem viúvo, pai, e um tanto fechado. Mas havia algo nele… talvez o modo como dizia seu nome com o sotaque carregado. Ou o modo como olhava para Ágata como se o mundo inteiro estivesse ali. Eles começaram a conversar mais. Pequenos encontros nos corredores, cafés breves, trocas de olhares que duravam segundos demais. Um dia, depois de uma aula de desenho especialmente animada, Ágata correu até o pai com um papel nas mãos: — Olha, papai! Eu desenhei nós três! O desenho mostrava três bonequinhos de mãos dadas: Vitório, Ana e Ágata com um coração enorme sobre as cabeças. Ele olhou para Ana. Ela sorriu, um pouco sem graça. — Parece que temos uma artista romântica — disse ela. Vitório dobrou o desenho com delicadeza, guardando no bolso do paletó. — Parece que temos algo… que vale a pena cultivar. --- Capítulo 5 – Quando as Defesas Caem Naquela noite, depois que Ágata adormeceu, Ana e Vitório conversaram no jardim, sentados à beira da fonte iluminada. — Eu perdi muito quando perdi a mãe da Ágata — confessou ele, olhando as estrelas. — Prometi que nunca deixaria outra mulher confundir minha filha. Nunca apresentaria ninguém que pudesse partir... de novo. — E agora? — Ana sussurrou. Ele a olhou. Longamente. — Agora... eu temo você, Ana Letícia. Porque não consigo não desejar o que você representa. Ela aproximou-se, com os olhos marejados. — Eu não sou uma promessa, Vitório. Eu sou uma escolha. E não estou aqui para substituir ninguém. Estou aqui para amar vocês dois. Se você deixar. Ele não respondeu com palavras. Apenas a beijou — devagar, como se estivesse reaprendendo a tocar alguém. E ali, sob as estrelas e o perfume das rosas da Villa, o homem duro e sério mostrou que também sabia amar… com toda a intensidade do mundo.
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