A manhã começou como qualquer outra, mas dentro do apartamento, uma leve tensão pairava no ar sem que Helena percebesse de imediato. A sensação inicial era sutil: uma pressão no ventre, um desconforto que subia e descia em ondas. Ela tentou ignorar, pensando se seria apenas uma movimentação do bebê, mas logo percebeu que havia algo diferente. A cada instante, a pressão aumentava, acompanhada de uma dor que parecia ritmar-se com os movimentos do bebê. Ela respirou fundo, tentando se concentrar e manter a calma, sentindo a vida pulsando dentro de si. Mas a intensidade das contrações era clara agora. Helena sabia que era hora — o momento que haviam esperado por meses finalmente chegara. Com mãos trêmulas, pegou o telefone e discou para Gabriel, tentando controlar a respiração enquanto sentia

